terça-feira, 24 de setembro de 2013

VÍDEO - PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF NA ONU - NEUTRALIDADE DA WEB E FIM DA ESPIONAGEM PELOS ESTADOS UNIDOS

O BRASIL DE PÉ !


A presidenta Dilma Rousseff defendeu nesta terça-feira (24), durante discurso de abertura da 68ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, o estabelecimento de um marco civil multilateral para a governança e uso da internet e de medidas que garantam uma efetiva proteção dos dados.

Dilma afirmou que as recentes revelações sobre as atividades de uma rede global de espionagem eletrônica provocaram indignação e repúdio em amplos setores da opinião pública mundial. No Brasil, a situação foi ainda mais grave, pois dados pessoais de cidadãos e da própria presidenta da República foram indiscriminadamente objeto de interceptação.


“Lutei contra o arbítrio e a censura e não posso deixar de defender de modo intransigente o direito à privacidade dos indivíduos e a soberania de meu país. Sem ele – direito à privacidade – não há verdadeira liberdade de expressão e opinião e, portanto, não há efetiva democracia. Sem respeito à soberania, não há base para o relacionamento entre as nações”, disse.

Dilma propôs a implementação de mecanismos multilaterais capazes de garantir os seguintes princípios: Liberdade de expressão, privacidade do individuo e respeito aos direitos humanos; Governança democrática, multilateral e aberta; Universalidade que assegura o desenvolvimento social e humano e a construção de sociedades inclusivas e não discriminatórias; Diversidade cultural, sem imposição de crenças, costumes e valores; e neutralidade da rede, ao respeitar apenas critérios técnicos e éticos, tornando inadmissível restrição por motivos políticos, comerciais e religiosos.

Para a presidenta, este é o momento de se criar as condições para evitar que o espaço cibernético seja instrumentalizado como arma de guerra, por meio da espionagem, da sabotagem, dos ataques contra sistemas e infraestrutura de outros países. Segundo Dilma, a ONU deve desempenhar um papel de liderança no esforço de regular o comportamento dos Estados frente a essas tecnologias.

No discurso, a presidenta afirmou que não se sustentam os argumentos de que a interceptação ilegal de informações e dados destina-se a proteger as nações contra o terrorismo, pois o Brasil é um país democrático que repudia, combate e não dá abrigo a grupos terroristas. Ela disse ainda que o Brasil “redobrará os esforços para dotar-se de legislação, tecnologias e mecanismos que nos protejam da interceptação ilegal de comunicações e dados”.

“Fizemos saber ao governo norte-americano nosso protesto, exigindo explicações, desculpas e garantias de que tais procedimentos não se repetirão. Governos e sociedades amigos, que buscam consolidar uma parceria efetivamente estratégica, como é o nosso caso, não podem permitir que ações ilegais, recorrentes, tenham curso como se fossem normais. Elas são inadmissíveis”, disse.

5 comentários:

José Antônio disse...

Imaginem se o Presidente fosse o FHC?

Além de abaixar as calças, ainda receberia uma reprimenda do Obama por não saber se comportar à altura em uma situação dessas.

Clinton e Bush, ainda por cima, ajudariam a puxar a orelha do Farol de Alexandria.

José Antônio disse...

Bond, parece que o, ex prestigioso, diário Francês, "Le Monde", aderiu ao padrão Ricardo (Gilmar Dantas) Noblat.

Dilma Roussef foi chamada, pelo jornal de Dilma Youssef. Até agora, o jornal não corrigiu o erro:

"Dilma Yousseff, la présidente brésilienne, a profité de son discours à l'Assemblée générale de l'ONU pour dénoncer les écoutes américaines menées par la NSA au Brésil, estimant qu'elles violaient les lois internationales et qu'elles constituaient "un affront".

http://www.lemonde.fr/ameriques/article/2013/09/24/selon-dilma-roussef-l-espionnage-americain-est-un-affront_3483775_3222.html

Com esse padrão de jornalismo, assim, estamos muito mal.


José Antônio disse...

E dizer que o Le Monde já foi considerado um exemplo de bom jornalismo....

Está todo o mundo seguindo o padrão Murdoch-Fox-Globo-Marinho-Veja-Civita.

OLHAR CIDADÃO disse...

José

Eu ando decepcionado com a França. O atual governo dito socialista, está mais conservador da pior espécie. Apoia medidas da hipócrita austeridade e tem defendido como nenhum outro uma intervenção belicista na Síria.

José Antônio disse...

è verdade, Bond.


Hoje não tem feito muita diferença se o presidente dos EUA é o Obama ou o Bush, assim como não parece ter feito diferença se o governo francês é do Sarkozy ou do François Hollande.

Parece ser tudo a mesma Merkel.

A verdade, é que o pessoal de esquerda, na França, já não estava levando muita fé no candidato Hollande. Por pouco passava um candidato mais representativo da esquerda.