Mostrando postagens com marcador inflação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador inflação. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de outubro de 2015

MÍRIAM LEITÃO É SUPERADA EM PESSIMISMO - CONHECEM MONICA BAUMGARTEN ?


CONTRARIANDO TODAS AS EXPECTATIVAS de que a inflação vai ceder bruscamente no início de 2016, a economista Monica Baumgarten abusa do pessimismo e sapeca uma possibilidade da inflação chegar em 20% - RAPIDAMENTE. 

Nem a Míriam Leitão ousou em ir tão longe.
BondeBlog


‘A gente pode ir rápido para inflação de 20%'


A economista Monica Baumgarten de Bolle, pesquisadora do Instituto Peterson de Economia Internacional, em Washington, apresentou uma proposta radical em um artigo publicado na quinta-feira: abandonar o regime de câmbio flutuante e adotar bandas de flutuação para a moeda. 

A âncora cambial seria uma saída emergencial para evitar uma “espiral inflacionária”, como ocorreu com a economia brasileira nos anos 1980.

Íntegra AQUI

04/10/15 08:36
Fuso horário de Brasília

sexta-feira, 15 de maio de 2015

INFLAÇÃO DO ( IGP-10 ) DESABA EM MAIO

Uma boa notícia.

Inflação medida pelo IGP-10 recua em maio, diz FGV
15/05/2015 
Rio de Janeiro
Nielmar de Oliveira - Repórter da Agência Brasil - Edição: José Romildo

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) aumentou 0,52% em maio, inferior à taxa de abril, que foi 1,27%, informou o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), unidade da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O IGP-10, que registra a inflação de preços de matérias-primas agrícolas e industriais, bens e serviços finais, mede a evolução de preços do dia 11 do mês anterior (abril) ao dia 10 do mês de referência (maio). Compreendendo toda a população, sem diferenciar nível de renda, o IGP-10 serve de base para os reajustes de tarifas públicas, de parte dos contratos de aluguel e de seguros de saúde (contratos mais antigos).

Em maio de 2014, a variação foi 0,13%. Em 12 meses, o IGP-10 registrou alta de 3,86%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), uma das bases de cálculo do IGP-10, variou 0,53%, em maio. Em abril, a variação foi 1,45%.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), outra base de cálculo do IGP-10, registrou variação de 0,57%, em maio. Em abril, a taxa foi 1,01%.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), outra base do IGP-10, atingiu, em maio, taxa de 0,37%. Em abril, a taxa foi 0,69%.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

BRASIL - INFLAÇÃO EM 2014 APRESENTA TENDÊNCIA DE QUEDA EM TODOS OS ÍNDICES PESQUISADOS

TODOS DENTRO DA META E EM DECLÍNIO


Instituições financeiras projetam inflação em 6,39% este ano
04/08/2014 - 
Brasília - 
Kelly Oliveira - Repórter da Agência Brasil - Edição: Talita Cavalcante

A projeção de instituições financeiras para a inflação caiu pela terceira semana seguida. É o que mostra a pesquisa semanal, feita pelo Banco Central (BC), sobre os principais indicadores econômicos. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 6,41% para 6,39%, este ano. Em relação a 2015, a projeção subiu de 6,21% para 6,24%.

As estimativas para 2014 e o próximo ano estão acima do centro da meta de inflação (4,5%), que deve ser perseguida pelo BC, e próximas do teto (6,5%).

A taxa básica de juros, a Selic – usada pelo BC para influenciar a economia e consequentemente, a inflação – deve fechar 2014 sem novas alterações, de acordo com as expectativas das instituições financeiras. Atualmente a Selic está em 11% ao ano. Mas em 2015, as instituições financeiras esperam por elevação da taxa, que deve encerrar o período em 12% ao ano.

Na pesquisa do BC também consta a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que passou de 5,56% para 5,49%, este ano, e foi mantida em 4,97%, para 2015. Em relação ao IGP-M, a estimativa foi ajustada de 4,87% para 4,40%, este ano, e segue em 5,61%, em 2015. A projeção para o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) passou de 4,34% para 4,33%, este ano, e de 5,52% para 5,53%, em 2015.

sábado, 19 de julho de 2014

MÍRIAM LEITÃO DELIRA E ENXERGA O BRASIL EM ESTAGFLAÇÃO

Eu preciso mesmo de férias. Ficar alguns dias sem ler (por dever do ofício de blogueiro) certos (as) jornalistas / colunistas, que há 11 anos, anunciam o caos na economia e no ambiente social do Brasil. Agora vem DONA MÍRIAM com mais essa, que o país está em ESTAGFLAÇÃO.

Um país que tem TAXA BAIXÍSSIMA DE DESEMPREGO, que pode alcançar um crescimento do PIB de até 2% no presente ANO, que vai terminar mais uma vez com a inflação dentro da META, e que tem todos os indicadores da economia equilibrados, NÃO ESTÁ, E NÃO HÁ NESSE MOMENTO NADA QUE INDIQUE QUE ESTARÁ em ESTAGFLAÇÃO. Daí que o texto de DONA MÍRIAM mais parece um "discurso" de candidato da oposição, e nem de longe pode ser considerado como o texto escrito por uma jornalista de economia que atua com seriedade e imparcialidade. 

Significado de Estagflação:
INFLAÇÃO ALTA OU FORA DE CONTROLE, DESEMPREGO ELEVADO, CRESCIMENTO PERTO OU ABAIXO DE ZERO.
Estagflação é um termo usado em Economia que indica 
uma situação em que ocorrem altos índices de inflação e 

de desemprego, ao mesmo tempo.


Estagflação define-se como uma situação típica de recessão, ou seja, diminuição das actividades econômicas e aumento dos índices de desemprego, além da inflação, além da falta de instrumentos institucionais que regulem a economia.
Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 9 de maio de 2014

MÍRIAM LEITÃO ERRA MAIS UMA VEZ - O TETO E O CHÃO NA QUESTÃO DA INFLAÇÃO

PREMIADÍSSIMA POR ERRAR SEMPRE !


CURIOSO É QUE, QUANTO MAIS DONA MÍRIAM LEITÃO ERRA, SUAS PREVISÕES CATASTRÓFICAS NÃO SE MATERIALIZAM E SUAS ANÁLISES SE MOSTRAM TENDENCIOSAS, MAIS PRÊMIOS ELA RECEBE DOS MERCADOS, ATRAVÉS DE INSTITUIÇÕES QUE REÚNEM SEGMENTOS EMPRESARIAS. 

