domingo, 8 de junho de 2014

GREVE DOS METROVIÁRIOS DE SÃO PAULO É CONSIDERADA ABUSIVA - JUSTIÇA PESA MÃO SOBRE O MOVIMENTO



Entidades sindicais, e movimento dos trabalhadores de forma independente, parece que perderam o BOM SENSO, e estão desconsiderando aspectos básicos para a realização de movimentos de reivindicação, através de paralisações temporárias ou GREVES declaradas por tempo indeterminado. 

Toda greve precisa ser comunicada, em especial as que acontecem em serviços considerados essenciais. Há de se respeitar o percentual mínimo estabelecido de profissionais atuando para garantir a continuidade, ainda que de forma não completa, dos serviços, e não se pode, para não perder capacidade de negociação e apoio da população, atuar de forma irresponsável e ilegal, como temos assistido. Foi assim no movimento de GREVE dos Rodoviários do Rio de Janeiro, onde cerca de 500 ônibus foram vandalizados, foi assim na GREVE dos Rodoviários de São Paulo, onde, de repente, motoristas pararam os ônibus, bloquearam avenidas, causaram um nó na Cidade, atuando não como profissionais que reivindicam melhoria salarial ou de condições de trabalho, mas sim como verdadeiros BANDIDOS.

O instrumento de GREVE, direito sagrado do trabalhador, não pode ser malbaratado e jogado no buraco de apelo fácil para radicalismos. Nunca foi fácil para o trabalhador conseguir arrancar tostão dos patrões, mas, é preciso admitir que, nos últimos anos, praticamente todas as categorias tem conseguido aumento acima dos índices de inflação. No presente caso, dos metroviários de São Paulo, a JUSTIÇA do Trabalho arbitra um reajuste de 8,7%, mas por outro lado, tendo em vista a abusividade clara do movimento, pune os trabalhadores com perda da estabilidade, autoriza descontos dos dias parados e estipula uma MULTA astronômica para o Sindicato da categoria.

Convém que os metroviários voltem ao trabalho, e as partes voltem à mesa de negociação. Convém ainda que a JUSTIÇA ? do Trabalho modere a mão e atue de forma mais branda por um lado e atuante por outro. QUE TAL, intervir de forma decisiva na GREVE dos VIGILANTES de Bancos do Rio de Janeiro. 

Os BANQUEIROS estão adorando.

Redação BONDeblog
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Justiça determina que metroviários de São Paulo voltem ao trabalho
Fernanda Cruz - Agência Brasil

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo determinou hoje (8) o fim da greve dos metroviários na capital paulista, que teve início na última quinta-feira (5). Além de decretar o fim da paralisação, a Justiça considerou a greve abusiva, tendo em vista o desrespeito à liminar que obrigou o funcionamento de 100% do serviço em horário de pico e de 70% fora desse horário. Os sindicatos informaram que se reúnem nesta tarde em assembleia para decidir os rumos da greve.

Leia também no Portal EBC: 

O TRT estipulou multa de R$ 500 mil por dia no caso de descumprimento do retorno ao trabalho. O sindicato dos metroviários já foi multado em R$ 100 mil por dia parado, devido ao desrespeito à liminar. O valor revertido ao Hospital do Câncer.

A decisão do tribunal concede 8,7% de aumento sobre os salários em 30 abril deste ano, que considera o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), além de 3,5% de aumento real. “É um aumento que nós não temos concedido aqui. Isso só foi concedido porque o metrô ofereceu”, disse o desembargador Rafael Edson Pugliesi Ribeiro.

Foi autorizado também o desconto dos dias parados e os trabalhadores perderam a estabilidade no emprego, em razão da abusividade. “Os contornos e reflexos foram severos. Essa é a greve mais longa da história do metrô. A repercussão chegou a tal ordem, que a região metropolitana vive um dos maiores transtornos de todos os tempos, um imenso caos”, disse o desembargador Francisco Ferreira Jorge Neto.

