quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

TRAGÉDIA DAS CHUVAS – 1966 / 2016 – 50 ANOS DE INUNDAÇÕES E IRRESPONSABILIDADE. - NEGRÃO DE LIMA X SÃO SEBASTIÃO

RECORDAR É VIVER - NOSSO BLOG TEM HISTÓRIA - DE 1966 ATÉ 2011 E DE 2011 ATÉ 2016 - A HISTÓRIA SE REPETE -


Temporal, inundação e deslizamento de terra, prejuízo material, Cidades paralisadas e muitas mortes, não são nenhuma coisa nova na História do Estado do Rio de Janeiro e de sua Capital.

Completaram-se agora em janeiro de 2011, 45 anos de uma das maiores enchentes da Cidade do Rio de Janeiro, e, uma das que possui o mais curioso “motivo’ para ter ocorrido.

A fundação da Cidade do Rio de Janeiro tem como data o dia 1º de março, pois, conforme a história, nesse dia, em 1565 (há 145 anos) o português Estácio de Sá desembarcou por aqui e entre os morros Pão de Açúcar e Cara de Cão fundou a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Estácio de Sá não só fez uma homenagem ao Rei de Portugal (Dom Sebastião) como ao Santo (São Sebastião) a quem escolheu para padroeiro da Cidade.


Diferente do que acontece em toda a parte, por pressão da Igreja Católica principalmente, hoje, 20 de janeiro, é considerado Feriado na Cidade do Rio de Janeiro, para comemorar o Dia do PADROEIRO, mas na data da fundação (1º. de março) não é feriado e a data acaba não tendo a lembrança e importância merecida.

Em 1965, no antigo Estado da Guanabara, governado por Francisco Negrão de Lima (Não existia o Município do Rio de JANEIRO) decidiu-se acabar com o feriado do dia 20 de janeiro, e passá-lo para o dia 1º de março, a partir do ano seguinte, corrigindo assim o que Negrão de Lima considerava (acertadamente em minha opinião) uma distorção no calendário oficial da Cidade.

Em 12 de janeiro de 1966, caiu sobre a cidade um dos maiores temporais já registrados em sua história. Quatro dias seguidos de chuvas fortíssimas que provocaram desabamentos, inundações e muitas mortes (Mais de 100 pessoas morreram) A População sofreu, e as autoridades impotentes diante do “dilúvio”, conforme diziam os jornais da época, levaram tempo para conseguir contornar a calamidade.

A ignorância e fanatismo de muitos, e o mau caráter de alguns, propalaram a versão de que a tragédia era uma “VINGANÇA DE SÃO SEBASTIÃO” em virtude da mudança do Feriado na Cidade.


O Governador Negrão de Lima decidiu então não brigar com o “Santo” ou com a “Igreja” e voltou atrás com o feriado, retornando no ano de 1967 para o dia 20 de janeiro (E depois dele ninguém mais quis comprar essa briga). Acontece que em 1967 houve outro temporal de proporções semelhantes. Certamente com esse, assim como com o anterior, “São SEBASTIÃO” não teve nenhuma relação.

Inúmeros outros temporais aconteceram no Rio de Janeiro depois disso, e, pouco foi feito para resolver o problema, Pior, os últimos governos do Estado e da Capital PERMITIRAM E SE OMITIRAM na questão das invasões e ocupações de áreas de risco. A favelização na Cidade do Rio de Janeiro assumiu proporções assustadoras nos 16 anos de mando de Cesar Maia e sua turma.


O ex-prefeito, em seus três mandatos, teve todo o tempo e dinheiro para fazer as obras que a Cidade precisava, mas, preferiu gastar com perfumarias, maquiagens e a “faraônica” e malfadada Cidade da Música. Ali, Cesar Maia enterrou R$ 750 milhões de Reais, sem concluir o projeto, e deixou para Eduardo Paes, o atual prefeito, um abacaxi de ter que empregar mais R$ 300 milhões para colocar o Elefante Branco para funcionar.

Apenas para que se tenha uma idéia da irresponsabilidade do ex-prefeito do Rio, (e de muitos outros governantes) em optar por gastar o dinheiro público sem levar em conta a prioridade da população, a Prefeitura do Rio possui agora um projeto que com aproximadamente R$ 600 milhões, vai resolver (?) a questão das inundações na Praça da Bandeira, Maracanã e parte de Jacarepaguá. Ou seja, Cesar teve dinheiro para investir e minimizar um dos mais graves problemas da Cidade, mas, preferiu a fama ilusória e os holofotes.

Pode-se até brincar com os “SANTOS”, ELES NÃO LIGAM, NEM SE VINGAM, AO CONTRÁRIO, PERDOAM, mas, com a Natureza não. Ela responderá sempre às agressões que sofre, invariavelmente com uma força muito maior e destruidora, e o homem, por toda a parte, está debochando da Natureza e a violentando.

Quando a desgraça acontece, ele culpa o “SANTO”.

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Fotos da Internet e que constam dos blogs:
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REEDITAMOS A ALGUNS PEDIDOS E DEVIDO AO GRANDE NÚMERO DE VISITAS QUE A PÁGINA RECEBEU - título original
TRAGÉDIA DAS CHUVAS – 1966 / 2011 – 45 ANOS DE INUNDAÇÕES E IRRESPONSABILIDADE. - NEGRÃO DE LIMA X SÃO SEBASTIÃO
Publicado em 20/01/2011

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