AH !!!! O que escreveu Dona Míriam !!!

....Com a inflação de abril, não será ultrapassado o topo da meta, mas em maio é bem provável que isso aconteça. O professor da PUC-Rio Luiz Roberto Cunha calcula que o dado de abril deve ficar em 0,75%; abaixo dos 0,92% de março. Mas o IPCA subiria para 6,33% em 12 meses. Em maio, a taxa pode cair de novo, segundo Cunha, para 0,55%, mas como será maior do que maio do ano passado, o acumulado ultrapassaria o limite de 6,5%...

Com base numa diferença apurada de 0,8% - 0,75% para 0,67% - PELO EFEITO CASCATA QUE ISSO SIGNIFICA NAS PROJEÇÕES DO PROFESSOR, (PROJEÇÕES COM AS QUAIS DONA MÍRIAM CONCORDA), o restante da PREVISÃO / ANÁLISE, fica completamente FURADA.

A INFLAÇÃO PODE ATÉ RONDAR O TETO, MAS, A CREDIBILIDADE E CONFIABILIDADE DO QUE SAI PUBLICADO NA COLUNA DE DONA MÍRIAM LEITÃO, JÁ ESTÁ NO CHÃO FAZ TEMPO.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

CÁLCULO DA INFLAÇÃO - GUIDO MANTEGA DESMENTE O GLOBO

Inflação fechará o ano abaixo do teto da meta, diz Mantega


“Não há nenhuma mudança de critério na avaliação da inflação. Não sei quem tirou essa ideia. Mas ela não procede.

Guido Mantega - Sobre matéria publicada na edição de hoje do jornal O Globo dizendo que técnicos do governo defendem a retirada de produtos in natura do cálculo do IPCA. O motivo seriam os frequentes choques nos preços desses produtos causados por problemas climáticos. 


A inflação vai terminar este ano abaixo do limite máximo da meta, que é 6,5%, garantiu hoje (23) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo o ministro, em 12 meses, a inflação pode ultrapassar 6,5%, mas vai arrefecer em seguida. “Quando pega a inflação no pico, em 12 meses, pode até ultrapassar os 6,5%. Só que depois, ela diminui.”

Saiba Mais

De acordo com pesquisa feita pelo do Banco Central com instituições financeiras, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve chegar a 6,51%, este ano, ultrapassando o limite superior da meta.

O ministro argumentou que o país está em um período de elevação inflacionária, mas isso já estava previsto. “Todo ano acontece esse processo. É sazonal, portanto, mas tem a ver também com condições meteorológicas. Este ano, temos menos chuva e isso fez com que subissem alguns produtos, principalmente hortifrutigranjeiros”, enfatizou. Mantega lembrou que a inflação subiu em março e em abril, mas deve recuar em maio e junho. “É claro que tem algum produto que tem alguma sazonalidade ou que está na entressafra que poderá subir, porém a maioria dos produtos estará reduzindo o seu preço ao longo dos próximos meses”, acrescentou.

Segundo o ministro, o aumento da produção de etanol no país vai ajudar na redução da inflação. “Agora estamos no período em que o etanol aumenta sua produção. Quando entrar a safra, vai reduzir o preço do etanol e também dos combustíveis. Isso vai acontecer entre maio e junho”. Mantega também disse que o governo não está cogitando aumentar o percentual de participação do álcool anidro na gasolina. Atualmente, esse percentual é 25%. “Sempre é possível, mas no momento não estamos cogitando”, disse.

O ministro disse ainda que o preço da energia será o vilão da inflação este ano. “É assim, todo ano tem algum vilão na história da inflação. Mas é importante que seja algum vilão e os outros preços possam recuar”, destacou ele, que participou do lançamento do Programa Portal Único de Comércio Exterior, na sede da Confederação Brasileira da Indústria (CNI).

Mantega também garantiu que o governo não estuda nenhuma mudança no critério de avaliação da inflação. Matéria publicada na edição de hoje do jornal O Globo diz que técnicos do governo defendem a retirada de produtos in natura do cálculo do IPCA. O motivo seriam os frequentes choques nos preços desses produtos causados por problemas climáticos. “Não há nenhuma mudança de critério na avaliação da inflação. Não sei quem tirou essa ideia. Mas ela não procede. Quem faz isso é os Estados Unidos. Os Estados Unidos retiram alimentos e combustível. Não fazemos isso e continuaremos da mesma maneira, usando os mesmos critérios”, disse.

Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil Edição: Juliana Andrade

quinta-feira, 3 de abril de 2014

PAGA ALUGUEL ? ENTÃO CUIDADO, ARMÍNIO FRAGA VEM AÍ !!!!


O IGPM EM 1999 - ano em que FHC / PSDB era Presidente, e Armínio Fraga seu ministro, quando essas medidas aí anunciadas pelo Jornal O Globo foram tomadas, fechou em 20,10%, NO ÚLTIMO ANO DO GOVERNO FHC, EM 2002, o índice foi de 25,30%.

Vou repetir a pergunta: VOCÊ PAGA ALUGUEL ? SIM !!!!

Então cuidado, ARMÍNIO FRAGA será MINISTRO DA FAZENDA caso Aécio Neves vença a eleição. Já pensou que DROGA !

domingo, 15 de dezembro de 2013

AS PREVISÕES PARA A ECONOMIA DO BRASIL EM 2014 - É MELHOR ACREDITAR EM VIDENTES E SUAS BOLAS DE CRISTAL


A matéria é do Jornal do Brasil, e traz de forma bastante interessante, como as chamadas previsões, feitas pelos economistas e especialistas para o ano de 2014, são um verdadeiro exercício de "adivinhação". Já são 11 anos em que alguns anunciam o CAOS, que não chegou e pelo que parece não chegará em 2014. Ao colocar uma dose ALTA de PESSIMISMO, os especuladores e "consultores", conseguem, com a prestimosa ajuda da imprensa partidarizada e afinada com a USURA e AGIOTAGEM, emplacar o pensamento de que é preciso ARROCHO e JUROS ALTOS. Alguns pregam DESCARADAMENTE o DESEMPREGO e a paralisação de OBRAS como a "SOLUÇÃO" para o Brasil.

Eu consultei uma VIDENTE, e ela me garantiu que em 2014 a INFLAÇÃO não passa de 6%; o CRESCIMENTO vai surpreender e superar o de 2013; o PLENO EMPREGO continua, muitas OBRAS serão inauguradas, Dilma será reeleita para mais 4 ANOS DE GOVERNO e o Brasil vai ganhar a COPA do MUNDO, derrotando o URUGUAI - 3 X 0.

