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quinta-feira, 28 de julho de 2016

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA ACABA DE CRIAR A "GUANTÁNAMO" DO GOVERNO TEMER

NO GOVERNO DO "CONSTITUCIONALISTA" TEMER, APLICA-SE GOLPE NA DEMOCRACIA, E PRESOS FICAM INCOMUNICÁVEIS, SEM DIREITO AO MENOS DE CONSTITUIR UM ADVOGADO.


Pelo visto só falta o CACHORRO

Não é possível que o SUPREMO aceite uma barbaridade dessas. 

Não pode o povo brasileiro se conformar com a DITADURA do Ministro Provisório da Justiça, Alexandre de Moraes. 

É inaceitável, mesmo porque, os presos são SUSPEITOS - ACUSADOS - não existe culpa e condenação formada. No mundo civilizado e democrático, os piores facínoras tem direito a falar com seus advogados. Aliás, até nas DITADURAS esse direito é respeitado. Pelo amor de deus !!!! O que está acontecendo com o Brasil ????

Com que autoridade o DEPEN determina que alguém ao entrar no presídio ficará 10 dias sem falar nem mesmo com seu advogado ?

Talvez queiram que o Brasil retroceda, e passe a aceitar esse tipo de ARBITRARIEDADE. 

Bem, no meu caso, não aceito, assim como não aceito a arbitrariedade do GOLPE DO IMPEACHMENT. 

É bom o cidadão tomar TENÊNCIA do que significa esse grupo golpista no poder. Depois não reclamem.


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O 16 DE AGOSTO E A FOTO DA ELITE SEM VERGONHA

16/08/15 21:47 - Horário de Brasília - Atualização em 17/08/2015 - 06:20 - Atualizado - 14:00

No blog do MIRO - Clique Aqui - tem uma seleção de fotos das manifestações deste DOMINGO. Todas, bastante reveladoras do caráter (ou falta de) dos manifestantes e sua forma de encarar a política ou quem pensa diferente deles.

De todas porém, a que mais me impressionou foi a dessa DONA aí da foto que ilustra, ou desilustra a postagem, com a qual fizemos a fotomontagem. SEM VERGONHA NENHUMA, ela ostenta um cartaz em que lamenta que não tenham sido TODOS MORTOS, os que se colocaram contra o regime militar ditatorial de 1964. 

A que ponto chega o ÓDIO e o FANATISMO dessa gente, ao se manifestar assim, PREGANDO IMPUNEMENTE, de maneira REPUGNANTE, tantas barbaridades e ilegalidades.

sábado, 2 de agosto de 2014

FLIP - DEBATEDORES ACUSAM GOVERNO E IMPRENSA AMERICANA DE CONIVENTES COM CRIMES DE TORTURA E ESPIONAGEM


Governo e mídia dos EUA são coniventes com crimes, dizem debatedores na Flip
02/08/2014 - 
Paraty (RJ) - AGÊNCIA BRASIL
Flávia Villela - Enviada especial Edição: Fábio Massalli

Impunidade, poder e imprensa foram os motes da primeira mesa que abriu o quarto dia da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) neste sábado (2). Os crimes financeiros, de tortura, de espionagem e de fraude cometidos nos Estados Unidos e pelo governo norte-americano são praticados com a conivência do Estado e da grande imprensa declararam os norte-americanos Charles Ferguson e Glenn Greenwald, convidados na mesa “Liberdade, liberdade”, primeira conversa do dia.

Ferguson fez o documentário Trabalho Interno sobre crise financeira de 2008, ganhador do Oscar de Melhor Documentário em 2011. Ele também escreveu um livro sobre o mesmo tema. O jornalista Greenwald ficou famoso mundialmente após revelar as denúncias feitas pelo ex-consultor da CIA Edward Snowden sobre a espionagem de cidadãos e países feitas pelos Estados Unidos por meio da internet.

Ferguson chamou a imprensa norte-americana de complacente e que contribui para as violações de direitos humanos pois está mais preocupada com dinheiro do que com a ética jornalística.