Altino de Melo Prazeres Júnior, presidente do sindicato, disse que a decisão desagradou à categoria. "Esse reajuste é inferior ao que o próprio núcleo do tribunal tinha proposto. Então, significa que o tribunal cedeu à proposta do metrô, que é inferior. Isso coloca uma situação difícil para a categoria”, declarou.

Altino informou que os trabalhadores discordam da liminar que obrigou o total funcionamento no horário de pico. “Isso é impedir o direito de greve”, disse ele. O presidente do sindicato disse ainda temer demissões. “Os trabalhadores têm preocupação, mas também nós temos preocupação de lutar pelos nossos direitos.”

O metrô comentou a decisão, dizendo que cumprirá as determinações da Justiça. “A Companhia aguarda o retorno imediato dos empregados ao trabalho para que o sistema volte a operar integralmente. Os excessos apurados durante a greve serão tratados em conformidade com os instrumentos internos e a legislação trabalhista”, diz a nota da empresa.

Editor:Talita Cavalcante

4 comentários:

José Antônio disse...


Sem dúvida, Bond, o sagrado direito de greve dos trabalhadores, durante tantos anos proibido, não pode ser objeto de reivindicações que mais se assemelham a oportunísticas chantagens.

Assim, um pouco de bom senso, de ambos os lados, é necessário.

Não podemos perder, pelo mau uso, esse direito que foi tão duramente conquistado por TODOS os trabalhadores brasileiros.

José Antônio disse...


Vergonha! Vergonha!

Reportagem revela que durante os jogos da Copa do Mundo, aumenta significativamente o número de casos de abusos domésticos, quer a seleção ganhe (aumento de 27,7%), quer a seleção perca (aumento de 31,5%).

Os casos de abusos que atingem principalmente esposas, namoradas e companheiras crescem dramaticamente logo após o resultado dos jogos.

A violência doméstica tem sido monitorada pela polícia nas três últimas Copas do Mundo: 2002, 2006 e 2010.

O alarmante nesses monitoramentos é que o índice de violência tem aumentado de Copa para Copa, causando a preocupação pelo que possa vir a ocorrer nesta Copa que se desenrola aqui no Brasil.

A reportagem foi publicada pelo jornal inglês "The Guardian", e relata o que ocorre na Inglaterra logo após os jogos da seleção inglesa.

Police fear rise in domestic violence during World Cup

"I cannot guarantee we won't have a tragedy during the World Cup but we are working with victims, targeting perpetrators, working with partners to share information more effectively and try to better protect victims."

http://www.theguardian.com/society/2014/jun/08/police-fear-rise-domestic-violence-world-cup


José Antônio disse...


Bond,

Fiquei verdadeiramente assustado quando li a reportagem, citada acima, do jornal inglês "The Guardian".

Fui investigar um pouco mais e consegui, ao menos, uma boa notícia e uma má notícia.

A boa notícia é que o relatório policial usado pela reportagem está cheio de erros metodológicos de estatística e que, portanto, a história contada não é bem assim.

Fontes:

http://www.nationalreview.com/articles/243442/world-cup-abuse-nightmare-christina-hoff-sommers

http://www.spiked-online.com/newsite/article/domestic-violence-during-the-world-cup-a-myth/15129#.U5ThPiiNzi1

A má notícia é que tanto lá como cá, as forças policiais são incompetentes e alarmistas e costumam dramatizar fatos comuns, ou, eventualmente, subestimando eventos mais sérios, tal como foi o caso do assassinato do brasileiro Jean Charles no metrô londrino.

Prosseguindo com a má notícia é que mesmo um jornal, que não é um tabloide sensacionalista e prestigioso como o "The Guardian" é capaz de repercutir um relatório policial, inconsequente, sem sequer averiguar a veracidade dos fatos.

Minhas desculpas aos demais comentaristas, mas ao menos eu fui verificar a informação repassada.

José Antônio disse...


Bond,

essa história toda acabou me distraindo do principal.

É que nossa Presidenta Dilma Rousseff escreveu um artigo que foi publicado, hoje, no "The Guardian:

"World Cup 2014: football really is coming home, says Brazil's president

http://www.theguardian.com/football/2014/jun/08/football-coming-home-brazil-dilma-rousseff

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