domingo, 3 de novembro de 2013

MÍRIAM LEITÃO ATACA REINALDO AZEVEDO...E SAI DE FÉRIAS PARA ESCAPAR DO "ROTTWEILLER"


A jornalista Míriam Leitão escolheu uma data estratégica para atacar o novo colunista da Folha - Reinaldo Azevedo - a quem a OMBUDSMAN do referido jornal chamou de rottweiller. Míriam foi à forra de ataques que já sofreu por parte de Reinaldo, e deixou claro que "sentiu as mordidas" que lhe foram desferidas.

Usando termos fortes (protojornalista - rosnou - ladrar - burro) e transformando a coluna (nossa imprensa vai pouco a pouco perdendo a compostura que lhe resta) em "rinha", Míriam Leitão bateu, mordeu e saiu de férias. Por trinta dias não precisará TOMAR VACINA ANTI-RÁBICA.

DÁ SÓ UMA LIDA !

Enviado por Míriam Leitão - 
3.11.2013 | 
9h00m
COLUNA NO GLOBO
O Brasil não está ficando burro. Mas parece, pela indigência de certos debatedores que transformaram a ofensa e as agressões espetaculosas em argumentos. Por falta de argumentos. Esses seres surgem na suposta esquerda, muito bem patrocinada pelos anúncios de estatais, ou na direita hidrófoba que ganha cada vez mais espaço nos grandes jornais.

É tão falso achar que todo o mal está no PT quanto o pensamento que demoniza o PSDB. O PT tem defeitos que ficaram mais evidentes depois de dez anos de poder, mas adotou políticas sociais que ajudam o país a atenuar velhas perversidades.

O PSDB não é neoliberal, basta entender o que a expressão significa para concluir isso. A ele, o Brasil deve a estabilização e conquistas institucionais inegáveis. A privatização teve defeitos pontuais, mas, no geral, permitiu progressos consideráveis no país e é uma política vencedora, tanto que continuou sendo usada pelo governo petista.

O PT não se resume ao mensalão, ainda que as tramas de alguns de seus dirigentes tenham que ser punidas para haver alguma chance na luta contra a corrupção. Um dos grandes ganhos do governo do Partido dos Trabalhadores foi mirar no ataque à pobreza e à pobreza extrema.

Os epítetos “petralhas” e “privataria” se igualam na estupidez reducionista. São ofensas desqualificadoras que nada acrescentam ao debate. São maniqueísmos que não veem nuances e complexidades. São emburrecedores, mas rendem aos seus inventores a notoriedade que buscam. Ou algo bem mais sonante.

Tenho sido alvo dos dois lados e, em geral, eu os ignoro por dois motivos: o que dizem não é instigante o suficiente para merecer resposta e acho que jornalismo é aquilo que a gente faz para os leitores, ouvintes, telespectadores e não para o outro jornalista. Ou protojornalista. Desta vez, abrirei uma exceção, apenas para ilustrar nossa conversa.

Recentemente, Suzana Singer foi muito feliz ao definir como “rottweiller” um recém-contratado pela “Folha de S.Paulo” para escrever uma coluna semanal. A ombudsman usou essa expressão forte porque o jornalista em questão escolheu esse estilo. Ele já rosnou para mim várias vezes, depois se cansou, como fazem os que ladram atrás das caravanas. Certa vez, escreveu uma coluna em que concluía: “Desculpe-se com o senador, Miriam.” O senador ao qual eu devia um pedido de desculpas, na opinião dele, era Demóstenes Torres.

Não costumo ler indigências mentais, porque há sempre muita leitura relevante para escolher, mas outro dia uma amiga me enviou o texto de um desses articulistas que buscam a fama. Ele escreveu contra uma coluna em que eu comemorava o fato de que, um século depois de criado, o Fed terá uma mulher no comando. Além de exibir um constrangedor desconhecimento do pensamento econômico contemporâneo, ele escreveu uma grosseria: “O que importa o que a liderança do Fed tem entre as pernas?” Mostrou que nada tem na cabeça.

Não acho que sou importante a ponto de ser tema de artigos. Cito esses casos apenas para ilustrar o que me incomoda: o debate tem emburrecido no Brasil. Bom é quando os jornalistas divergem e ficam no campo das ideias: com dados, fatos e argumentos. Isso ajuda o leitor a pensar, escolher, refutar, acrescentar, formar seu próprio pensamento, que pode ser equidistante dos dois lados.

O que tem feito falta no Brasil é a contundência culta e a ironia fina. Uma boa polêmica sempre enriquece o debate. Mas pensamentos rasteiros, argumentos desqualificadores, ofensas pessoais, de nada servem. São lixo, mas muito rentável para quem o produz.

***************

Saio de férias, volto em dezembro. O espaço ficará com Alvaro Gribel e Valéria Maniero, dois jovens talentos dos quais me orgulho - Míriam leitão

Reprodução na íntegra
Fotos de nossa iniciativa/responsabilidade

7 comentários:

José Antônio disse...

Bond,

O rottweiler já rosnou para quase todos os jornalistas.

Ele foi um dos responsáveis pela demissão de vários jornalistas, para quem rosnou ferozmente, chegando quase a morde-los, das redações de vários jornais. Principalmente do "O Globo".

Ele se tornou uma espécie de cão de guarda e censor de tudo aquilo que não gosta em um autêntico estilo macartista, inaugurando no Brasil a prática perversa de assassinato de reputações e da chantagem de desafetos.

Ainda por cima, posa de "meigo colunista".

Míriam Leitão está certa em dizer que o debate político foi bastante reduzido e emburrecido pela prática de rosnadas, latidos e, de vez em quando, algumas mordidas.

Míriam leitão erra quando, para procurar mostrar imparcialidade, atribui a prática acima, tanto à esquerda "muito bem patrocinada pelos anúncios das estatais" quanto à direita.

Não conheço, do lado da esquerda, quem ladre e rosne dessa maneira.

E me parece claro que o "patrocínio das estatais" é muito bem distribuído à esquerda e à direita.

E, se não me falhe a memória, me corrija Bond se estiver falando alguma besteira, o termo "privataria" não foi inventado pelo PT ou por algum petista, ou mesmo "esquerdopata". Pelo o que eu me lembro, esse termo foi inventado pelo Elio Gaspari.

De todo o modo, Míriam Leitão, por escrever em um jornal de grande penetração, se torna automaticamente uma figura pública, sujeita a criticas ou elogios da parte dos seus leitores.

Considero que Míriam Leitão, embora tenha perdido a credibilidade quanto às suas profecias sobre a economia do país, escreve de maneira muito mais civilizada do que o rottweiler.

Isso nos dá uma ligeira ideia de como o nível do debate político-econômico ficou baixo. Quase qualquer um escreve de forma mais civilizada do que o rottweiler.

O problema, entretanto, é que os sobrinhos e admiradores do rottweiler, muito embora não possuam canais com a mesma capacidade de divulgação, passaram a rosnar, nas seções de comentários, de maneira igual para demonstrar sua identificação com ele.


José Antônio disse...

Ah, Bond... essa foto do Rottweiler que ilustra o artigo da Miriam... argh...

BONDeblog S. O. disse...

José

Boa tarde

O termo PRIVATARIA foi mesmo 'cunhado' pelo Elio Gaspari. Isto no tempo que ele o Elio Gaspari.

Quanto a foto...Quem diria que um ser tão "doce", assim em pose tão...digamos, 'meiga', possa num passe de mágica virar um Rottweiler.

José Antônio disse...

E por falar em "Miséria do Debate", Bond, há um artigo, hoje na Folha de um escritor chamado Antonio Prata de quem confesso nada conhecia.

O artigo é irônico, embora pareça sério. Muita gente parece ter acreditado na "seriedade" do artigo e se identificado com ele.

Tenho quase a certeza que D. Lucia (por onde andará esta figura folclórica do blog?) iria se identificar também.

Isso, por si, demonstra como o debate político ficou emburrecido.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2013/11/1366185-guinada-a-direita.shtml

H.P. disse...

DIREITO DE RESPOSTA.

Reinaldo Rottweiler Azevedo chama as falas Miriam Leitão.

Sr. Rott., o Sr. é um DESCAVALHEIRO.
Miriam Leitão RONCA E FUÇA?

Ele falou:

"...Não! Não vou fazer trocadilhos fáceis com seu nome porque não me refestelo no ambiente em que rolam os seus detratores profissionais. Não vou cair na tentação de dizer que eu rosno e que ela ronca e fuça. Só vou apontar a sua impressionante covardia intelectual....".

BONDeblog S. O. disse...

H PIRES !!!!!

ONDE ??? ONDE ?????

A RESPOSTA ESTÁ NA FALHA OU NA NÃO VEJA ??????

Anônimo disse...

Sr. Bond, não deu para estar aqui antes. No entanto, e ainda bem, o Sr. já publicou.
Como o Sr. disse, aqui somos altamente democráticos.
Abraço.

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