sexta-feira, 25 de abril de 2014

CORONEL PAULO MALHÃES MORRE APÓS SOFRER ASSALTO EM CASA - QUEIMA DE ARQUIVO DO TORTURADOR CONFESSO ?

CORONEL MORREU POR ASFIXIA !


Que a Polícia investigue e descubra a motivação e os autores do crime. Dentro da Lei, quem comete crime deve ser punido. O coronel Malhães cometeu vários crimes, mas, nunca respondeu perante a Justiça dos homens por nenhum deles. Semeou, entretanto, a violência, espalhando 'grãos' de perversidade e sadismo. Agora, termina assim, morto, vítima do mesmo desrespeito pela vida humana, que sempre nutriu.


Pode até ser um crime comum. Morador da Baixada, o Cel. acabou conhecido depois que apareceu na Comissão da Verdade, e os ladrões queriam a sua coleção de armas (que foi roubada). 

Há um fato, porém, que sinaliza não ter sido ação de ladrões comuns. Um estava com capuz, e a esposa de Malhães foi colocada em compartimento diferente dele durante a ação criminosa.

Ladrão/assaltante comum não faz isso, não separa pessoas, ao contrário, junta todos no mesmo ambiente onde possam melhor vigiar as vítimas.

Talvez ela conhecesse o "encapuzado". FOI ENTÃO SEPARADA PARA PODER SER POUPADA. Em quarto à parte, o assassino conhecido do casal, tirou o CAPUZ para que o Coronel visse seu rosto antes de morrer e sabendo do motivo pelo iria morrer.

O roubo das armas (não sei se outros objetos foram roubados) teria a intenção de simular mesmo um assalto comum. 

Importante lembrar que segundo as primeiras informações o Coronel não tinha marca de tiro ou facada no corpo. Morreu de que ? De susto (infarto), foi enforcado ? foi envenenado ?

Vamos aguardar o desenrolar dos fatos. De todo jeito é, lamentável e preocupante.


Redação BONDeblog
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Coronel que confessou participação em torturas na ditadura é encontrado morto -  Paulo Malhães esteve mês passado na Comissão da Verdade
Jornal do Brasil
Um mês após prestar depoimento à Comissão Nacional da Verdade e confessar participação nas sessões de torturas durante a ditadura militar, o coronel reformado do Exército Paulo Malhães, 76 anos, foi encontrado morto dentro da sua residência, no bairro Ipiranga, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, nesta sexta-feira (25). A Divisão de Homicídios da Baixada informou que a casa do coronel foi invadida na tarde da quinta-feira (24), de acordo com os relatos da mulher do militar, que também foi feita de refém pelos assassinos. 



A viúva disse para a polícia que três homens entraram na casa e um deles estava com o rosto coberto. O casal ficou preso em cômodos diferentes e os assassinos fugiram levando as armas do militar colecionava. A mulher afirma que não sofreu nenhuma violência física e também não reconheceu nenhum dos dois bandidos que estavam com os rostos descobertos. Segundo a polícia, os peritos que estiveram no local não encontraram marcas de tiros, mas nenhuma hipótese será descartada na investigação. 


Malhães foi um dos militares que prestou depoimento à Comissão Nacional da Verdade, no mês passado. Ele admitiu ter participado das sessões de tortura e sequestros de militantes da esquerda nos anos de chumbo no Brasil. O ex-deputado Rubens Paiva foi uma das suas vítimas nessa época. O corpo de Paulo Malhães foi levado para o Instituto Médico Legal de Nova Iguaçu.

Presidente da Comissão da Verdade no Rio comenta morte de Malhães

O presidente da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro Wadih Damous, comentou sobre a morte do coronel Paulo Malhães. Damous disse ser possível que o assassinato do coronel tenha sido "queima de arquivo". 

"Ele foi um agente importante da repressão politica na época da ditadura e era detentor de muitas informações sobre fatos que ocorreram nos bastidores naquela época. É preciso que seja aberta com urgência uma investigação na área federal para apurar os fatos ocorridos no dia de hoje. A investigação da morte do coronel Paulo Malhães precisa ser feita com muito rigor porque tudo a leva a crer que ele foi assassinado", disse o comunicado enviado por Damous.
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DO ESTADÃO - 
Coronel é encontrado morto no Rio
Rio - O coronel reformado do Exército Paulo Malhães foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira, 25, no sítio em que morava em Nova Iguaçu (cidade na Baixada Fluminense). O corpo apresentava marcas de asfixia, segundo a Polícia Civil.

Cristina disse que ela e o caseiro foram amarrados e trancados em um cômodo, das 13h às 22h desta quinta-feira pelos invasores.

Em seu blog, o coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, afirmou que Malhães foi assassinado e, no mesmo texto, lembrou a morte de outro coronel, também ex-agente da ditadura, Júlio Miguel Molina Dias, ocorrida em 2012.

7 comentários:

José Antônio disse...


Bond,

Pode ser queima de arquivo, sim.

Mas também, pode ser um recado para outros que possam ser tentados a também abrir o bico.

