As medidas anunciadas pelo governo ainda precisam ser melhor detalhadas. A preservação dos investimentos e programas sociais é um bom sinal. Cortar despesas com passagens e outros tipos de custeios também é correto. Fica faltando reduzir gastos com Publicidade, e fazer obras mais simples e com maior durabilidade. Construção de prédios suntuosos como os de sedes de Tribunais de Justiça, deveriam ser reavaliados. Construção de Anexos para abrigar gabinetes de deputados gazeteiros deveriam ser rifadas do mapa. E por aí vai.
Entre os vários “cortes” que o governo Dilma Rousseff está prometendo fazer, buscando uma economia de aproximadamente R$ 50 Bilhões de Reais, e estabelecer uma forma mais controlada e proveitosa de aplicar os recursos públicos, destaca-se a “tesourada’ nas chamadas “emendas parlamentares”.
“Vamos fazer da eficiência do gasto público um mantra”, disse a Ministra Miriam Belchior.
“Não vai ser sem dor”, afirmou o Ministro Guido Mantega.
Equilíbrio orçamentário e gasto do dinheiro com eficiência e honestidade, são sem dúvida uma política acertada e imperiosa.
Dentro dessa visão, as “emendas parlamentares” são uma excrescência, uma aberração que se perpetua. Um verdadeiro “mensalão consentido e institucionalizado”. É através dessas emendas que os parlamentares fazem ao orçamento, sob a mentirosa e improvável alegação de que através delas, levam obras, programas e benfeitorias para as “bases”, ou para o seu “curral” eleitoral, que se esvai recurso precioso. Quem controla uma emenda que aprovada, libera verba para construir uma ponte, num acerto entre parlamentar, prefeito e empreiteira, quando ao final, essa “ponte”, não é mais do que uma pequena “passarela” que foi superfaturada, e pouco proveito levou aos “eleitores” da região contemplada? Uma auditoria nas emendas liberadas e a efetiva aplicação nos fins para que foram propostas, mostraria o escândalo que é o “ralo” de corrupção do dinheiro público.
As emendas parlamentares servem ainda como forma de “barganha” e “chantagem”. Ora é o governo que condiciona sua liberação a aprovação de algum Projeto ou MP, ora é o parlamentar que ameaça o governo com um voto contrário, caso a sua “emenda” não seja liberada.
Dessa forma, quando se quiser de fato fazer uma reforma política no Brasil e dar ao dinheiro público melhor aplicação e controle de onde e como foi efetivamente gasto, que se acabe com essa indecência de emenda parlamentar individual.
No mais, tudo isso é o mesmo de início de todo governo. É preciso arrumar a casa ao gosto do novo morador (a), e isso é o que Dilma Rousseff está fazendo. Quanto ao estardalhaço sobre inflação e descontrole dos gastos públicos que oposição, mídia e os "mercados" estão fazendo, ele é apenas para fomentar maior e duradouro aumento das taxas de juros. É aí, nesse ponto, que se perde BILHÕES preciosos, remunerando banqueiros, agiotas e especuladores.
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