QUEM VIVER, VERÁ !

Nota do Blog - A matéria é longa e por isso está com a publicação disponibilizando a opção de leia mais - As fotos que ilustram o texto são de nossa responsabilidade

Economistas fazem suas apostas para o Brasil em 2014
Entre previsões pessimistas e otimistas, o crescimento é senso comum
Jornal do Brasil - Pamela Mascarenhas

Ano de Copa do Mundo e eleições, 2014 inspira cuidados e preocupa alguns economistas. Aumentou a apreensão em relação à dívida pública, que deve ficar em 62% do PIB em 2014 contra os 53% de 2010, de acordo com dados da Tendências Consultoria. É certo, até para os mais pessimistas, contudo, que a situação não será marcada por nenhuma tragédia. Haverá crescimento, sim, mas ele será "medíocre" para alguns e bem melhor que o deste ano para outros. Para o PIB, as projeções vão desde 1,8% de expansão até algo em torno de 4%. Já a inflação oscila entre 4%, para os mais otimistas, e 6%. O investimento estrangeiro deve permanecer no patamar em que está e, para a balança comercial, as perspectivas são melhores, motivadas pelos efeitos do câmbio.

O economista Nelson Barbosa, pesquisador do Ibre/FGV, apresentou suas projeções durante o seminário “Perspectivas da economia brasileira 2014”, realizado em novembro, de uma forma que explica bem as diferentes projeções. Ele as dividiu em otimistas, pessimistas e de mercado, que prevê crescimento de 2,2%, com base na desaceleração do investimento; enquanto os otimistas esperam avanço em torno de 3%, de olho na recuperação do investimento pela infraestrutura, câmbio estável de R$ 2,30 e reajuste de energia e gasolina; e, os pessimistas, de 1,5%, com base no aumento da inflação, aumento do câmbio e cancelamento das desonerações.Há uma incerteza muito grande em torno da economia brasileira, e se formou uma convenção pessimista, que tem gerado estimativas pessimistas

“Há um incerteza muito grande em torno da economia brasileira e se formou uma convenção pessimista, que tem gerado estimativas pessimistas”, acredita Pedro Rossi, professor doutor do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica da Unicamp. Rossi avalia que o próximo ano deve atrair um crescimento robusto, puxado pelos investimentos realizados, como das concessões, que devem surtir efeito já em 2014.

“Eu acredito em um crescimento do PIB em torno de 4% para 2014. Os motivos que causaram a queda recente se dissiparam. Um dos principais foi a desaceleração do investimento em 2011, que foi um erro, do ponto de vista da política econômica. O ano passado foi muito ruim em investimento. Mas [o investimento] está acelerando neste ano, recuperando o ano passado. Eu acho que a tendência é que tenhamos um crescimento maior”, avalia Rossi. No acumulado dos quatro trimestres terminados no terceiro trimestre de 2013, o PIB registrou crescimento de 2,3% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

Quanto à inflação, Rossi projeta uma taxa entre 4% e 5%, embora pondere que é muito difícil fazer previsões para o índice. Ele sublinha que tivemos um “choque” importante no final do ano passado e no início deste, e que não há motivo para esperar que o “choque” volte. O consumo, que vinha crescendo, deve desacelerar um pouco. “O ano que vem vai ser melhor que 2013. Não compartilho das estimativas que estão sendo feitas. O Brasil tem base para crescer.”

Em relação à possível redução de estímulos pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano), Rossi diz que o mercado, de certa forma, já precificou este acontecimento, o que já causou muita volatilidade. “O mercado já entendeu que, mesmo que as mudanças ocorram, a taxa de juros nos EUA vai ficar baixa por muito tempo. A recuperação americana é um sinal positivo, mas vai ser muito lenta. Não acredito nessa possibilidade de crise cambial”.

Já em relação ao investimento estrangeiro, medido pelo IDE (investimento Direto Estrangeiro), o economista chama a atenção para a estabilidade e tendência que continue forte, sem querer arriscar se vai aumentar ou diminuir. A balança comercial, por sua vez, deve melhorar, muito por conta do ajuste cambial, que demora um tempo para fazer efeito, mas que deve aparecer já no ano que vem, melhorando o déficit em transações correntes.

Segundo números da Tendências Consultoria, o próximo ano deve ter um déficit nominal de 3,6%, expansão de 2,1% no PIB, inflação de 6% e dívida pública de 62% (do PIB). Felipe Salto, economista da Tendências, destaca que o quadro é de crescimento baixo em 2014, próximo de 2%, devido a restrições novas, principalmente a externa, e limitação para o consumo.O quadro não é desastroso, mas as limitações para que o crescimento vigore são cada vez maiores

“O modelo baseado no déficit em conta corrente, que vinha sendo financiado por entrada forte de capital externo, como modelo, chegou ao limite. Não tem mais entrada forte de capital. O ajuste vai se dar nas variáveis domésticas, o consumo cresce menos. Vai se reforçando aquelas restrições quase históricas para que a rende per capita avance, produtividade e investimentos. Nem no ano que vem nem a médio prazo esses dois entraves parecem equacionados. Por isso um PIB de 2,1%, um quadro fiscal que se agrava, o déficit nominal cresce, a taxa de juros vai ser maior, o juros da dívida longa está aumentando. O quadro não é desastroso, mas as limitações para que o crescimento vigore são cada vez maiores. ”, explica Salto.

O IDE, acredita Salto, deve permanecer em R$ 58 bilhões no ano que vem, já que ele vinha numa trajetória ascendente, mas neste ano desacelerou. O saldo de pagamentos não é mais financiado pelo IDE, pois não é mais suficiente. Já a balança comercial deve se recuperar, com a taxa de câmbio mais desvalorizada, a uma taxa de 8,2%. “O Brasil continua a ser primário exportador, os termos de trocam dependem da demanda por esse tipo de produto. Esse ciclo se encerrou em 2012, então a balança sofreu esse efeito, que a indústria não conseguiu se recuperar, como a indústria do resto do mundo. O Serviço se tornou mais importante que a indústria. A relação câmbio e salário prejudicou muito o setor produtivo nacional. A balança vai se ajustar, como câmbio desvalorizando aumenta a rentabilidade das exportações. Agora, se isso vai ter impacto sobre o crescimento, é uma dúvida muito grande. É preciso uma mudança da política estratégica macroeconômica. É preciso novos acordos comerciais que estimulem as importações, tecnologia que estimule o aumento da produtividade. Em todas essas frentes, nós estamos muito aquém”.

