quarta-feira, 2 de março de 2011

MINHA CASA MINHA VIDA – PROGRAMA ESTÁ PRESERVADO, E NÃO PODE SER DE OUTRA FORMA. – OMELETES E FRITADAS


Presidente Dilma Rousseff no Programa Ana Maria Braga - Cuidado com a fritura.

Orçamento, corte de orçamento, tesouras e contingências, restos a pagar, eis aí um assunto que tem mobilizado a opinião pública, e, mais uma vez sendo objeto de marola e desinformação através da imprensa sem compromisso com a realidade dos fatos.

O Governo Dilma através de sua comunicação e equipe econômica também tem sua parcela de culpa pela formação dessa onda de propaganda negativa. Ter preocupação demais em acalmar “os mercados” é de uma burrice sem tamanho. Os “mercados” nunca se acalmam, pelo contrário, exploram situações assim para inflar a suposta necessidade de elevação de juros SELIC, que lhe rende grandes lucros, ainda que custe a sangria dos cofres públicos. O BC hoje vai mais uma vez se curvar a imposição deste “mercado” e aumentar os juros. Não vai adiantar nada em termos de economia real, só piora, e sobre a inflação possui um efeito pequeno demais. SELIC NA CASA DE 11,75% só interessa a especulador, o governo está fazendo o jogo deles.

Quanto ao Programa de habitação Minha Casa Minha Vida, o anunciado corte de verbas, não guarda relação com qualquer alteração nas metas de construir e financiar 2 milhões de habitações até 2014. A parte do financiamento do programa que depende de aprovação do Congresso, só sairá no meio do ano, e esses valores, R$ 5,1 BILHÕES, serão utilizados em 2012 .

Nos chamados restos a pagar de R$ 2010, ou seja, dinheiro liberado e não utilizado, estão disponíveis R$ 9,5 BILHÕES para o Programa Habitacional utilizar em 2011. Dessa forma, mesmo sem contar com os recursos orçamentários de 2011 já garantidos e destinados ao Programa, 600 mil habitações podem ser viabilizadas.

É uma pena que o governo Dilma comece a se deixar pautar pelo “mercado” e não se comunique de forma clara, permitindo que a mídia que nunca tolerou e sempre perseguiu o antecessor e aliado Lula, e a então candidata e agora presidente, crie essa “agenda” negativa, como se o atual momento econômico fosse o do pior dos mundos.

Do Omelete no Programa Ana Maria Braga, para a “FRITADA” no Jornal Nacional é um pulo.

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2 comentários:

sueli schiavelli jabur disse...

querido amigo, só mudam as moscas, o resto continua a mesma, a presidente cortou logo a verba da educação, não necessita de mais comentários, pobre povo culto, educado, responsável, brasileiro, nunca aprende, a mídia é forte, entre ruim e o pior, não sei com qual ficamos, bjs

Vincent van Blogh disse...

Bond,

Considero que o governo Dilma está ainda em seus primeiros 60 dias...

Muita água irá passar ainda por debaixo da ponte.

É muito difícil fazer avaliações definitivas com tão pouco tempo de mandato.

Não sou economista. Tento, como muitos, procurar compreender como todas as variáveis econômicas interagem entre si. Meu consolo é que os economistas parecem saber pouco mais do que eu.

Afinal, ao que consigo depreender, a economia não é uma ciência exata.

Sobre a inflação, Bond, nós tivemos a oportunidade de vivenciá-la. Não tão elevada, é verdade, quanto a alemã no início do século passado, mas suficientemente robusta para ter nos destruído anos e anos e trabalho produtivo transformados em nada.

No momento parece que estamos diante de um recrudescimento inflacionário. As causas, no entanto, parecem ser objeto de controvérsias.

Em relação aos juros, constato também, que uma parte dos economistas considera seu aumento essencial para quebrar o ímpeto inflacionário. Outra parcela considera que não.

Sei que não podemos deixar de lado que parcelas se exprimam por interesse próprio. Nós mesmos, também, ao nos exprimimos, incluímos uma parcela de nosso próprio interesse.

Ao longo dos últimos 25 anos, depois do fim da ditadura, experimentamos muita coisa em nossa economia. Os últimos 8 anos foram os mais estáveis, os de maior crescimento, os de menor inflação e os de melhor distribuição de renda.

Tenho confiança no governo Dilma. Posso estar enganado. Mas só afirmarei isso quando estivermos nos aproximando do final do seu mandato.

Saudações!