segunda-feira, 13 de julho de 2015

AÉCIO NEVES E OS ECONOMISTAS NÃO VÃO GOSTAR DE LER - É FOGO "AMIGO" !!!!!


A PARANOIA DE AÉCIO NEVES, QUERENDO SER PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE QUALQUER MANEIRA, ESTÁ PRESTES A COMPLETAR UM ANO. 

DESDE OUTUBRO DO ANO PASSADO, QUANDO FOI DERROTADO, O SENADOR SE DEDICA AO EXERCÍCIO DE TENTAR ENCONTRAR FATOS QUE TIREM DILMA ROUSSEFF DO PLANALTO E O COLOQUEM DENTRO DO PALÁCIO, NO MELHOR ESTILO DE GOLPE DISFARÇADO. 

A MAL SUCEDIDA CAMPANHA SÓRDIDA DE AÉCIO NEVES E SEUS PARCEIROS, ATÉ AQUI, TEM ESBARRADO EM DOIS ASPECTOS DETERMINANTES. 

PRIMEIRO POR FALTA DE PROVAS. 

SEGUNDO, QUE TUDO O QUE AÉCIO IMPUTA À DILMA, TAMBÉM LHE COMPROMETE, POIS, VINDOS DAS MESMAS FONTES, O DINHEIRO DE DOAÇÕES DE CAMPANHA, NÃO PODE SER SUJO PARA DILMA E LIMPO PARA AÉCIO. 

SE DILMA CAIR, AÉCIO NÃO ASSUME.

Já, sobre o que dizem Janio de Freitas e Laura Carvalho sobre os economistas...é só acompanhar a coluna de DONA Míriam Leitão.

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janio de freitas
Fogo amigo e outros fogos

12/07/2015

A mais recente acusação de Aécio Neves a Dilma Rousseff, segundo a qual a presidente estaria pressionando o Tribunal Superior Eleitoral, tem sequer indício de realidade, mas fornece uma prova cômica da alienação que aciona o ataque incessante do senador à sua vencedora adversária eleitoral.


O TSE deverá ouvir Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC/Constran. Conforme um dos vazamentos da delação premiada que está sob alegado segredo de Justiça, o empreiteiro afirmou que a campanha de Dilma recebeu doação proveniente da corrupção na Petrobras. Não deu comprovação, mas os oposicionistas consideraram a afirmação suficiente para pedir ao TSE a cassação do mandato de Dilma.

As boas almas podem entender que Aécio Neves é ingrato. Pode-se achar que são outras as carências que o levaram à ação na Justiça Eleitoral. O certo é que, a haver pressão de Dilma contra a aceitação de Ricardo Pessoa como declarante veraz, Aécio Neves deveria ser o primeiro a manifestar gratidão à presidente.

A fonte e a espécie de dinheiro que favoreceram a campanha de Dilma foram as mesmas, no dizer do delator premiado, que favoreceram as campanhas de Aécio Neves à Presidência e de Aloysio Nunes Ferreira ao Senado. Na perturbação das ideias, Aécio e suas forças imitam os militares americanos, craques no que chamam, para abrandar ao menos nas palavras, de "fogo amigo".

No caso de Aécio e do PSDB, porém, o fogo é ainda mais consequente: é fogo suicida. Aécio Neves não se deu conta de que, se Dilma perdesse o mandato por consequência da afirmação de Ricardo Pessoa, no mesmo dia poderia dar entrada em um pedido de cassação dos mandatos dos senadores Aécio Neves e Aloysio Nunes Ferreira, para obter a sentença de efeitos judiciais idênticos em fatos iguais.

Também na política, e sobretudo na democracia, não se deve brincar com fogo.

A CPI da Petrobras faz o mesmo. Criada... com o fim óbvio de gerar embaraços para Dilma,

LEIA A ÍNTEGRA AQUI - FOLHA.COM

para o governo e para a empresa, a CPI vai ouvir o ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, sobre uma escuta ilegal dentro da Polícia Federal em Curitiba. Ocorre que o grampo na cela de Alberto Youssef, ainda no início da Lava Jato, foi posto e já confessado por agentes da polícia. Sob ordem, disseram, do principal delegado que integra o grupo da Lava Jato.

A PF está mal nessa história. Mas não está sozinha, nem na pior situação. Há notícia de que foram identificados sinais do uso, em inquirições, de falas captadas pelo grampo. Se a escuta ilegal já era um procedimento inadmissível, o seu uso em interrogatório compromete o inquérito. E refuta as acusações dos procuradores aos advogados que apontam práticas ilícitas na Lava Jato.

A CPI de apoio à Lava Jato resulta em puro fogo amigo.

O que nos acena com a salvação, sob os fogos que se cruzam, é a sabedoria do FMI. Dessa vez expressa por seu economista-chefe, Olivier Blanchard, que, apesar do nome apropriado para enriquecer no Brasil com enfeites em umas comidas mínimas e bobas, ganha do mesmo jeito em outra área. Este ano vai ser "duro" para os brasileiros, adivinha ele no relatório do FMI, mas a política correta fará a economia voltar a crescer já no ano que vem.

Quase no mesmo dia, a economista Laura Carvalho estreou coluna na Folha. Um aperitivo: "No jogo das projeções econômicas, achar erros ficou fácil demais. Basta dar uma olhadinha, por exemplo, no crescimento projetado pelos relatórios do FMI para a economia grega desde 2008". Gentil, a professora os diz "excessivamente otimistas". Estavam mesmo era arrogantemente errados, apregoando êxito nas imposições do FMI que levaram a Grécia ao naufrágio. O FMI é fogo inimigo.

Laura Carvalho faz uma pergunta: "Mas por que os economistas erram tanto as suas projeções?". Essa pergunta é fogo. É melhor lembrar de velho bordão: cala-te, boca. 






janio de freitas

Colunista e membro do Conselho Editorial da Folha, é um dos mais importantes jornalistas brasileiros. Analisa as questões políticas e econômicas. Escreve aos domingos, terças e quintas.

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