O ano de 2014, então, para Salto, será o ano em que a política fiscal vai ser “cozinhada em banho maria, com crescimento medíocre, contas externas medíocres e déficit em conta corrente de 3,7% do PIB, o que não será nenhuma tragédia, pois temos reservas de R$ 400 bi”.

Equipe de Economia Aplicada do Ibre também apresenta diferentes visões

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

INFLAÇÃO CONTINUA CAINDO E DESMORALIZANDO OS "ESPECIALISTAS" QUE ANUNCIARAM O CAOS DO ESTOURO DA META

Os "Especialistas e Economistas de aquário", erraram mais uma vez. A inflação de 2013 não só não estourou a meta, como vai ficar abaixo da inflação de 2012, encontrando-se nesse momento em trajetória de ida ao encontro do centro da meta. OS ARAUTOS do CAOS PERDERAM MAIS UMA.


Inflação medida pelo IPCA alcançou 0,54% em novembro
06/12/2013 -
Economia - 
Vinícius Lisboa - 
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), recuou para 0,54% em novembro, divulgou hoje (6) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, a inflação se afasta do teto da meta do governo (6,5%), com uma taxa acumulada em 5,77 % nos últimos doze meses.

O índice de novembro caiu 0,03 ponto percentual em relação ao de outubro, que foi de 0,57%. No ano, a inflação acumula 4,95%. O IPCA é considerado o índice oficial de inflação do país.

O período de coleta do IPCA vai do dia 1º ao dia 30 ou 31, dependendo do mês. A pesquisa é realizada em estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços, domicílios (para verificar valores de aluguel) e concessionárias de serviços públicos. Os preços obtidos são os efetivamente cobrados ao consumidor, para pagamento à vista.

A inflação acumulada em 12 meses foi a menor desde novembro de 2012 (5,53%). Em uma trajetória de alta que começou em junho do ano passado (4,92%), o IPCA iniciou o ano com 6,15% e subiu até 6,70% em junho. Desde então, a taxa vem caindo.

Os grupos que contribuíram para a queda da inflação em novembro são liderados pelos alimentos (de 1,03% para 0,56%), que correspondem a cerca de 23% do índice. Artigos de residência (de 0,81% para 0,35%) e
vestuário (de 1,13% para 0,85%) também caíram. Com a exceção de educação, que variou de 0,09% para 0,08%, a inflação aumentou em todos os outros grupos, com destaque para despesas pessoais, de 0,43% para
0,87%, transportes (de 0,17% para 0,36%) e habitação (de 0,56% para 0,69%).

Os itens que exerceram maior impacto na taxa foram empregado doméstico (0,97%), energia elétrica (1,63%) e passagens aéreas (6,52%). O aumento de 13% dos cigarros que vigora desde 2 de novembro fez o item
também ganhar importância, com alta de 3,19%.

Entre as capitais brasileiras pesquisadas, a taxa subiu de 0,44% para 0,99% em Fortaleza; de 0,55% para 0,61%, em Porto Alegre; de 0,46% para 0,55%, em Brasília; de 0,42% para 0,53%, em Belo Horizonte; e de 0,14% para 0,39%, em Salvador. As demais registraram queda, incluindo São Paulo (de 0,69% para 0,45%), que correspondeu a 31,68% da taxa em novembro.

Edição: José Romildo//Matéria atualizada às 10h50 para acréscimo de informações. 
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir o material é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil


Inflação dos alimentos cai e puxa queda do resultado geral
Vinícius Lisboa - Agência Brasil

Rio de Janeiro- O recuo do Índice de Preços ao 
Consumidor Amplo (IPCA) em novembro se deve principalmente ao grupo alimentos, que registrou variação de 0,56%, quase a metade do 1,03% de outubro.

Hoje (6), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou que o indicador que mede a inflação oficial retrocedeu 0,03 ponto percentual, chegando a uma taxa mensal de 0,54% e a um índice acumulado em 12 meses de 5,77%.

O arroz (-1,04%) e o feijão-carioca (-7,96%) estão entre os destaques do resultado. Alho (-6,52%), cebola (-5,13%), leite longa vida (-2,44%) e óleo de soja (-0,78%) também se inserem no grupo que
influenciou a queda, assim como outras variedades de feijão, o mulatinho (-1,98%) e o preto (-1,04%).


A desaceleração do índice também incluiu ítens importantes da mesa do brasileiro: carnes, de 3,17% para 0,92%; pão francês, de 1,48% para 1,05%; e o tomate, de 18,65% para 11,58%. A cerveja, de 1,17% para 1,09%, e a farinha de trigo, de 3,75% para 1,67%, foram outros que recuaram na variação.

O macarrão subiu de 1,39% para 2,33%; e as hortaliças e verduras, de -2,34% para 2,86%. Os açúcares também tiveram aumento da inflação, com uma alta de 0,13% para 2,42% (refinado), e de 0,04% para 1,58% (cristal).

A inflação dos alimentos se comportou de maneira diferente nas capitais, registrando queda de 0,04% em Curitiba e alta de 1,08% em Fortaleza, por exemplo. No ano, os produtos que acumulam maior alta foram farinha de trigo (32,56%), feijão preto (24,58%) e o leite em pó (21,85%). Os que mais caíram foram óleo de soja (-17,64%), açúcar refinado (-14,50%) e cebola (-14,48%).

Edição: José Romildo

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

IPCA EM QUEDA - INFLAÇÃO SÓ DE PESSIMISTAS

ESPECIALISTAS E ECONOMISTAS DE AQUÁRIO PERTO DE MAIS UM ERRO CLAMOROSO


Eles passaram o ano todo dizendo que a INFLAÇÃO ia EXPLODIR, que o TETO da META seria estourado, que o governo havia perdido o controle sobre os preços. Pelo visto, erraram mais uma vez. O IPCA de setembro veio na faixa de 0,35, superior ao de agosto, mas, bem inferior ao de setembro do ano passado.

No acumulado do ano o IPCA está em 3,79% e faltando apenas três meses, mesmo que os próximos índices mensais oscilem na faixa de 0,60, o que é pouco provável, a inflação de 2013 deve na casa dos 5, 6%, algo em torno de apenas 1 p/p acima do centro da meta que é de 4,5%.

