Eu posso discordar das posições políticas de Noblat, e entendo que ele é tendencioso nas colunas que escreve, aliviando tucanos e descascando petistas, mas, não posso deixar de reconhecer que ele na atividade de jornalista “é um sucesso”.
Já na condição de “fotógrafo”, ele é pífio. Em sua coluna de hoje no jornal, Noblat publica “oito fotos de FHC”, esquecendo outras tantas que “retratariam” de forma mais fiel o que esse senhor é, e foi, no cenário político brasileiro, após a transformação pelo qual passou.
A grande “foto” de FHC, que Noblat e outros articulistas / jornalistas da parte da imprensa que só dá ênfase ao que os patrões querem, mantém bem escondida na caixa de sapato que serve de arquivo morto dos retratos, é a da reeleição para si mesmo.
Lá pelos idos de 97 / 98, o primeiro governo de FHC já fazia água. A manutenção do Real em paridade com o dólar era uma “matemática” financeira que queimava nossas reservas. Se FHC fizesse o que era preciso para o bem do país, o seu candidato perderia a eleição para Lula, o já conhecido adversário.
FHC então iniciou as “conversas” para, além de dar sustentação ao artifício da paridade e contenção artificial da inflação, a da sua própria reeleição, pois sabia que, quem disputasse com Lula, fora ele mesmo, não teria a menor chance.
MALUF CONTA TUDO
O ex-prefeito Paulo Maluf (PP-SP) diz que está escrevendo um livro-bomba para ser publicado depois de sua morte … O ex-prefeito diz que relatará bastidores da eleição de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, em 1984, e da votação da emenda que permitiu a reeleição de Fernando Henrique Cardoso, em 1997. Nos dois casos, Maluf estava na oposição aos vitoriosos. (Conversa afiada - PHA).
Foi instituído o maior balcão de negócios, fala-se que deputados venderam seu voto à favor da violentação da Constituição, mudada de forma casuística e atropelada, por valores que variaram entre R$ 300 e 500 mil. Existem gravações que ninguém mais ouviu sobre o assunto, que pouco foi explorado pela Mídia que desde sempre esteve ao lado da ELITE que FHC passou a representar, depois de esquecer tudo que fora quando jovem ou recém exilado.
O grande “retrato” de FHC, é o de um caudilho, um golpista que rasga a Constituição do seu país e se beneficia da inclusão da possibilidade de um governante se reeleger.
Não fosse grande parte da nossa imprensa controlada por um "clube" de magnatas da comunicação e tão descaradamente tendenciosa para só focar nos podres de quem não gosta, e FHC jamais teria a cobertura que lhe dão. Chamar de “Estadista” um caudilho, só mesmo coisa de retratista que não sabe bater retrato.
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