Greenwald defendeu que a declaração feita pelo presidente Barack Obama ontem (1º) de que algumas pessoas foram torturadas pelo governo evidencia a posição imperialista norte-americana de controlar nações e cidadãos a qualquer custo.

“A maneira tão casual da declaração parecia que essas pessoas que torturam são legais, mas estavam sob muita pressão e portanto não devem ser julgadas”, declarou. “Nenhum torturador foi processado, centenas de milhares de vítimas não têm a quem recorrer por esses crimes. Os Estados Unidos têm 5% da população mundial, porém 25% de todos os detentos do mundo estão nos Estados Unidos”.

Outro exemplo de abuso e impunidade foi citado pelo documentarista ao falar da crise financeira mundial, que para ele não foi um erro, mas um crime do mercado financeiro que secretamente apostou no próprio fracasso com fins de lucro e planejou esse fracasso. “Zero é o número dos processos criminais desses crimes. E o presidente Obama afirma que não houve crime e que não há nada a fazer. Mas ele estudou direito em Harvard e não é nenhum tolinho,” disse. “Em uma década, as pessoas vão esquecer e talvez enfrentaremos uma nova crise no futuro”.

O jornalismo que está sendo feito nos EUA, segundo Greenwald, em vez de denunciar as injustiças, endossa as violações cometidas pelas autoridades e pelo setor privado, o que ajuda a mascarar e ocultar ilegalidades que ocorrem no país. Para ele, a imprensa adotou uma falsa neutralidade que, na verdade, é uma forma de ativismo, de respaldar as ações do Estado.

“Quando há técnicas de investigação por meio de tortura, a mídia americana usa a palavra tortura apenas quando é feita por outros países. Quando é feita pelos Estados Unidos chamam de técnicas de investigação rigorosas,” avaliou. “Os que mataram civis inocentes palestinos são chamados pela imprensa de democracia lutando contra o terrorismo e os que mataram soldados israelenses são terroristas”.

Para o jornalista, atitudes mais radicais de denúncia como a de Edward Snowden são resultado de um sistema fundamentalmente corrupto, pois as instituições que existem para combatê-lo, como o Congresso, a Justiça e a mídia, são controladas por atores envolvidos nesse sistema.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

TORTURA NUNCA MAIS - COMITÊ DE COMBATE À TORTURA É INSTALADO PELA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF


Dilma se emociona ao instalar comitê de combate à tortura
25/07/2014 - Brasília
Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil - Edição: Denise Griesinger

Vítima de tortura na ditatura militar, a presidenta Dilma Rousseff se emocionou hoje (25) ao instalar o Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura. O colegiado terá a missão de fortalecer o enfrentamento à tortura em instituições de privação de liberdade, como delegacias, penitenciárias, locais de permanência para idosos e hospitais psiquiátricos.

“A experiência, a minha especificamente, mas falo no sentido geral também, mostra que a tortura é como um câncer, que começa em uma cela, mas compromete toda a sociedade. Quem tortura, obviamente, o torturado, porque afeta a condição mais humana de todos nós, que é sentir dor, e destrói os laços civilizatórios da sociedade”, disse a presidenta com a voz embargada.

Ao posar para foto com os 23 membros do comitê - 11 indicados pelo Poder Executivo Federal e 12 por organizações da sociedade civil, escolhidos por meio de uma consulta pública – a presidenta abraçou emocionada a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci. “Quando poderíamos imaginar que estaríamos aqui hoje, Eleonora?”, perguntou Dilma.

Assim como a presidenta, Menicucci também foi presa e torturada durante o regime militar. À época, ela esteve no presídio Tiradentes com Dilma Rousseff, de quem era vizinha e colega de faculdade em Belo Horizonte.

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvatti, disse que com a criação do comitê o país não quer apenas combater a tortura, mas eliminá-la do Brasil. “Ao estarmos aqui instalando o comitê fica bastante claro que uma das principais tarefas é a criação do mecanismo [Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT). Esse instrumento vai permitir que as pessoas escolhidas a adentraram qualquer espaço de privação de liberdade para conferir as condições, dar flagrante, contribuir de forma efetiva para que seja eliminada [a tortura]”, frisou.