Das duas uma ? Não ! Das duas, as duas. Nossos "especialistas", os analistas de mercado, os jornalistas / economistas de aquário são, além de muito incompetentes, verdadeiros serviçais da BANCA DE AGIOTAGEM, que fomenta um suposto caos da economia, para FORÇAR aumento de juros e tentar impor as políticas recessivas que tanto lhes agrada.

AGIOTAS vivem de JUROS ESCORCHANTES e boa parte de nossa MÍDIA, vive de MENTIRAS E MANIPULAÇÃO DA INFORMAÇÃO.

IPCA fecha setembro em 0,35%
09/10/2013 - Economia - Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O Índice de Preços ao Consumidor Amplo fechou o mês de setembro em 0,35%, divulgou hoje (9) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor é maior do que o de agosto em 0,11 ponto percentual. Em setembro do ano passado, o IPCA chegou a 0,57%. 

O resultado de setembro de 2013 contribui para o acúmulo de 3,79% nos nove primeiros meses do ano. Em doze meses, a inflação acumulada é 5,86%, dentro da meta do governo. O acumulado nos doze meses encerrados em setembro ficou abaixo do período encerrado em agosto, quando foi somado um IPCA de 6,09%. 

O grupo transporte, de agosto para setembro, teve a alta mais expressiva, passando de -0,06% para 0,44%, com destaque para as passagens aéreas que registraram aumento de 16,09%. 

O grupo alimentação e bebidas também teve variação positiva de 0,01% para 0,14%. Os alimentos de consumo em domicílio contribuíram para alta com uma desaceleração da queda que apresentaram em agosto, passando de -0,34% para -0,03%. O pão francês se destacou pela alta de 3,37%, e o feijão carioca, pela queda de 13,95%. 

Brasília foi a região metropolitana com maior inflação em setembro (0,70%), e Salvador, com 0,03%, teve a menor. Em São Paulo, a inflação de setembro acelerou 0,1 ponto percentual, de 0,26% para 0,36%, e, no Rio de Janeiro, passou de 0,19% para 0,40%. 

Edição: Talita Cavalcante 
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir a matéria, é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

MÍRIAM LEITÃO JOGA À TOALHA - E ADIA VATICÍNIO DE CAOS ECONÔMICO PARA 2015

NUNCA SE VIU UMA JORNALISTA DE ECONOMIA QUE ERRASSE TANTO, DURANTE TANTOS ANOS SEGUIDOS, E CONTINUASSE APOSTANDO NO CAOS DE FORMA TÃO OBSTINADA.


ELA É MÍRIAM LEITÃO (À esquerda de seu monitor)

Chega a ser patético. A coluna de Míriam Leitão de Domingo último em O Globo é de um conteúdo tão absurdo, tão tendencioso, tão desprovido de qualquer amparo na verdade dos fatos, que até envergonha, pela reiterada apologia da catástrofe econômica que Dona Míriam Leitão jura de pés juntos que enxerga. Curioso é ver que na página do jornal, logo a seguir onde Dona Míriam escreve, uma matéria tratando da economia mundial na crise que já se arrasta desde 2008, traz a informação de que quase todos os países do mundo fizeram o mesmo que o Brasil fez, tomaram, de uma forma geral, medidas bem parecidas com as adotadas por LULA e DILMA. Vale ressaltar, porém, que aqui no Brasil, as medidas vem dando certo.

Já se vão aí ONZE ANOS seguidos com DONA MÍRIAM e seus ESPECIALISTAS apostando que o Brasil vai QUEBRAR, que a INFLAÇÃO vai EXPLODIR, que o governo vai perder o controle das CONTAS PÚBLICAS...e outras tantas PREVISÕES que NUNCA, NUNCA, SE CONCRETIZARAM.

Aproximadamente entre ABRIL e MAIO, Dona Míriam foi das principais fontes a ALARDEAR que a INFLAÇÃO ESTAVA FORA DE CONTROLE, e que o Brasil não iria crescer em 2013, e que tudo, em termos de fundamentos econômicos iria DESMORONAR. Outra vez nada aconteceu. O BOLETIM FOCUS de hoje, traz as novas previsões dos 'MERCADOS' para 2013 - MENOS INFLAÇÃO e MAIS CRESCIMENTO.

Os 'especialistas' e os agiotas dos MERCADOS, parece que cansaram de apostar no caos para 2013, e até mesmo para 2014. 

Para NÃO FICAR MAIS FEIO, e ainda MAIS EVIDENTE o quanto ela (DONA MÍRIAM LEITÃO) ERROU, a jornalista / colunista, resolveu então partir para anunciar que o caos econômico virá em 2015. Fácil fazer jornalismo dessa forma. Quando nada do que afirma se materializa, muda de assunto e passa quase que a agir como VIDENTE.

Tendo em vista que, Dona Míriam erra sempre, é quase certo então que 2015 também será um BOM ANO na economia.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

INFLAÇÃO - TAXA ANUAL EM DECLÍNIO DESMONTA O TERRORISMO DOS ECONOMISTAS DE AQUÁRIO

A única INFLAÇÃO que continua em ALTA no BRASIL é a do PESSIMISMO/TERRORISMO dos "ESPECIALISTAS", analistas/jornalistas/economistas de AQUÁRIO, que fizeram, fazem e farão sempre, tempestade em copo d'água sobre esse assunto INFLAÇÃO. O alarmismo / terrorismo feito em relação ao fato de que a inflação iria estourar a META em 2013, de que o governo havia perdido o controle dos 'preços' e outras afirmações sem fundamento.

É triste ver que alguns "jornalistas" e os meios de comunicação para os quais trabalham,se prestam ao papel ridículo e sujo de criar situações artificiais de pânico e teorias do caos para a economia brasileira, visando por um lado favorecer à especulação dos MERCADOS da AGIOTAGEM, e por outro, dando à oposição, munição para atacar o governo.

Uma imprensa BANDIDA e PARTIDARIZADA é tudo o que o Brasil não precisa.

Inflação oficial fica em 0,24% em agosto
Vitor Abdala - Agência Brasil
06.09.2013

Rio de Janeiro - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, fechou agosto com taxa de 0,24 %. Em julho, a taxa havia sido de 0,03%. Já em agosto do ano passado, o IPCA ficou em 0,41%. O dado foi divulgado hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O IPCA acumula taxas de 3,43% no ano e de 6,09% nos últimos 12 meses. O IPCA de 12 meses se mantém abaixo do teto da meta de inflação do governo, de 6,5%.

