A matéria é do Jornal do Brasil, e traz de forma bastante interessante, como as chamadas previsões, feitas pelos economistas e especialistas para o ano de 2014, são um verdadeiro exercício de "adivinhação". Já são 11 anos em que alguns anunciam o CAOS, que não chegou e pelo que parece não chegará em 2014. Ao colocar uma dose ALTA de PESSIMISMO, os especuladores e "consultores", conseguem, com a prestimosa ajuda da imprensa partidarizada e afinada com a USURA e AGIOTAGEM, emplacar o pensamento de que é preciso ARROCHO e JUROS ALTOS. Alguns pregam DESCARADAMENTE o DESEMPREGO e a paralisação de OBRAS como a "SOLUÇÃO" para o Brasil.
Eu consultei uma VIDENTE, e ela me garantiu que em 2014 a INFLAÇÃO não passa de 6%; o CRESCIMENTO vai surpreender e superar o de 2013; o PLENO EMPREGO continua, muitas OBRAS serão inauguradas, Dilma será reeleita para mais 4 ANOS DE GOVERNO e o Brasil vai ganhar a COPA do MUNDO, derrotando o URUGUAI - 3 X 0.
QUEM VIVER, VERÁ !
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Economistas fazem suas apostas para o Brasil em 2014
Entre previsões pessimistas e otimistas, o crescimento é senso comum
Jornal do Brasil - Pamela Mascarenhas
Ano de Copa do Mundo e eleições, 2014 inspira cuidados e preocupa alguns economistas. Aumentou a apreensão em relação à dívida pública, que deve ficar em 62% do PIB em 2014 contra os 53% de 2010, de acordo com dados da Tendências Consultoria. É certo, até para os mais pessimistas, contudo, que a situação não será marcada por nenhuma tragédia. Haverá crescimento, sim, mas ele será "medíocre" para alguns e bem melhor que o deste ano para outros. Para o PIB, as projeções vão desde 1,8% de expansão até algo em torno de 4%. Já a inflação oscila entre 4%, para os mais otimistas, e 6%. O investimento estrangeiro deve permanecer no patamar em que está e, para a balança comercial, as perspectivas são melhores, motivadas pelos efeitos do câmbio.
O economista Nelson Barbosa, pesquisador do Ibre/FGV, apresentou suas projeções durante o seminário “Perspectivas da economia brasileira 2014”, realizado em novembro, de uma forma que explica bem as diferentes projeções. Ele as dividiu em otimistas, pessimistas e de mercado, que prevê crescimento de 2,2%, com base na desaceleração do investimento; enquanto os otimistas esperam avanço em torno de 3%, de olho na recuperação do investimento pela infraestrutura, câmbio estável de R$ 2,30 e reajuste de energia e gasolina; e, os pessimistas, de 1,5%, com base no aumento da inflação, aumento do câmbio e cancelamento das desonerações.Há uma incerteza muito grande em torno da economia brasileira, e se formou uma convenção pessimista, que tem gerado estimativas pessimistas
“Há um incerteza muito grande em torno da economia brasileira e se formou uma convenção pessimista, que tem gerado estimativas pessimistas”, acredita Pedro Rossi, professor doutor do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica da Unicamp. Rossi avalia que o próximo ano deve atrair um crescimento robusto, puxado pelos investimentos realizados, como das concessões, que devem surtir efeito já em 2014.
“Eu acredito em um crescimento do PIB em torno de 4% para 2014. Os motivos que causaram a queda recente se dissiparam. Um dos principais foi a desaceleração do investimento em 2011, que foi um erro, do ponto de vista da política econômica. O ano passado foi muito ruim em investimento. Mas [o investimento] está acelerando neste ano, recuperando o ano passado. Eu acho que a tendência é que tenhamos um crescimento maior”, avalia Rossi. No acumulado dos quatro trimestres terminados no terceiro trimestre de 2013, o PIB registrou crescimento de 2,3% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.
