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sábado, 31 de outubro de 2015

ONDE ESTAVAM GUARDADOS TANTOS ESQUELETOS DE DENÚNCIAS DE CORRUPÇÃO TUCANA ?

Clique para ampliar - Cuidado com o tamanho da cratera.

É impressionante como de um momento para outro, os esqueletos de corrupção da administração do PSDB em São Paulo estão sendo colocados para fora do armário.

Do buraco do metrô que engoliu ruas inteiras matando sete pessoas, num episódio jamais bem explicado, até o desabamento do RODOANEL, com as denúncias de que empreiteiras foram autorizadas a utilizar material de segunda categoria na obra, ainda temos as dezenas de CPIs que a maioria tucana, aliada aos Democratas e aos “verdes” de São Paulo, jamais permitiu que apurassem o que pretendiam.

Eis que surgem ainda as denúncias contra a filha de Serra, as posições das filhas de Paulo Preto, uma dentro do palácio, outra defendendo empreiteiras contra os interesses do Estado nas obras que o Pai era o responsável, e agora a confirmação de um processo de licitação com cartas marcadas no Metrô. O Jornal Folha de São Paulo JÁ SABIA QUEM GANHARIA A CONCORRÊNCIA, E ANUNCIOU O FATO COM SEIS MESES DE ANTECEDÊNCIA !!!

Não foi preciso muito. Bastou que a imprensa se dispusesse a dar um mínimo de divulgação aos fatos suspeitos da administração de José Serra e Alberto Goldman, para que o fio da meada fosse puxado, e um novelo de escândalos cabeludos surja como por encanto. Onde estavam guardados estes esqueletos ?

Escrevi aqui, e repito agora, no dia em que o PSDB deixar de ser governo em São Paulo, vão vir à tona denúncias sobre possíveis casos de desvios criminosos e lesivos ao povo paulista.

Por enquanto, a operação abafa ainda funciona, e a imprensa só mesmo por não ter como esconder mais, diante das evidências, divulga um pouco do que acontece no “ninho tucano”.

Fica aqui a pergunta: A REVISTA VEJA NA SUA PRÓXIMA EDIÇÃO, DARÁ A CARA À CAPA, E PUBLICARÁ O ESCÂNDALO DO TUCANATO PAULISTA ?

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NOTA DO BLOG - Esta matéria foi publicada em OUTUBRO DE 2010.
 CINCO ANOS DEPOIS, quase nada do que está aí foi APURADO. Não consta que as "filhas" dos BARÕES TUCANOS tenham sido INTIMADAS para depor, nem que algum tipo de punição tenha ocorrido. A IMPRENSA POR SUA VEZ ESQUECEU TUDO, e a VEJA nunca publicou NADA.

PUBLICAÇÃO ORIGINAL EM
26/10/10 16:46
Fuso horário de verão de Brasília

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

DOUTOR BANDEIRA É HOMEM BOM (INDICIADO) - GRAÇA FOSTER DEVE SER DEMITIDA - ASSIM AGE O PIG

A IMPRENSA QUE ENVERGONHA


Jornalões, COLUNISTAS e Tucanos encrustados nas redações dos veículos de comunicação, exigem a demissão de Graça Foster, por conta de um depoimento que ainda será tomado de Dona Venina, ex-diretora da Petrobras. Apesar dos e-mails apontarem para denúncias que foram apuradas, a imprensa sustenta a FALÁCIA de que a presidente da Petrobras não pode por conta disso continuar comandando a empresa. 

Já no escândalo do TRENSALÃO em São Paulo, o presidente da CPTM foi indiciado pela POLÍCIA FEDERAL como participante da FRAUDE das licitações de trens entre 1998 e 2008 (só até 2008 ??) mas, o governador GERALDO ALCKMIN sai em defesa do "Doutor Bandeira", e a imprensa simplesmente NÃO COBRA DEMISSÃO NENHUMA !!!! 

Alckmin defende presidente da CPTM indiciado pela PF

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu o presidente da CPTM, Mário Bandeira, indiciado pela Polícia Federal (PF) em investigação sobre o cartel de empresas que fraudou licitações de trens em São Paulo entre 1998 e 2008.

O tucano elogiou o executivo e informou que o governo estadual deve analisar os documentos da investigação.

"O doutor Mário Bandeira tem 41 anos de serviço público, é uma pessoa extremamente respeitada. Já pedimos toda a documentação do Ministério Público e vamos verificar com cuidado para não fazer injustiça com as pessoas", disse.