Edição: Talita Cavalcante

Leia também no Portal EBC:

domingo, 28 de julho de 2013

DILMA ROUSSEF EM ENTREVISTA À MÔNICA BERGAMO - ÍNTEGRA AQUI


Dilma afirma que não haverá "volta, Lula" porque o ex-presidente "não saiu"

MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA

Em entrevista exclusiva à Folha, a presidente Dilma Rousseff disse que o ex-presidente Lula "não vai voltar porque ele não saiu". De acordo com ela, as comparações com o seu antecessor não a incomodam. "Não me incomoda nem um pouquinho."

A presidente ressaltou ainda que a reforma política, que encontra resistência no Congresso é um pedido de "todo mundo". Para Dilma, o plebiscito --sugerido por ela e rechaçado pela maior parte do Parlamento-- daria mais legitimidade às mudanças no sistema político.

Ele negou que esteja pensando em cortar o número de ministérios, medida que até mesmo alguns aliados já sugeriram, já que isso não traria economia para o governo federal. Dilma garantiu a permanência de Guido Mantega na Fazenda. Para a presidente, a inflação está sob controle.

Folha - A senhora teria características que não contribuiriam para que projetos deslanchassem. Seria centralizadora, autoritária.

Dilma Rousseff - Não, eu não sou isso, não. Agora, eu sei, como toda mulher, que, se você não acompanha as coisas prioritárias, tem um risco grande de elas não saírem. É que nem filho. Você ajuda até um momento, depois deixa voar.

Leia a íntegra da entrevista 

Folha – As manifestações deixaram jornalistas, sociólogos e governantes perplexos. E a senhora, ficou espantada?

Dilma Rousseff - No discurso que fiz na comemoração dos dez anos do PT, em SP [em maio], eu já dizia que ninguém, ninguém, quando conquista direitos, quer voltar para trás. Democracia gera desejo de mais democracia. Inclusão social exige mais inclusão. Quando a gente, nesses dez anos [de governo do PT], cria condições para milhões de brasileiros ascenderem, eles vão exigir mais. Tivemos uma inclusão quantitativa. Esta aceleração não se deu na qualidade dos serviços públicos. Agora temos de responder também aceleradamente a essas questões.


Mas a senhora não ficou assustada com os protestos?

Não. Como as coisas aconteceram de forma muito rápida, eu acho que todo mundo teve inicialmente uma reação emocional muito forte com a violência [policial], principalmente com a imagem daquela jornalista da Folha [Giuliana Vallone] com o olho furado [por uma bala de borracha]. Foi chocante. Eu tenho neurose com olho. Já aguentei várias coisas na vida. Não sei se aguentaria a cegueira.

Se não fosse presidente, teria ido numa passeata? 

Com 65 anos, eu não iria [risos]. Fui a muita passeata, até os 30, 40 anos. Depois disso, você olha o mundo de outro jeito. Sabe que manifestações são muito importantes, mas cada um dá a sua contribuição onde é mais capaz.


O prefeito Fernando Haddad diz que, conhecendo o perfil conservador do Brasil, muitos se preocupam com o rumo que tudo pode tomar.

Eu não acho que o Brasil tem perfil conservador. O povo é lúcido e faz as mudanças de forma constante e cautelosa. Tem um lado de avanço e um lado de conservação. Já me deram o seguinte exemplo: é como um elefante, que vai levantando uma perna de cada vez [risos]. Mas é uma pernona que vai e “poing”, coloca lá na frente. Aí levanta a outra. Não galopa como um cavalo. Aí uma pessoa disse: “É, mas tem hora em que ele vira um urso bailarino”. Você pode achar que contém a mudança em limites conservadores. Não é verdade. Tem hora em que o povo brasileiro aposta. E aposta pesado.

A senhora teve uma queda grande nas pesquisas.

Não comento pesquisa. Nem quando sobe nem quando desce [puxa a pálpebra inferior com o dedo]. Eu presto atenção. E sei perfeitamente que tudo o que sobe desce, e tudo o que desce sobe.


Mas isso fez ressurgir o movimento “Volta, Lula” em 2014. 

Querida, olha, vou te falar uma coisa: eu e o Lula somos indissociáveis. Então esse tipo de coisa, entre nós, não gruda, não cola. Agora, falar volta Lula e tal… Eu acho que o Lula não vai voltar porque ele não foi. Ele não saiu. Ele disse outro dia: “Vou morrer fazendo política. Podem fazer o que quiser. Vou estar velhinho e fazendo política”.

Para a Presidência ele não volta nunca mais? 

Isso eu não sei, querida. Isso eu não sei.

Ao menos não em 2014.

Esses problemas de sucessão, eu não discuto. Quem não é presidente é que tem que ficar discutindo isso. Agora, eu sou presidente, vou discutir? Eu, não.

Mas o Lula lançou a senhora. Ele pode lançar, uai. O fato de usarem o Lula para criticá-la não a incomoda? 

Querida, não me incomoda nem um pouquinho. Eu tenho uma relação com o Lula que tá por cima de todas essas pessoas. Não passa por elas, entendeu? Eu tô misturada com o governo dele total. Nós ficamos juntos todos os santos dias, do dia 21 de junho de 2005 [quando ela assumiu a Casa Civil] até ele sair do governo. Temos uma relação de compreensão imediata sobre uma porção de coisas.

Mas ele teria criticado suas reações às manifestações.

Minha querida, ele vivia me criticando. Isso não é novo [risos]. E eu criticava ele. Quer dizer, ele era presidente. Eu não criticava. Eu me queixava, lamentava [risos].


Como a senhora vê um empresário como Emílio Odebrecht falar que quer que o Lula volte com Eduardo Campos de vice?

Uai, ótimo para ele. Vivemos numa democracia. Se ele disse isso, é porque ele quer isso 

Folha – Sua principal proposta em reação às manifestações foi a realização de um plebiscito para fazer a reforma política. A crítica à senhora é que ninguém nas passeatas pedia isso.

Dilma Rousseff - Pois acho que tá todo mundo pedindo reforma política. As manifestações podiam não ter ainda um amadurecimento político, mas uma parte tem a ver com representatividade, valores, o que diz respeito ao sistema político. Ao fato de que os interesses se movem conforme o financiamento das campanhas. Não dá para cuidar de transparência sem discutir o sistema. “O gigante despertou”, diziam nos protestos -o que mostra o inconformismo com a nossa forma de representação.

