domingo, 19 de junho de 2016

HOSPITAL SOUZA AGUIAR - INVASÃO, RESGATE DE PRESO E MORTE NA MAIOR EMERGÊNCIA DA AMÉRICA LATINA

 A INVASÃO DO HOSPITAL SOUZA AGUIAR - QUAL A NOVIDADE ?

A violência transformou as unidades hospitalares. Ambulâncias dividem com os carros de polícia a parada obrigatória na porta das Emergências.

O Preso, sob custodia nos Hospitais Públicos, é um problema de difícil solução. No Rio de Janeiro, onde a (IN)segurança e violência têm características de guerra civil, os grandes hospitais de emergência recebem quase que diariamente, pessoas baleadas e apontadas como participantes de ações criminosas. Imediatamente após o atendimento que tire esse tipo de paciente do risco de morte, estando ele em condições de transferência para o Hospital Penitenciário, isso deveria ser feito, o que nem sempre acontece acarretando vários problemas.

Hospital Estadual Carlos Chagas em Marechal Hermes. No dia 24 de janeiro de 2008, mais de vinte criminosos armados invadiram o local e resgataram um preso que lá se encontrava internado. O pânico foi geral, pacientes, funcionários e policiais militares que faziam a guarda do preso, foram agredidos. Segundo depoimento de uma médica, foi o pior plantão de toda sua vida.

Durante sua permanência, esse custodiado, algemado a cama hospitalar e guardado por policial militar, representa uma fonte de preocupação para todos os profissionais de saúde do setor/enfermaria onde se encontra, gerando grande estresse, não só pelo medo das conhecidas operações de resgate praticadas por comparsas, bem como pelas ofensas e ameaças que proferem contra quem lhe atende.

Quando o paciente internado é um menor infrator ou ‘criança de rua’, a situação é mais dramática, pois nesses casos, só em situações muito especiais decorrentes do ato praticado, eles ficam sob guarda de autoridade policial. Como a maioria dessas internações se dá por abuso de drogas, com o menor sendo conduzido ao Hospital devido ao seu deplorável estado de saúde, geralmente caído na via pública ou envolvido em alguma ocorrência policial, onde é qualificado como vítima, nenhum acompanhamento policial é dispensado a ele.

A enfermaria dos hospitais não dispõe de estrutura para esses pacientes, não há como fazer um isolamento dos demais, e, especialmente no setor de Pediatria, o menor infrator vai ficar ao lado de outras crianças e seus responsáveis, gerando reclamações e atritos. Esses menores durante sua internação sofrem crise de abstinência, tem graves distúrbios de comportamento, não respeitam ninguém, por vezes se negam a aceitar a medicação, tentam empreender fuga, agridem, ofendem os médicos, enfermeiros, assistentes sociais, administrativos, e só com uso da força são contidos.
 O abandono da infância e da juventude. Ou estão drogados ou em crise de abstinência 

Ocorre que, os profissionais de saúde não estão autorizados, nem preparados para esse tipo de intervenção, e nem isso é atribuição deles, mas na prática acaba acontecendo, com todos os riscos que isso acarreta. O pedido de auxílio no campo da segurança oferecido na unidade hospitalar esbarra sempre em guardas patrimoniais despreparados e policiais de plantão insuficientes para dar resposta, e ambos se mostram reticentes em agir, temerosos de que sua abordagem acabe por causar algum dano físico ao menor. O CONSELHO TUTELAR, e as instâncias da JUSTIÇA relacionadas à questão do menor infrator ou abandonado, se mostram sem estrutura, e sua atuação é lenta e burocrática, beirando a insensibilidade, para situações por vezes gravíssimas.


Acusados de prática de crime chegam quase que diariamente aos Hospitais Públicos para serem atendidos, alguns baleados já chegam mortos. Muito estresse e situações difíceis para os profissionais de saúde.


Os profissionais de saúde, cientes de sua missão e responsabilidade, não se negam a prestar o atendimento que é devido a quem quer que seja, mas as autoridades devem oferecer segurança e respaldo para esse atendimento. Transformar hospital em presídio, ou local correcional de menor infrator, jogando mais essa obrigação para quem já está sobrecarregado é que não dá para aceitar.


CUSTÓDIA DE PRESOS E MENORES INFRATORES INTERNADOS EM HOSPITAIS PÚBLICOS, AMEAÇAM A SEGURANÇA E TORNAM A VIDA DOS DEMAIS PACIENTES E DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE UM INFERNO.
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Essa matéria foi por nós publicada em 2009 - Tudo o que denunciamos nela, continua acontecendo até hoje. Culminando na madrugada de hoje com:

INVASÃO, RESGATE DE PRESO E MORTE NO HOSPITAL SOUZA AGUIAR

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