“Não queremos apenas combater, queremos eliminar a tortura do no nosso país. Isso é um compromisso internacional assumido pelo Brasil”, acrescentou Ideli.

Entre as atribuições do comitê, estão a avaliação e a proposição de ações de prevenção e combate à tortura, integrando a atuação de órgãos do governo e segmentos sociais. Com a instalação do colegiado, os membros terão 90 dias para criar o Mecanismo de Prevenção e Combate à Tortura que será composto por 11 peritos independentes que deverão recomendar medidas para a adequação dos espaços de privação de liberdade aos parâmetros nacionais e internacionais, bem como o acompanhamento e a diligência para o cumprimento das recomendações feitas.

Um dos representantes da sociedade civil, José Jesus Filho, da Associação de Apoio e Acompanhamento da Pastoral Carcerária Nacional, classificou o momento como histórico. “Já estamos em processo de levar a política adiante. O banco de dados de coleta de informações sobre tortura já está em processo de construção, investigações estão sendo levantadas e isso significa que, para nós, esse é um momento histórico”.

De acordo com a Secretaria de Direitos Humanos, a escolha dos locais a serem visitados será definida pelo mecanismo nacional, com base nas informações e dados fornecidos pelo Comitê. Além do mecanismo nacional, sete unidades federativas já criaram seus mecanismos locais por meio de leis estaduais: Rio de Janeiro, Paraíba, Alagoas, Espírito Santo, Rondônia e Minas Gerais. O mecanismo do estado do Rio de Janeiro está em funcionamento desde 2011 e, recentemente, o estado de Pernambuco concluiu o processo de seleção dos membros do seu mecanismo estadual.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

A MORTE DO TORTURADOR MALHÃES - MUITO ALÉM DE UM LATROCÍNIO

LADRÕES COMUNS NÃO ROUBAM DISCO RÍGIDO


Se ainda havia alguma dúvida de que a invasão do Sítio onde residia o Coronel da Reserva Paulo Malhães, que culminou com a sua morte, foi muito mais do que um "simples assalto' seguido de morte, tipificado como LATROCÍNIO, essas dúvidas se esvaíram com a descoberta de que os "ladrões" reviraram tudo na casa, levaram documentos e o disco rígido de um dos computadores do Coronel, um dos mais cruéis e frios TORTURADORES do triste período da DITADURA MILITAR no Brasil.

É provável mesmo que a parte do serviço sujo tenha sido feita pelo caseiro e seus irmãos, é preciso ver em que condições essa confissão foi obtida, mas, por certo, o elemento que entrou ENCAPUZADO, é alguém diferenciado na história. QUEM ROUBOU parece que a Polícia já identificou, agora resta saber o principal, para quem eles "roubaram".

É bom garantir a vida do caseiro na cela onde ele se encontra, evitando que se perca o que ele ainda tem para dizer. É bom e necessário prender logo os outros dois acusados. 

Estamos diante de um caso com fortes indícios de gente especializada em QUEIMA DE ARQUIVO, o caseiro e seu irmão serão as próximas vítimas se não forem protegidos e acabarem mortos, impedindo para sempre, ou dificultando muito a descoberta de quem os contratou para MATAR o coronel Malhães e ROUBAR um disco rígido de COMPUTADOR.

LINK SELECIONADO

sexta-feira, 25 de abril de 2014

CORONEL PAULO MALHÃES MORRE APÓS SOFRER ASSALTO EM CASA - QUEIMA DE ARQUIVO DO TORTURADOR CONFESSO ?

CORONEL MORREU POR ASFIXIA !


Que a Polícia investigue e descubra a motivação e os autores do crime. Dentro da Lei, quem comete crime deve ser punido. O coronel Malhães cometeu vários crimes, mas, nunca respondeu perante a Justiça dos homens por nenhum deles. Semeou, entretanto, a violência, espalhando 'grãos' de perversidade e sadismo. Agora, termina assim, morto, vítima do mesmo desrespeito pela vida humana, que sempre nutriu.


Pode até ser um crime comum. Morador da Baixada, o Cel. acabou conhecido depois que apareceu na Comissão da Verdade, e os ladrões queriam a sua coleção de armas (que foi roubada). 