Quanto à inflação, Rossi projeta uma taxa entre 4% e 5%, embora pondere que é muito difícil fazer previsões para o índice. Ele sublinha que tivemos um “choque” importante no final do ano passado e no início deste, e que não há motivo para esperar que o “choque” volte. O consumo, que vinha crescendo, deve desacelerar um pouco. “O ano que vem vai ser melhor que 2013. Não compartilho das estimativas que estão sendo feitas. O Brasil tem base para crescer.”
Em relação à possível redução de estímulos pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano), Rossi diz que o mercado, de certa forma, já precificou este acontecimento, o que já causou muita volatilidade. “O mercado já entendeu que, mesmo que as mudanças ocorram, a taxa de juros nos EUA vai ficar baixa por muito tempo. A recuperação americana é um sinal positivo, mas vai ser muito lenta. Não acredito nessa possibilidade de crise cambial”.
Já em relação ao investimento estrangeiro, medido pelo IDE (investimento Direto Estrangeiro), o economista chama a atenção para a estabilidade e tendência que continue forte, sem querer arriscar se vai aumentar ou diminuir. A balança comercial, por sua vez, deve melhorar, muito por conta do ajuste cambial, que demora um tempo para fazer efeito, mas que deve aparecer já no ano que vem, melhorando o déficit em transações correntes.
Segundo números da Tendências Consultoria, o próximo ano deve ter um déficit nominal de 3,6%, expansão de 2,1% no PIB, inflação de 6% e dívida pública de 62% (do PIB). Felipe Salto, economista da Tendências, destaca que o quadro é de crescimento baixo em 2014, próximo de 2%, devido a restrições novas, principalmente a externa, e limitação para o consumo.O quadro não é desastroso, mas as limitações para que o crescimento vigore são cada vez maiores
“O modelo baseado no déficit em conta corrente, que vinha sendo financiado por entrada forte de capital externo, como modelo, chegou ao limite. Não tem mais entrada forte de capital. O ajuste vai se dar nas variáveis domésticas, o consumo cresce menos. Vai se reforçando aquelas restrições quase históricas para que a rende per capita avance, produtividade e investimentos. Nem no ano que vem nem a médio prazo esses dois entraves parecem equacionados. Por isso um PIB de 2,1%, um quadro fiscal que se agrava, o déficit nominal cresce, a taxa de juros vai ser maior, o juros da dívida longa está aumentando. O quadro não é desastroso, mas as limitações para que o crescimento vigore são cada vez maiores. ”, explica Salto.
O IDE, acredita Salto, deve permanecer em R$ 58 bilhões no ano que vem, já que ele vinha numa trajetória ascendente, mas neste ano desacelerou. O saldo de pagamentos não é mais financiado pelo IDE, pois não é mais suficiente. Já a balança comercial deve se recuperar, com a taxa de câmbio mais desvalorizada, a uma taxa de 8,2%. “O Brasil continua a ser primário exportador, os termos de trocam dependem da demanda por esse tipo de produto. Esse ciclo se encerrou em 2012, então a balança sofreu esse efeito, que a indústria não conseguiu se recuperar, como a indústria do resto do mundo. O Serviço se tornou mais importante que a indústria. A relação câmbio e salário prejudicou muito o setor produtivo nacional. A balança vai se ajustar, como câmbio desvalorizando aumenta a rentabilidade das exportações. Agora, se isso vai ter impacto sobre o crescimento, é uma dúvida muito grande. É preciso uma mudança da política estratégica macroeconômica. É preciso novos acordos comerciais que estimulem as importações, tecnologia que estimule o aumento da produtividade. Em todas essas frentes, nós estamos muito aquém”.
O ano de 2014, então, para Salto, será o ano em que a política fiscal vai ser “cozinhada em banho maria, com crescimento medíocre, contas externas medíocres e déficit em conta corrente de 3,7% do PIB, o que não será nenhuma tragédia, pois temos reservas de R$ 400 bi”.
Equipe de Economia Aplicada do Ibre também apresenta diferentes visões