Como sabemos, o acesso à verdade incomoda muita gente. E as verdades expostas por Malhão devem ter incomodado muitos.

Este é um crime que, sem dúvida, ainda não prescreveu e está fora da lei da anistia.

Que os responsáveis sejam punidos, assim como todos os que se beneficiariam seja dessa queima de arquivo seja de uma intimidação a terceiros.

São pessoas que ainda não se habituaram a conviver em um estado de direito.

José Antônio disse...

Corrigindo: Malhães

José Antônio disse...



"O Clube Militar, associação que reúne militares da reserva do Exército, informou que não se pronunciará sobre o caso por não conhecer as circunstâncias da morte do coronel. O chefe de gabinete da presidência da instituição, coronel Figueira Santos, afirmou que o Clube Militar só irá se manifestar se surgir algum "fato novo". O Comando Militar do Leste, no Rio, também informou que não vai comentar o caso, já que as investigações estão a cargo da Polícia Civil."

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/04/coronel-que-admitiu-participar-de-tortura-e-encontrado-morto-no-rj.html

BONDeblog S. O. disse...

José

Pode até ser um crime comum. Morador da Baixada, o Cel. acabou conhecido depois que apareceu na Comissão da Verdade, e os ladrões queriam a sua coleção de armas (que foi roubada).

Há um fato, porém, que sinaliza não ter sido ação de ladrões comuns. Um estava com capuz, e a esposa de Malhães foi colocada em compartimento diferente dele durante a ação criminosa.

Ladrão/assaltante comum não faz isso, não separa pessoas, ao contrário, junta todos no mesmo ambiente onde possam melhor vigiar as vítimas.

Talvez ela conhecesse o "encapuzado". FOI ENTÃO SEPARADA PARA PODER SER POUPADA. Em quarto à parte, o assassino conhecido do casal, tirou o CAPUZ para que o Coronel visse seu rosto antes de morrer e sabendo do motivo pelo iria morrer.

O roubo das armas (não sei se outros objetos foram roubados) teria a intenção de simular mesmo um assalto comum.

Importante lembrar que segundo as primeiras informações o Coronel não tinha marca de tiro ou facada no corpo. Morreu de que ? De susto (infarto), foi enforcado ? foi envenenado ?

Vamos aguardar o desenrolar dos fatos. De todo jeito é, lamentável e preocupante.

José Antônio disse...

Bond,

Pela reportagem do G1 do Globo, além das armas, 2 computadores também foram levados.

Pode ser apenas crime comum e roubo, mas não faz muito sentido.

Eu acho que para certos figurões da ditadura, o Coronel Malhães foi muito "irresponsável", confessando aquilo que não deveria ser confessado.

Já pensou se a moda pega e outros começam a dar depoimentos, igualmente comprometedores?

Hora de cortar pela raiz.

Quem já fez o que fez não pararia ante um simples assassinato de um "traidor" da causa.


José Antônio disse...


Morte de Malhães pode inibir pessoas a prestarem depoimento, diz presidente de comissão em SP

http://oglobo.globo.com/pais/morte-de-malhaes-pode-inibir-pessoas-prestarem-depoimento-diz-presidente-de-comissao-em-sp-12299156

"SÃO PAULO e BRASÍLIA - A morte do coronel Paulo Malhães pode inibir outras pessoas a contarem o que sabem nas investigações sobre crimes cometidos durante a ditadura militar, opina o deputado Adriano Diogo (PT), presidente da Comissão Estadual da Verdade de São Paulo. Mesmo antes da morte de Malhães, que assumiu ter participado de assassinatos, tortura e desaparecimento de presos políticos, testemunhas chamadas a dar esclarecimentos na comissão municipal haviam relatado sofrer ameaças, de acordo o vereador Gilberto Natalini (PV), presidente do grupo.

Para nós, que fazemos as comissões da verdade, a morte do Malhães é uma péssima notícia. Muitos vão dizer que parece ser queima de arquivo. Para mim é um cala-boca, o que é mais grave. As pessoas que forem chamadas a depor a partir de agora podem pensar: “se eu abrir o bico, alguém vai calar minha boca” — disse o deputado Diogo.

Segundo ele, o assassinato de Malhães mostra que uma página da história do Brasil ainda “não foi completamente virada”:

— Ainda não sabemos o que aconteceu direito. Mas o Malhães era um cara importante dentro da estrutura da ditadura. E ele fez revelações importantes sobre como a repressão funcionava. Deve ter desagradado muitos colegas de farda. A impressão que dá é que a ditadura não acabou. Essa página da história do Brasil ainda não foi completamente virada. Dá a impressão de que a morte dele foi algo pensado.
"

BONDeblog S. O. disse...

José

QUEM PARTICIPA DESSE TIPO DE SITUAÇÃO, atividade criminosa, ainda que sob os pretextos dos apoiadores da Ditadura, assume compromissos para o resto da vida. Será sempre escravo dos cúmplices e sujeito a ser silenciado.

Não se pode afirmar que foi um crime dessa natureza, mas, os indícios são fortes.

Num sítio distante, ladrões não matam colocando travesseiro no rosto da vítima

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