O Congresso Nacional fará reforma contra ele mesmo? 

Querida, por isso que eu queria um plebiscito. A consulta popular era a baliza que daria legitimidade à reforma.

Mas a senhora concorda que o plebiscito não sai?

Eu não concordo com nada, minha querida. Eu penso que é importante sair. E não sei ainda se não sai. Eu acho que é inexorável. Se você não escutar a voz das ruas, terá novos problemas.


E a saúde? Os profissionais da área dizem que o Mais Médicos é uma maquiagem porque o país tem uma estrutura precária de atendimento.É? 

Pois é. Acontece que botamos dinheiro em estrutura. Jornais e TVs mostram que há equipamentos sem uso. Como você explica que 700 municípios não têm nenhum médico? E que 1.900 têm menos de um médico por 3.000 habitantes? Uma coisa é certa: eu, com médico, me viro. Sem médico, eu não me viro.

Folha — O PMDB engrossou o coro dos que defendem o enxugamento de ministérios. 

Dilma Rousseff – Não estou cogitando isso. Não acho que reduza custos. As medidas de redução de custeio, nós tomamos. Todas. E sabe o que acontece? Vão querer cortar os de Direitos Humanos, Igualdade Racial, Política para as Mulheres. São pastas sem a máquina de outros. Mas são fundamentais. Política de cotas, por exemplo: só fizemos porque tem gente que fica ali, ó, exigindo.

A senhora sabe falar o nome de seus 39 ministros?

De todos. E todos eles ficam atrás de mim [risos]. Eu acho fantástico vocês [jornalistas] acharem que, nesse mundo de mídias, o despacho seja apenas presencial. Os ministros passam o tempo inteirinho me mandando e-mail, telefonando, conversando.


O ministro Guido Mantega está garantido no cargo? 

O Guido está onde sempre esteve: no Ministério da Fazenda. E vocês podem me matar, mas eu não vou falar de reforma ministerial.

O desemprego em junho subiu pela primeira vez em quatro anos, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. 

Querida, o desemprego… [Consulta papéis.] Olha aqui, ó. É fantástico. Tem dó de mim, né? Como não podem falar de inflação, porque o IPCA-15 [prévia do índice oficial] deu 0,07% neste mês… E nós temos acompanhamento diário da inflação, tá? Hoje deu menos 0,02%. Tá? Ela [inflação] é cadente, assim, ó [aponta o braço para baixo].


E o emprego? Houve uma variação. 

Foi de 5,9% para 6%. É a margem da margem da margem. Foram gerados 123.836 empregos celetistas. Em todo o primeiro mandato do Fernando Henrique Cardoso foram gerados 824.394 empregos. Eu, em 30 meses, gerei 4,4 milhões. Você vai me desculpar. Com a inflação, também… Alguém já disse quanto é que caiu o preço do tomate? Ou só comentaram quando o tomate aumentou? [Pede para uma assessora checar os números. Ela informa que o tomate está custando R$ 4,50 o quilo.] Eu não sou dona de casa, não posso mais ir no supermercado e não sei o preço do tomate hoje. Mas sei a estatística do tomate. Teve uma queda, se não me engano, de 16%. Eu ia naquele supermercado ali, ó [aponta a janela]. Não posso mais.

A senhora acha que os críticos do governo exageram? 

Eu propus cinco pactos [depois das manifestações]. E eu tenho um sexto, sabe? Que é o pacto com a verdade. Não é admissível o que se faz hoje no Brasil. Você tem uma situação internacional extremamente delicada. Os EUA se recuperam, mas lentamente. Nós temos um ajuste visível na China. O Fed [Banco Central dos EUA] indicou que deixaria o expansionismo monetário, o que provocou a desvalorização de moedas em todo o mundo. E o país, nessa conjuntura, mantém a estabilidade. Cumpriremos a meta de inflação pelo décimo ano consecutivo. Sabe em quantos anos o Fernando Henrique não cumpriu a meta? Em três dos quatro anos dele [em que a meta vigorou]
.
A inflação subiu por vários meses no período de um ano. Nós tivemos a quebra na produção agrícola americana, que afetou os mercados de commodities alimentares. Tivemos uma seca forte no Nordeste e também no sul.


A crítica é que a senhora relaxou no controle da inflação para manter o crescimento. Ah, é? 

Tá bom. E como é que ela tá negativa agora?
Há dúvidas também em relação à política fiscal. A relação dívida líquida sobre PIB nunca foi tão baixa. A dívida bruta está caindo. O deficit da Previdência é 1% do PIB. As despesas com pessoal, de 4,2%, as menores em dez anos. Como é que afrouxei o fiscal? Quero falar do futuro. De agosto até o início do ano que vem, faremos várias concessões, rodovias, ferrovias, aeroportos e portos, o que vai contribuir para a ampliação dos investimentos e para melhorar a competitividade da economia.

Mas o Brasil cresce pouco. 

O mundo cresce pouco. Nós não somos uma ilha. Você não está com aquele vento a favor que estava, não. Nós estamos crescendo com vendaval na nossa cara.

O modelo de crescimento pelo consumo não se esgotou? 

É uma tolice meridiana falar que o país não cresce puxado pelo consumo. Os EUA crescem puxados pelo consumo e pelo investimento. Nós temos que aumentar a taxa de investimento no Brasil. Aí eu concordo. Tanto que tomamos medidas fundamentais para que isso ocorra. Reduzimos os juros. Desoneramos as folhas de pagamento. Reduzimos a tarifa de energia. E fizemos um programa ousado de formação profissional, o Pronatec.


Os investimentos estão lentos e isso é creditado ao governo. Os empresários reclamam que a senhora não tem diálogo.

Eu? Veja a agenda de qualquer tempo da minha vida. Participei de todos os leilões, do período Lula e do meu. Entendo que eles [empresários] queiram conversar comigo, como faziam sistematicamente. Mas sou presidente. Eu não posso mais discutir taxa interna de retorno.

É outra crítica: o governo interfere, quer definir até a taxa. É da vida o empresário pedir mais, o governo pedir menos. Aí ganha no meio. O Tribunal de Contas da União exige a definição de uma taxa de retorno. E o governo tem de ter sensibilidade para perceber quando está errado.

A senhora teria características que não contribuiriam para que projetos deslanchem.
Seria centralizadora, autoritária. 

Não, eu não sou isso, não. Agora, eu sei, como toda mulher, que, se você não acompanha as coisas prioritárias, tem um risco grande de elas não saírem. É que nem filho. Você ajuda até um momento, depois deixa voar.


