sexta-feira, 1 de novembro de 2013

OS GURUS DE MARINA SILVA NA VISÃO DO VICE-PRESIDENTE DO PSB - ROBERTO AMARAL BALANÇA A REDE

Publicamos aqui apenas trecho do artigo do Vice-Presidente do PSB - Roberto Amaral - disponibilizando o link da Revista Carta Capital para os que queiram ler a sua íntegra. 


Roberto Amaral coloca o dedo na ferida da visão econômica neoliberal, ataca violentamente a era FHC, e cita nominalmente dois dos GURUS de Marina Silva, para questões nesse campo (ECONOMIA). É bom que se diga, que Lara Rezende e Gianette, são defensores de políticas restritivas/recessivas, tais como fim do ganho real para o salário mínimo, alteração nas regras previdenciárias, JUROS NAS ALTURAS para conter o consumo, desestímulo ao pleno emprego e concessão de liberdade total aos "mercados". Fica difícil de entender como Marina Silva se "consulta" com esses senhores para formar suas convicções "programáticas" e se auto-intitula como o "novo" na política brasileira. Curiosamente, e de forma nem um pouco democrática, o artigo de Roberto Amaral foi CENSURADO no site do PSB. 


Análise / Roberto Amaral
De tática e de estratégia
A eleição presidencial, do ponto de vista político-ideológico, será travada em condições mais difíceis para o campo progressista

O governo Dilma, não obstante a persistente crise financeira internacional, não só dá continuidade ao binômio desenvolvimento-distribuição de renda, como ousa enfrentar o capital financeiro, ao promover a baixa dos escandalosos juros praticados desde sempre em nossa economia. Esbarra, entretanto, no alto preço que o presidencialismo brasileiro, dito de ‘coalizão’, cobra para a governabilidade que fugiu das mãos de João Goulart. Rende-se, no Congresso, à base conservadora, constituída por oportunistas de todos os matizes, sob a liderança paralisante do PMDB. O fato objetivo é que nenhum governo democrático brasileiro conseguiu realizar a reforma do Estado. Os pontos principais das ‘reformas de base’ levantadas por Jango estão dramaticamente atuais.

A disputa, portanto, dar-se-á, no plano programático-ideológico, a partir dessa realidade fática. De um lado estará o nosso adversário estratégico, o campo conservador, que trabalha sob o marco da tragédia que foi o governo neoliberal de FHC, definido como exemplar por Mailson, Malan, Armínio Fraga, Lara Rezende, Gianetti e outros, incensados no cotidiano pela mídia vassala. Do outro lado, o campo progressista, ao qual cabe consolidar e aprofundar essas conquistas da democracia brasileira, ela própria uma conquista, como a distribuição de renda, espargindo seus benefícios por um número ainda maior de brasileiros e, ademais, melhorando a qualidade desses benefícios.

Prever o futuro, adiantar os fados, isso é obra de cartomantes, pitonisas e astrólogos. Não possuo esses dons. Posso, porém, ad argumentandum, projetando para 2014 os dados de hoje, afirmar que as eleições presidenciais, do estrito ponto de vista político-ideológico, ressalte-se, travar-se-ão em condições mais difíceis para o campo progressista (considerando-se a ambiência em que se desenvolveram as eleições de 2002 até aqui), posto que, a despeito das inegáveis conquistas dos últimos 10 anos, as esquerdas se acomodaram ao presidencialismo de coalizão e perderam espaço na formulação de propostas governamentais,, o que só é amenizado pela evidência de que a direita se apresenta, partidariamente, envolta em contradições internas insuperáveis no eixo São Paulo - Minas. Não tenhamos, entretanto, ilusões. Para o imperialismo americano o Brasil é muito importante, não só do ponto de vista econômico como, principalmente, geopolítico. Na hora apropriada, a direita marchará unida, com o apoio da mídia goebbeliana, a trombetear a revisão histórica das conquistas até aqui havidas e o retorno ao delírio neoliberal.

3 comentários:

José Antônio disse...

Bond,

Fui ler o artigo do Roberto Amaral na íntegra.

Como é bom ler um artigo sereno de análise de conjuntura, evidenciando sempre uma visão maior em perspectiva de objetivos a serem perseguidos.

Muito diferente desses panfletos azevedianos, cuja forma de fazer "política" consiste apenas em ofensas e xingamentos.

Enquanto Roberto Amaral enxerga a floresta, Reinaldo Azevedo e outros, apenas veem as árvores.

Sabemos que as visões da floresta de ambos são diferentes, e seria muito instrutivo um debate entre ambas visões.

Infelizmente, com Reinaldo Azevedo, desce-se sempre à lama e o debate político torna-se improdutivo e muito pouco instrutivo.

Ressalto, entretanto que, se Roberto Amaral consegue expor com lucidez as opções para as forças progressistas, nunca deixando de lado a visão clara de qual é o inimigo a ser combatido, infelizmente, no momento, parece que ele se encontra no partido errado.

Um partido que, apesar do nome, foi sequestrado pelos interesses imediatos de seus dirigentes, ficando à deriva em um campo de batalha renhido, dando golpes à esquerda e à direita, sem saber contra quem está combatendo.

Que a visão lúcida de Roberto Amaral consiga prevalecer em seu partido, chamando à razão seu correligionários de ontem e de hoje.

Como contraponto, hoje, Reinaldo Azevedo escreve seu artigo semanal na Folha. Fugindo de seu hábito, RA rosna menos, e faz uma análise mais serena da conjuntura eleitoral, a qual não é nada animadora para o campo conservador.

RA se vê obrigado a admitir que a oposição não existe. Que a oposição é um fracasso. Culpa o PSDB esquecendo de ver a sua parcela de culpa no processo de desintegração dessa oposição.

É muito fácil culpar os outros no momento em que o navio vai a pique.

RA, entretanto, não deixa de opinar sobre o governo Dilma, chamando-o de fraco. Bem... isso é a opinião dele, a qual sabemos que, felizmente, não é compartilhada pela maioria dos eleitores.

Tirando isso, nada se pode aproveitar de seu artigo, contrariamente ao do outro RA, Roberto Amaral.

Valeu, Bond, por chamar nossa atenção para este RA, muito melhor que aquele outro.







BONDeblog S. O. disse...

José

Eu li o artigo de Roberto Amaral e, excepcionalmente li o artigo do Reinaldo Azevedo na Folha.

Curiosamente, o R. Azevedo da Folha me pareceu hoje bem menos desequilibrado e virulento. Entendo que é um direito dele considerar o governo Dilma medíocre, mas, essa opinião dele, acaba por colocar como muito mais medíocre a oposição, que R. Azevedo admite/confessa que não existe.

O artigo de R. Azevedo vai ser por mim publicado (reproduzido) no Blog Política & Mídias. Quase nunca se vê um R. Azevedo assim, rosnando pouco e mordendo na garganta menos ainda.

Um abraço

José Antônio disse...

"Quase nunca se vê um R. Azevedo assim, rosnando pouco e mordendo na garganta menos ainda"

Seria o efeito da puxada de orelhas do "rotweiller" feito pela Ombudsman, Suzana Singer?

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