Há um fato, porém, que sinaliza não ter sido ação de ladrões comuns. Um estava com capuz, e a esposa de Malhães foi colocada em compartimento diferente dele durante a ação criminosa.

Ladrão/assaltante comum não faz isso, não separa pessoas, ao contrário, junta todos no mesmo ambiente onde possam melhor vigiar as vítimas.

Talvez ela conhecesse o "encapuzado". FOI ENTÃO SEPARADA PARA PODER SER POUPADA. Em quarto à parte, o assassino conhecido do casal, tirou o CAPUZ para que o Coronel visse seu rosto antes de morrer e sabendo do motivo pelo iria morrer.

O roubo das armas (não sei se outros objetos foram roubados) teria a intenção de simular mesmo um assalto comum. 

Importante lembrar que segundo as primeiras informações o Coronel não tinha marca de tiro ou facada no corpo. Morreu de que ? De susto (infarto), foi enforcado ? foi envenenado ?

Vamos aguardar o desenrolar dos fatos. De todo jeito é, lamentável e preocupante.


Redação BONDeblog
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Coronel que confessou participação em torturas na ditadura é encontrado morto -  Paulo Malhães esteve mês passado na Comissão da Verdade
Jornal do Brasil
Um mês após prestar depoimento à Comissão Nacional da Verdade e confessar participação nas sessões de torturas durante a ditadura militar, o coronel reformado do Exército Paulo Malhães, 76 anos, foi encontrado morto dentro da sua residência, no bairro Ipiranga, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, nesta sexta-feira (25). A Divisão de Homicídios da Baixada informou que a casa do coronel foi invadida na tarde da quinta-feira (24), de acordo com os relatos da mulher do militar, que também foi feita de refém pelos assassinos. 



A viúva disse para a polícia que três homens entraram na casa e um deles estava com o rosto coberto. O casal ficou preso em cômodos diferentes e os assassinos fugiram levando as armas do militar colecionava. A mulher afirma que não sofreu nenhuma violência física e também não reconheceu nenhum dos dois bandidos que estavam com os rostos descobertos. Segundo a polícia, os peritos que estiveram no local não encontraram marcas de tiros, mas nenhuma hipótese será descartada na investigação. 


Malhães foi um dos militares que prestou depoimento à Comissão Nacional da Verdade, no mês passado. Ele admitiu ter participado das sessões de tortura e sequestros de militantes da esquerda nos anos de chumbo no Brasil. O ex-deputado Rubens Paiva foi uma das suas vítimas nessa época. O corpo de Paulo Malhães foi levado para o Instituto Médico Legal de Nova Iguaçu.

Presidente da Comissão da Verdade no Rio comenta morte de Malhães

O presidente da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro Wadih Damous, comentou sobre a morte do coronel Paulo Malhães. Damous disse ser possível que o assassinato do coronel tenha sido "queima de arquivo". 

"Ele foi um agente importante da repressão politica na época da ditadura e era detentor de muitas informações sobre fatos que ocorreram nos bastidores naquela época. É preciso que seja aberta com urgência uma investigação na área federal para apurar os fatos ocorridos no dia de hoje. A investigação da morte do coronel Paulo Malhães precisa ser feita com muito rigor porque tudo a leva a crer que ele foi assassinado", disse o comunicado enviado por Damous.
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DO ESTADÃO - 
Coronel é encontrado morto no Rio
Rio - O coronel reformado do Exército Paulo Malhães foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira, 25, no sítio em que morava em Nova Iguaçu (cidade na Baixada Fluminense). O corpo apresentava marcas de asfixia, segundo a Polícia Civil.

Cristina disse que ela e o caseiro foram amarrados e trancados em um cômodo, das 13h às 22h desta quinta-feira pelos invasores.