Ainda que tenha defendido Bandeira, Alckmin já indicou a auxiliares e a aliados que deve trocar o comando da CPTM.

A mudança deve ocorrer no rastro da reforma do secretariado, planejada pelo tucano para a segunda metade do mês de dezembro.

Fonte: Folha.com

SAIBA +

PF indicia presidente e diretor da CPTM por cartel de trens

quinta-feira, 8 de maio de 2014

PROGRAMA DE RECOMPENSA PODE PAGAR ATÉ R$ 50 MIL PARA QUEM DENUNCIAR OS LADRÕES QUE POR VINTE ANOS ROUBAM NAS LICITAÇÕES DOS TRENS E METRÔ DE SÃO PAULO

TRENSALÃO DA SIEMENS E ALSTOM - SAIBA AQUI COMO DENUNCIAR OS LADRÕES ENVOLVIDOS NESSE ROUBO

A RECOMPENSA NO CASO PODE SER A MAIS ALTA - R$ 50 MIL - VISTO QUE AO LONGO DESSES ÚLTIMOS VINTE ANOS, A SOMA ROUBADA EM LICITAÇÕES VICIADAS E FRAUDULENTAS ULTRAPASSA EM VALORES ATUALIZADOS A CASA DE R$ 2 BILHÕES. 

JÁ PENSOU A IMPORTÂNCIA QUE TEM UMA INFORMAÇÃO QUE AJUDE A JUSTIÇA A COLOCAR NA CADEIA QUEM PARTICIPOU/PARTICIPA, REPETINDO, DURANTE VINTE ANOS SEGUIDOS, DIVERSOS E SUCESSIVOS GOVERNOS DO PSDB, DESVIANDO RECURSOS E CONTRIBUINDO PARA A PRECARIZAÇÃO DOS TRANSPORTES DOS TRENS E METRÔ NO ESTADO DE SÃO PAULO ?

Programa de Recompensa de SP: veja como fazer sua denúncia


Portal EBC* - 08.05.2014 - Atualizado

O governo do Estado de São Paulo lançou nesta terça-feira (6), um programa de pagamento de recompensas para denúncias que ajudem a esclarecer delitos ou localizar foragidos da Justiça. O Programa Estadual de Recompensa prevê o pagamento de até R$ 50 mil para as informações que contribuam de forma relevante com o processo de investigação e a elucidação de um crime ainda não desvendado, ou que ajudem na captura de criminosos procurados pela Justiça.

Veja também no Portal EBC:

Para fazer as denúncias, basta acessar o site WebDenúncia. Finalizado o processo de envio de informações para a polícia, o denunciante recebe um número de protocolo e uma senha para acompanhar o uso da sua informação. De acordo com a assessoria de imprensa do governo de São Paulo, o programa, inédito no país, possui dupla criptografia de dados, o que impede invasões e mantém sigilo absoluto sobre a identidade de quem fez a denúncia durante todo o processo, inclusive no pagamento da recompensa.

Os dados informados pelo denunciante serão repassados aos policiais civis e militares que atuam no WebDenúncia – serviço fruto de parceria entre a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e o Instituto São Paulo Contra a Violência (ISPCV) -, que encaminham as informações às equipes responsáveis pelas investigações.

A importância das informações para o Programa Estadual de Recompensa será analisada de acordo com cada caso denunciado.

Caso a informação seja recompensada, o denunciante será avisado e receberá um número de cartão bancário virtual, que permitirá saques em qualquer caixa eletrônico do Banco do Brasil, sem a necessidade de identificação.

Os recursos para pagamento são provenientes do Fundo de Incentivo à Segurança Pública (Fisp), administrado pela Secretaria da Segurança. A verba será liberada ao Fundo quando for necessário efetuar um pagamento.

* Com informações do Governo do Estado de São Paulo

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

CORRUPÇÃO NOS TRILHOS DO PSDB DE SÃO PAULO - JUSTIÇA MANDA ABRIR INQUÉRITO CONTRA ANDREA MATARAZZO


A DECISÃO DA JUSTIÇA PAULISTA COLOCA CLARAMENTE QUE NÃO SÓ "FUNCIONÁRIOS" DAS EMPRESAS DE TRENS DE SÃO PAULO SÃO SUSPEITOS DE CORRUPÇÃO. O PARTIDO AO QUAL MATARAZZO É FILIADO (PSDB) TAMBÉM É SUSPEITO DE TER SE BENEFICIADO DOS VALORES DESVIADOS.