A senhora já fez ministros chorarem com suas broncas? 

Ah, que ministros choram o quê! Aquela história do [ex-presidente da Petrobras José Sergio] Gabrielli? Um dia escreveram que ele era pretensioso e autoritário. No dia seguinte, que eu tinha brigado e que ele chorou no banheiro. A gente ligava pra ele: “Eu queria falar com o autoritário chorão”. Ô, querida, você conhece o Gabrielli? Ah, pelo amor de Deus.

A senhora não é dura demais? Ah, querida, eu exijo bastante. O que exijo de mim, exijo de todo mundo.

Isso não inibe ministros? Não tenho visto eles inibidos, não. Nenhum projeto de governo sai da cabeça de uma pessoa só. Não funciona assim. Se funcionasse, eu tava feita. Não trabalharia tanto.

Uma das questões que Lula encaminhou no fim do governo foi o da regulamentação da radiodifusão no país. A senhora enterrou esse assunto?

Não. Agora, o que eu e Lula jamais aceitaremos é que se mexa na liberdade de expressão. Vou te dizer o seguinte: não sou a favor da regulação do conteúdo. Sou a favor da regulação do negócio.


O que acha de o ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, ser chamado por críticos de “ministro do Plim-Plim”? 

É um equívoco, uma incompreensão. Essa discussão [da regulação] está sempre posta. O [ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social] Franklin [Martins] deixou um legado importante. E agora vai ter mais discussão. A regulação em algum momento terá de ser feita. Mas ela não é igual ao que se pensou há três anos. É algo complexo, até o que deve ser regulado terá de ser discutido.

Por quê?

Hoje o que está em questão não é mais empresa jornalística versus telecomunicações, TV versus jornais. Hoje tem a internet. Tem um problema sério, nos EUA, no Brasil, para jornais escritos, revistas. Vai haver problema de concorrência da internet, da plataforma IP, em TV. Temos de discutir. Eu não tenho todas as respostas. Todo mundo terá de participar. O Google hoje atrai mais publicidade que mídias que até há pouco eram as segundas colocadas. A vida é dura. E não é só para o governo. [Dilma pede que a conversa seja encerrada, alegando cansaço]. Gente, preciso ir. Estou tontinha da silva [risos].


Ia perguntar sobre seus prováveis adversários em 2014, Aécio Neves e Marina Silva. [Em tom de brincadeira] 

Não fica triste, mas sobre isso eu não ia responder, não.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

Ilustração de responsabilidade do blog - Não constam da matéria original

sexta-feira, 19 de julho de 2013

MÍRIAM LEITÃO VESTE A CARAPUÇA QUE DILMA LHE ENDEREÇOU COM A AJUDA DE FRANCISCO LOPES

SOBRE INFLAÇÃO, DESCONTROLE DE CONTAS PÚBLICAS E "INFORMAÇÕES PARCIAIS"

O QUE DISSE DILMA

Dilma criticou o que chamou de “informações parciais”, que criam um “ambiente de pessimismo que não é bom para o Brasil”. Segundo ela, há “dados concretos que desmentem análises mais negativas. Para Dilma, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar “próximo de zero”.

“É incorreto falar de descontrole da inflação ou das despesas do governo. É desrespeito aos dados, à lógica, para dizer o mínimo. A informação parcial, da forma como muitas vezes é explorada, confunde a opinião publica e pode criar um ambiente de pessimismo que não interessa a nenhum de nós”, disse ela.

<>


A CARAPUÇA DE MÍRIAM LEITÃO


COLUNA NO GLOBO

...A presidente Dilma garantiu que a inflação terminará o ano dentro da meta. "Com alegria" (rs,rs,rs, e aspas por nossa conta), registrei aqui na coluna, na terça-feira, que a inflação de julho deve ficar muito perto de zero e isso estará claro logo na prévia do IPCA, que vai ser divulgado amanhã...

...E uma inflação que ronda os 6% com o país crescendo tão pouco é um péssimo sinal. A briga tem que ser contra a inflação e não contra quem alerta que ela está alta.

O economista Francisco Lopes publicou artigo no "Valor" sustentando que o país está crescendo a 4%. Usou dados do IBC-Br, do BC. "Se compararmos o trimestre de março a maio com o mesmo período de 2012, obtemos 3,74%." Na visão dele, "mídia e analistas sofrem de pessimismo obsessivo".

quarta-feira, 8 de maio de 2013

INFLAÇÃO VOLTA A FICAR DENTRO DA META - 0,55% EM ABRIL


Não há, não houve (embora o alarde feito pelo PIG e oposição tomateiros) e dificilmente haverá qualquer motivo para a inflação sair do controle. O índice de maio deve ser ainda menor que o de abril, trazendo a TAXA para níveis ainda mais confortáveis. Toda a onda que se faz em torno de "estouro da inflação" é obra da oposição sem propostas e bandeiras, e de uma imprensa que se coloca a serviço de defender a ganância dos agiotas dos mercados.

Inflação oficial fica em 0,55% em abril
08/05/2013
Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, registrou taxa de 0,55% em abril deste ano. O dado foi divulgado hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é superior ao 0,47% de março. Em abril do ano passado, a taxa havia sido 0,64%.

Pela primeira vez no ano, o IPCA registrou uma taxa de inflação mensal inferior à observada no mesmo mês do ano anterior. Os alimentos continuam respondendo por boa parte da inflação, apesar do ritmo de aumento de preços ter diminuído. Em março, o grupo alimentação e bebidas havia tido uma inflação de 1,14%. Em abril, a taxa ficou em 0,96%.

A segunda maior contribuição para a inflação de abril veio do grupo de despesas saúde e cuidados pessoais, que apresentou taxa de 1,28% no mês. Os grupos transportes e comunicação ajudaram a frear o IPCA, com deflações (quedas de preços) de 0,19% e 0,32%, respectivamente.

Em 12 meses, a inflação oficial acumula taxa de 6,49%. Depois de registrar um índice de 6,59% em março, o IPCA acumulado em 12 meses voltou a ficar dentro da meta de governo, que varia de 2,5% a 6,5%. No ano, a inflação acumulada chega a 2,5%.

Edição: Juliana Andrade // Matéria ampliada às 9h24 e alterada às 9h52 para correção no primeiro parágrafo. O índice de 0,47% foi registrado no mês de março e não de fevereiro como o texto informava.
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir as matérias é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil