sábado, 21 de novembro de 2015

A ELITE BRASILEIRA QUER MANDAR SEM TER VOTO ! A TOLICE DA INTELIGÊNCIA BRASILEIRA


Jessé Souza: inclusão é herança que precisa ser mantida

Presidente do Ipea abordou a situação sociopolítica brasileira em entrevistas para a GloboNews, TV Brasil, Carta Capital e O Globo

O presidente do Ipea, Jessé Souza, foi o entrevistado desta quinta-feira, 19 de novembro, do programa Diálogos com Mario Sergio Conti, no canal GloboNews. Ele afirmou que o Brasil vive um novo momento de inflexão, uma "esquina", como ocorreu no golpe de 1964. Naquela ocasião, segundo Jessé, decidiu-se governar para apenas 20% da população. Agora, temos a chance de manter a ascensão social de parcelas da população tradicionalmente esquecidas. "Não montamos uma nova classe média, mas foi possível operar uma ascensão significativa, uma inclusão desses excluídos no mercado econômico competitivo, na vida cultural, no consumo", disse. "Ou, então, o Brasil volta a ser uma sociedade dos 20% e a gente perde o que foi conquistado. Mas é uma herança pela qual eu acho muito razoável lutarmos."



Na última segunda-feira, 16, em entrevista para o programa Brasilianas.org, apresentado pelo jornalista Luis Nassif no canal TV Brasil, o presidente do Ipea criticou concepções equivocadas sobre o povo brasileiro que foram disseminadas e replicadas por sociólogos como Sérgio Buarque de Holanda, Raymundo Faoro e Fernando Henrique Cardoso. E também falou sobre a situação atual do país, argumentando que “houve uma modernização do golpe de Estado”, tornado jurídico, e que a elite brasileira quer mandar sem ter voto. Jessé tratou de temas que estão em seu novo livro, A Tolice da Inteligência Brasileira, que será lançado neste mês.

Em outra entrevista, para a última edição da revista Carta Capital, a nº 876, Jessé afirmou que, embora não se veja dessa forma, a classe média brasileira é privilegiada por possuir “uma herança invisível, como estímulos emocionais e a capacidade de concentração, algo que os pobres não têm”. 

No jornal O Globo do último domingo, dia 15, Jessé Souza criticou a ideia de que o brasileiro é definido por desonestidade e corrupção, enquanto outras sociedades são vistas como perfeitas. E mencionou também a falsa dicotomia do mercado “como o reino de todas as virtudes” e o Estado como o oposto disso, ineficiente. “Quase nunca no Brasil o Estado foi posto a serviço da maioria. Eu me lembro de dois momentos históricos, no governo de Getulio Vargas e no período Lula-Dilma, quando os recursos foram usados também para promover a ascensão das classes populares”, declarou.

O VÍDEO DA ENTREVISTA ´PARA A GLOBO NEWS VOCÊ ASSISTE AQUI NO BLOG DO COMPANHEIRO ZÉ CARLOS CONTEXTO LIVRE
20/11/15 20:29
Fuso horário de verão de Brasília

Um comentário:

Francisco Gabriel disse...
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