JUIZ SUBSTITUTO - juiz federal substituto Paulo Bueno de Azevedo
Juiz que mandou prender Paulo Bernardo é orientando de Janaina Paschoal
Postado por: Narley Resende - Paraná Portal Uol
O juiz Paulo Bueno de Azevedo (37), da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, responsável pela condução do processo que deu origem à Operação Custo Brasil faz doutorado na Universidade de São Paulo e é orientado pela professora Janaína Conceição Paschoal, que colaborou com um parecer do processo de impeachment feito por Miguel Reale Júnior encomendado por políticos do PSDB. A professora de direito já reconheceu que recebeu R$ 45 mil pelo trabalho.
Formado em Direito no ano 2000, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, o juiz Paulo Bueno de Azevedo tem especialização em Direito Tributário e abordou a culpabilidade no crime de evasão fiscal no seu mestrado, também pela Mackenzie.
Hoje Azevedo faz doutorado na USP e é orientado pela professora Janaína Conceição Paschoal, que o classifica como um estudante “aplicado, muito sério, comprometido, atento a questões técnicas e sensível a perspectivas literárias”.
Por acaso
A Lava Jato é referente apenas à Petrobras e os processos que investigam outras setores foram desmembrados para outros órgãos e entidades públicas. Os quatro processos da 6ª Vara de São Paulo envolvem supostas fraudes no Ministério do Planejamento e estão sob sigilo nas mãos do juiz federal substituto Paulo Bueno de Azevedo. Ele não concede entrevistas, enquanto o titular da vara, João Batista Gonçalves, já fez declarações à imprensa contra as delações premiadas.
Ao jornal Valor Econômico, Gonçalves relatou que a distribuição ao colega chegou por acaso: o costume é que processos com numeração ímpar fiquem com o substituto. “Aí consultei o Paulo. Perguntei: ‘Você se considera preparado para tocá-lo?’. Ele respondeu que sim. É um ótimo juiz”, afirmou o titular.
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OPINIÃO DO BLOG
Um juiz que é "orientado" por uma notória inimiga do PT, que é autora, com o agravante de ter recebido por isso, do pedido de impeachment da Presidente Dilma Rousseff, deveria ter se declarado impedido de tocar tal processo.
É coisa muito simples, óbvia, gritante, e nem se faz mesmo de longe, por conta disso, qualquer observação quanto à capacidade e retidão do juiz. Mas, tem certas posturas de neutralidade, e distância, que são imperativos para não se dar margem a isso que agora vemos. É aquela questão da "MULHER DE CESAR".
Outro juiz poderia e deveria ter assumido o caso. Sua excelência o juiz Paulo Bueno deveria ter se declarado impedido, e o juiz titular da VARA - 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo - João Batista Gonçalves, NEM DEVERIA ter perguntado nada a ele sobre assumir o caso.
24/06/16 15:10
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