“No que diz respeito especificamente a Angelo Andrea Matarazzo, pessoas submetidas à sua esfera de comando hierárquico foram tidas como beneficiárias de propinas. Além disso, há ao menos indício de que o próprio partido político ao qual é filiado e a própria Secretaria de Energia, dirigida por ele - conquanto em curto espaço de tempo - tenham sido beneficiários de valores indevidos”, destaca o magistrado.


Matarazzo será alvo de inquérito sobre caso de propinas da Alstom

A Justiça Federal em São Paulo autorizou a abertura de inquérito policial para investigar se o vereador Andrea Matarazzo (PSDB) está envolvido em um esquema de corrupção com a empresa Alstom. 

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), entre 1998 e 2002, representantes da empresa ofereceram cerca de R$ 23,3 milhões, em valores atualizados, para fraudar contratos de manutenção e fornecimento de equipamentos para o sistema elétrico. Na ocasião, Matarazzo era secretário estadual de Energia.

O juiz substituto da 6ª Vara Criminal, Marcelo Costenaro Cavali, decidiu pela abertura da investigação, após aceitar denúncia contra 11 acusados de participar do esquema de corrupção. Eles responderão por lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva.

Segundo a denúncia, os envolvidos recebiam os valores através de contratos falsos de consultoria. Parte do dinheiro era enviado para o exterior de maneira irregular, especialmente para bancos na Suíça e em Luxemburgo, e trazidos de volta ao Brasil com a ajuda de doleiros. As propinas chegaram a 15% do valor total dos contratos que, à época, somaram R$ 68 milhões.

Na decisão, Cavali ressalta que apesar de não haver indícios suficientes para denunciar Matarazzo, as suspeitas justificam uma apuração dos fatos. “No que diz respeito especificamente a Angelo Andrea Matarazzo, pessoas submetidas à sua esfera de comando hierárquico foram tidas como beneficiárias de propinas. Além disso, há ao menos indício de que o próprio partido político ao qual é filiado e a própria Secretaria de Energia, dirigida por ele - conquanto em curto espaço de tempo - tenham sido beneficiários de valores indevidos”, destaca o magistrado.

O juiz lembra que o MPF ainda aguarda o envio de documentos pelas autoridades da Suíça. Também serão investigados no novo inquérito Eduardo Bernini, Michel Louis Mignot, Yvez Jaques de La Serre e Patrick Morancy.

O advogado Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, que defende Matarazzo, disse que abertura da investigação causou “estupefação”, porque o assunto já foi investigado, sem que tenham sido encontrados indícios que incriminem o vereador. “O inquérito instaurado não possui nem causa, nem objeto. Com efeito, não se aponta nenhuma suspeita, nem se diz qual a finalidade das investigações”.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

TRENSALÃO EM SÃO PAULO - CORRUPÇÃO RONDA CONTRATOS DE ONTEM E LANÇA SUSPEITAS SOBRE OS CONTRATOS DE AGORA


Se engana quem pensa que as suspeitas de CARTEL - SUBORNO - CORRUPÇÃO - FAVORECIMENTOS - DESVIO DE DINHEIRO PÚBLICO - CAIXA DOIS DE CAMPANHA ELEITORAL - que envolvem empresas como SIEMENS - ALSTOM com os sucessivos governos do PSDB no Estado de São Paulo, são fruto de contratos antigos e já caducos.

O MP pediu à Justiça para suspender um contrato de MANUTENÇÃO em vigor, através do qual 98 composições do METRÔ de São Paulo seriam reformados. É coisa de agora, contratos recentes, sobre os quais recaem as mesmas suspeitas dos contratos feitos há 18 anos, ainda na gestão de Mário Covas.

O TRENSALÃO TUCANO é um caso que chama a atenção pela sua "durabilidade", e pela dificuldade em se apurar as denúncias, punindo culpados.

Metrô de São Paulo suspende contratos de manutenção de trens sob suspeita
01/02/2014
São Paulo - 
Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli

O Metrô de São Paulo anunciou hoje (31) a suspensão por 90 dias dos contratos de reforma e manutenção de trens que estão sob investigação do Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo . “Embora não tenha constatado indícios de irregularidades nestes contratos, o Metrô reiterou à promotoria com esta parceria sua disposição em colaborar com as investigações e exigir o ressarcimento de eventuais prejuízos aos cofres públicos”, diz o comunicado da empresa.

Em dezembro, o MP pediu a suspensão imediata de dez contratos de reforma de 98 trens do Metrô, que totalizam R$ 2,5 bilhões. Segundo o MP, os contratos têm indícios de que houve irregularidade nas licitações para a escolha das empresas que fariam o serviço. De acordo com o órgão, sempre uma única empresa se candidatava a ganhar a licitação. Também há indícios de que houve o fracionamento, em dez contratos, da contratação do serviço na tentativa de esconder o valor total do contrato.

Na ocasião, o Ministério Público destacou, ainda, que três trens reformados entregues ao Metrô, e já em funcionamento, foram pivôs em acidentes nos últimos anos: em 1º de dezembro de 2012 (quando um trem andou sozinho na Estação Jabaquara e colidiu com outro); em 5 de agosto de 2013 (uma composição descarrilou na Linha 3 - Vermelha devido a um problema em uma peça); e em 16 de maio de 2013, (quando ocorreu, na Linha 3 - Vermelha, a colisão entre dois trens).



quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

CORRUPÇÃO EM SÃO PAULO - 15% FOI O PERCENTUAL EXIGIDO POR TUCANOS PARA FAVORECER A ALSTOM NAS NEGOCIATAS COM TRENS

DIRETOR DA EMPRESA AFIRMA TER PAGO SUBORNO


Um dos acusados é o TUCANO Andrea Matarazzo (de camisa azul) - o laranja é FHC.

Diretor da Alstom diz que propina em SP foi de 15%
Matéria da Folha.com
MARIO CESAR CARVALHO - FLÁVIO FERREIRA
DE SÃO PAULO - 22/01/2014


A direção da Alstom na França autorizou o pagamento de propina de 15% sobre um contrato de US$ 45,7 milhões (R$ 52 milhões à época) para fechar um negócio com uma estatal paulista em 1998, segundo depoimento à Justiça do ex-diretor comercial da multinacional, o engenheiro francês André Botto.

O conteúdo do depoimento sigiloso, obtido pelaFolha, traz pela primeira vez o reconhecimento de um diretor da Alstom de que houve suborno para conquistar o contrato com a estatal. Na época, o Estado era governado por Mário Covas (PSDB).

Botto, que era responsável na França pela parte comercial do contrato brasileiro, contradiz o que a filial brasileira da Alstom repete desde 2008: que a empresa nunca pagou suborno e que colabora com a apuração.

"O negócio era muito importante para a Alstom. Era importante ganhá-lo por meio de acordo e evitar uma licitação. Tivemos de pagar comissões elevadas, da ordem de 15% do contrato", contou Botto ao juiz Renaud Van Ruymbeke, em 2008.

A estratégia da Alstom deu certo. Em 1998, a empresa assinou com a EPTE (Empresa Paulista de Transmissão de Energia) e a Eletropaulo um aditivo para a venda de equipamentos para três subestações de energia.

CONTRATO CADUCO

O contrato original do aditivo era de 1983 e em 1998 não tinha mais validade, segundo especialistas, porque a lei de licitações estabelece um limite de cinco anos para esse tipo de negócio. Uma licitação, com vários concorrentes, poderia em tese derrubar o preço dos equipamentos e diminuir o lucro da Alstom.

A propina, segundo essa lógica, serviria para que as diretorias da EPTE e da Eletropaulo não criassem problemas para ressuscitar um contrato que já caducara.

A Folha revelou anteontem que um documento interno da Alstom menciona pagamento de suborno à Secretaria de Energia e às diretorias administrativa, financeira e técnica da EPTE. À época, o secretário era Andrea Matarazzohoje vereador em São Paulo pelo PSDB. Ele nega envolvimento na negociação do aditivo.

Se os 15% tiverem sido pagos, o suborno alcançou R$ 7,8 milhões. O valor, segundo o diretor francês, foi dividido entre a Alstom e a Cegelec, que havia sido comprada pela companhia francesa. Botto era originalmente diretor comercial da Cegelec.

Metade dos 15% foi repassada para a empresa MCA, comandada pelo lobista Romeu Pinto Jr., que admitiu às autoridades brasileiras que recebeu o dinheiro da Alstom para pagar propinas. Ele, porém, não revelou os destinatários do suborno.

Botto explicou ao juiz que, para pagar a outra metade, a Alstom teve de usar contas secretas na Suíça. Isso ocorreu porque até 2000 a lei francesa autorizava empresas a pagar comissões de até 7,5% sobre o valor do contrato para obter negócios no exterior.

"Era preciso fazer o excedente [dos 15%] passar por outros circuitos", afirmou.

A propina então foi paga por meio de duas empresas offshore abertas por um banqueiro suíço a pedido da Alstom, segundo o executivo.

