segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O BNDES E SUA TJLP EM 5% É O QUE ENFURECE OS "MERCADOS"

Os constantes ataques que rotineiramente são perpetrados contra o BNDES, acusando o Banco de má gestão e de emprestar dinheiro para ajudar grandes empresas, tem na verdade uma motivação que não guarda relação com análises econômicas isentas. No fundo, no fundo, o BNDES é alvo de ataques por financiar as empresas com juros relativamente baixos (os mais baixos já praticados pelo Banco), e que se comparados com os juros praticados pelos demais financiadores privados, deixam evidente o quanto à agiotagem acaba sendo prejudicada, visto que, a taxa cobrada pelo BNDES acaba por puxar para baixo a margem dos juros que instituições financeiras podem pedir para financiar empresas e seus projetos.

Os mercados não perdoam, e os seus prepostos de redação - economistas / especialistas de aquário - não se cansam de fazer campanha contra o BNDES.
 
CMN mantém taxa de financiamentos ao setor produtivo no menor nível da história
Wellton Máximo - Agência Brasil

Brasília – Pelo quarto trimestre consecutivo, a taxa de juros de longo prazo (TJLP) foi mantida em 5% ao ano, o menor nível da história. O índice, usado nos financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foi definido hoje (30) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A cada três meses, o CMN fixa o nível da taxa para o trimestre seguinte. O conselho é composto pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Belchior, e pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Originalmente, a reunião estava marcada para a última quinta-feira (26), mas foi adiada para hoje (30).

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Desde junho de 2009, a TJLP estava em 6% ao ano. A taxa foi reduzida para 5,5% em junho do ano passado e diminuiu novamente para 5% em dezembro, como medida de estímulo à economia. “O cenário externo, dado a última operação, não teve grandes alterações. Estamos no caminho de retomada do crescimento, então o entendimento foi que não haveria motivos para alterar a TJLP, nem para cima nem para baixo”, explicou o diretor de Programas da Secretaria Executiva do Ministério da Fazenda, Esteves Colnago.

Criada em 1994, a taxa é definida como o custo básico dos financiamentos concedidos ao setor produtivo pelo BNDES. De acordo com o Ministério da Fazenda, o valor da TJLP leva em conta dois fatores: meta de inflação, atualmente em 4,5%, mais o risco Brasil, indicador que mede a diferença entre os juros dos títulos brasileiros no exterior e os papéis do Tesouro norte-americano, considerados o investimento mais seguro do mundo.

Edição: Aécio Amado

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