Em seu blog, o coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, afirmou que Malhães foi assassinado e, no mesmo texto, lembrou a morte de outro coronel, também ex-agente da ditadura, Júlio Miguel Molina Dias, ocorrida em 2012.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

A DITADURA MILITAR DE 1964 NO BRASIL ERA ASSIM - MATAVA - QUEBRAVA OSSOS E DEPOIS INCINERAVA OS CORPOS

E PENSAR QUE GENTE QUE APOIOU ESSA MONSTRUOSIDADE AINDA ESTÁ NA POLÍTICA ATÉ HOJE, E OUTROS DÃO NOME À FUNDAÇÃO.


Ex-delegado do Dops reafirma em programa da TV Brasil crimes da ditadura militar
06/06/2012 
Da Agência Brasil

Brasília – O ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) Cláudio Guerra foi um dos policiais mais poderosos a atuar na repressão do regime militar entre as décadas de 1970 e 1980. Embora, segundo ele, tenha matado quase uma centena de pessoas, ressaltou que nunca torturou. Em entrevista ao programa Observatório da Imprensa, da TV Brasil, transmitido na noite de ontem (5), Guerra relatou ao jornalista Alberto Dines, âncora do programa, os crimes e os bastidores da ditadura militar (1964-1985).

“Eu tinha aversão, não participava e era contra a tortura. Por isso nunca entrei nos lugares [de tortura], como a Casa da Morte [centro clandestino de tortura e assassinatos em Petrópolis, na região serrana fluminense]. Aqui no Espírito Santo, eu procurava tirar da minha equipe os policiais que torturavam”, disse Guerra em sua primeira entrevista após o lançamento do livro Memórias de uma Guerra Suja, originado de seus relatos aos jornalistas Rogério Medeiros e Marcelo Netto.

Aos 71 anos, Guerra é hoje pastor evangélico. Ele se converteu na cadeia, enquanto cumpria pena em regime fechado pela morte de um bicheiro. Atualmente, está sob prisão domiciliar. A vontade de contar a verdade, segundo ele, foi motivada pelo arrependimento após a conversão. “Se eu tive coragem naquele passado lá de fazer as coisas erradas, muito mais coragem eu tenho hoje de falar a verdade e de poder ajudar e reparar um pouquinho as coisas erradas que eu fiz”, disse.

Guerra também declarou que foi responsável pela incineração de corpos de militantes de esquerda na Usina Cambaíba, em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense. “[Os agentes da ditadura estavam] querendo eliminar mais inimigos. Enterravam como indigente, com nome trocado. Só que isso estava começando a aparecer, e eles queriam uma alternativa. Queriam o negócio do fogo. Foi quando eu apresentei o Eli Ribeiro, dono da Usina Cambaíba, a eles”.

Segundo o ex-delegado, todos os corpos dos presos políticos chegavam seminus, castrados e com fraturas expostas. “São cenas que me deixam muito abalado. Para mim, a pior época foi essa”, lamentou. No entanto, Guerra acredita que isso o motivou a revelar às famílias o que de fato ocorreu. “Tenho um grande compromisso com as famílias, porque foi o que mais me machucou. Tinha apagado isso da minha mente, mas muita coisa está voltando à minha memória”.

Para ex-delegado do Dops, os militares daquela época não estavam preparados para lidar com a oposição ao regime. Para ele, o caso da morte do jornalista Vladimir Herzog, em 1975, é um exemplo disso. “Sabia que ali não tinha sido suicídio, foi uma burrada, mais um morto sob tortura. A pessoa que comandou aquilo prejudicou mais. O grupo de direita queria trazer a simpatia da sociedade para a causa deles, mas foi justamente o contrário. Aquilo foi um tiro no pé”, revelou.

De acordo com Guerra, durante a ditadura militar, era comum militares receberem “gratificações” de empresários. “Eles participavam e davam prêmios para quem executava líderes. “Eu não cheguei a ganhar bônus direto. Recebia um [bônus] mensal. Eu tinha duas contas, em nome de Cláudio Guerra e de Stanislaw Meireles”.

Após a publicação do livro, Guerra disse que foi ameaçado de morte. No entanto, para ele, “morrer é lucro”, uma vez que agora é um homem religioso. “Já recebi um monte de aviso. Mas não vão me calar. Não sou dedo-duro, vou falar na primeira pessoa. Não me sinto dedo-duro de ninguém”.


Edição: Aécio Amado