O banqueiro, Oskar Hollenweger, abriu a Janus Inc. nas Bahamas e a Asesores S.A. no Panamá, e cuidou da distribuição da parte ilegal das comissões. Após 2000, a França proibiu pagamento de comissão a funcionário público.



segunda-feira, 25 de novembro de 2013

POLÍCIA FEDERAL NO CALCANHAR DO PSDB - AÉCIN FICA PUTIN PORQUE CARDOZIN MANDA INVESTIGAR TRENSALÃO TUCANO EM SÃO PAULO


"Quando a PF investiga algum adversário político, tido como adversário do governo, dizem que o ministro está instrumentalizando a PF para os desígnios governamentais. Mas quando a PF investiga aliados do governo, dizem que o ministro perdeu o controle da PF. Não há escapatória."


Parece até conversa de BÊBADO. 

O senador Aécio Neves - PSDB - MG - não gostou de saber que o Ministro da Justiça - José Eduardo Cardozo - CUMPRIU COM A SUA OBRIGAÇÃO e enviou à Polícia Federal, farta e explosiva documentação sobre o TRENSALÃO ou PROPINODUTO, que liga a SIEMENS ao TUCANATO de São Paulo, no escândalo dos CARTÉIS e LICITAÇÕES REGADAS À PROPINA.

Aécio queria que Cardozo tivesse no presente caso, que envolve vários TUCANOS de ALTA PLUMAGEM, além de alguns políticos aliados da BASE de Geraldo Alckmim, uma conduta diferente da que se adota, regularmente, em situações assim. Cardozo só mandou que a Polícia Federal tome ciência dos fatos e, se for o caso, INVESTIGUE e remeta para a JUSTIÇA.

Quantas e quantas vezes, com base em nada, ou em acusações irresponsáveis e mentirosas, integrantes do governo e do PT foram linchados e jogados na lama, para depois (de investigados pela polícia ou MP) se constatar que não incorreram em nenhuma irregularidade ? A oposição é "useira e vezeira" em querer convocar para depor em comissões, políticos e ministros do governo, quando acusados até por bandidos fichados. Essa mesma oposição, (que mais uma vez está enrolada em uma grave acusação de corrupção) já até se reuniu com um PM de Brasília, um elemento cheio de broncas e nenhuma credibilidade, que contribuiu para derrubar o então ministro dos Esportes Orlando Silva, acusado de corrupto, execrado e depois inocentado.

Mas, agora, começando por AÉCINHO, o tucanato não quer a POLÍCIA no seu CALCANHAR. Vai que ela descobre alguma coisa e confirma metade do TREM de acusações contra os governos de COVAS, SERRA E ALCKMIN.



Cardozo diz que apenas cumpriu seu papel

Ministro diz que adotou procedimento padrão ao enviar para a Polícia Federal documentos recebidos de deputado sobre cartel de trens

Fausto Macedo e Ricardo Chapola - O Estado de S.Paulo


O ministro José Eduardo Martins Cardozo (Justiça) disse hoje que simplesmente cumpriu o seu papel e dever ao encaminhar para a Polícia Federal relatório que apontava suposto esquema de corrupção envolvendo políticos tucanos em cartel no setor metroferroviário de governos do PSDB em São Paulo, entre 1998 e 2008. Cardozo disse que o relatório, acompanhado de documentos, lhe foi entregue pelo deputado licenciado Simão Pedro (PT), secretário municipal de Serviços da gestão Fernando Haddad (PT).

O relatório não estava assinado, diz o ministro. O Estado identificou Everton Rheinhemer, ex-executivo da Siemens, como autor do documento. Ele fez delação premiada na Polícia Federal e na promotoria estadual – em troca do perdão judicial, conta o que diz saber sobre conluio de multinacionais e propinas para agentes públicos.

"Em junho, aproximadamente, o Simão me procurou e entregou essa documentação com o relatório e pediu-me que encaminhasse à PF. Ali tinha uma característica: era um relatório minucioso em alguns aspectos, acompanhado de cópias de documentos. Adotei o procedimento padrão. Mandei para a PF examinar a plausibilidade."

Cardozo disse que, nesses casos, a PF faz uma análise preliminar antes de decidir que procedimento deve seguir. Como a documentação fazia referência a propinas para políticos e também a cartel de trens – esta parte já sob investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) –, a PF em Brasília decidiu enviar a documentação com 16 apensos para a Superintendência Regional da PF em São Paulo, onde é conduzido inquérito sobre o caso.