terça-feira, 3 de setembro de 2013

CPI DA ESPIONAGEM DE OBAMA PEDE PROTEÇÃO PARA JORNALISTA QUE DENUNCIOU A NSA

A preocupação procede e o pedido de proteção para o jornalista Glenn Greenwald deve ser atendido de forma imediata pelas autoridades brasileiras. Ninguém deve duvidar da arrogância e potencial ofensivo dos americanos, que são sim, capazes de ações atentatórias contra a vida de qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo, que de alguma forma represente ameaça ao seu domínio e interesses. A dupla Edward Snowden e Greenwald é responsável por revelar um dos episódios mais graves que se tem notícia, de abuso, desmandos, invasão e violência, cometidos pelos Estados Unidos. Se os americanos tiverem oportunidade, eles irão se vingar.

CPI da Espionagem pede proteção policial para jornalista britânico
03/09/2013 
Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Senado instalou hoje (3) a comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investigará as denúncias de espionagem feita pela Agência de Segurança Nacional americana (NSA) às comunicações brasileiras via internet. No escândalo mais recente, reportagem veiculada pela Rede Globo denuncia que até a presidenta Dilma Rousseff e seus assessores próximos tiveram as correspondências rastreadas e monitoradas pela agência.

Preocupados com a segurança do jornalista Glenn Greenwald, que recebeu e divulgou os documentos do ex-agente da NSA, Edward Snowden, os membros da CPI aprovaram requerimento para que ele receba proteção policial. A presidente da comissão, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) lembrou que Greenwald teve o apartamento invadido no Brasil, quando foi roubado um laptop.

Além disso, foi aprovado requerimento para que a Polícia Federal disponibilize profissionais para assessorar a CPI. A presidenta da comissão também comunicou que entrará em contato com os ministros da Justiça e da Defesa, além da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Na primeira reunião da CPI, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que foi indicado relator, sugeriu que a presidenta se manifeste sobre o assunto durante a próxima reunião da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e durante visita da presidenta aos Estados Unidos.

“Em setembro, teremos a reunião anual da Assembleia Geral das Nações Unidas, em que o Brasil tradicionalmente faz a abertura. Julgo ser uma oportunidade excepcional para que a presidenta Dilma possa abordar o tema e possa criar todo tipo de constrangimento. Em outubro, temos a previsão de uma visita que a presidenta Dilma fará ao presidente Barack Obama. Creio que esse tipo de agenda [espionagem] terá que constar, por conta de explicações que, julgo, o governo americano deve ao povo brasileiro”, disse Ferraço. Ele disse que pretende convidar o embaixador americano para dar explicações na CPI.

Também membro da comissão, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) defendeu medidas mais duras. Na opinião de Requião, o objetivo do governo americano era obter ilegalmente dados que pudessem favorecer suas empresas em disputas comerciais. Por isso, o senador defendeu que o governo brasileiro deixe as empresas de fora de disputas, como a venda de caças ao Brasil e a concorrência pela exploração do Campo de Libra, do pré-sal.



Edição: Beto Coura
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2 comentários:

lucia Ramos Moreira disse...

E é o FHC quem compra votos......tsc tsc tsc tsc.

http://oglobo.globo.com/blogs/ilimar/posts/2013/09/04/a-coluna-panorama-politico-04-09-do-jornal-globo-509148.asp

PT, OLHA PRO TEU RABO!

José Antônio disse...

É verdade, D. Lucia, O FHC nunca comprou votos!

Tucano, olha pro teu bico!