sábado, 2 de janeiro de 2010

ILHA GRANDE - A TRAGÉDIA DA POUSADA SANKAY É A TRAGÉDIA DO CLIMA.

Destroços da Pousada Sankay na Ilha Grande
Foto: Créditos imagem de TV - Clique para ampliar

A falta de respeito pelos limites da Natureza em suportar as agressões e intervenções indevidas, tem gerado tragédias de grandes proporções.

Não é de hoje que os especialistas em questões climáticas / ambientais vêm alertando para o fenômeno de chuvas concentradas, ou seja, a quantidade de chuva que se espera ao longo de um determinado período, acaba por não ocorrer de forma distribuída, gerando um período de estiagem, ao qual se segue uma precipitação volumosa e duradoura, que ultrapassa a capacidade do terreno de se manter seguro, mesmo que haja cobertura vegetal, ela não é capaz de evitar o deslizamento.

Intervenções indevidas, clandestinas e construções em área de risco, são outro componente das tragédias. Nas áreas pobres é a ocupação de morros com suas construções precárias, nas áreas nobres é a invasão de encostas com suas mansões e casas de porte. Uma e outra interferem no equilíbrio da natureza, provocam desmatamento e os desvios de curso d’água são freqüentes. Cedo ou tarde a “casa cai”.

A tragédia de Angra dos Reis e particularmente da Pousada Sankay em Ilha Grande, ainda depende de uma avaliação criteriosa das causas, no momento os esforços estão concentrados nas buscas e remoção dos escombros, o trabalho prossegue com as equipes sendo reforçadas, inclusive com cães farejadores da Polícia. É uma árdua tarefa com previsão de longa duração e sofrimento inevitável nesse momento.

Espalhado por São Paulo e também Minas Gerais, além de Rio de Janeiro, o drama das enchentes e deslizamentos nos mostra que há algo de muito errado no comportamento do “homem” em relação à natureza e o meio-ambiente. Ou nós mudamos isso, ou os “números” da tragédia serão cada vez mais altos e doloridos.

Rio de Janeiro: 51 Mortos
Juiz de Fora: 3 Mortos
São Paulo: 7 Mortos

Números que provavelmente já estão desatualizados.




Baixada Fluminense - Rio de Janeiro - O sofrimento de sempre.


(Foto O Dia)


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5 comentários:

Dora Regina disse...

Concordo com você Bond, enquanto o homem não respeitar a natureza, ou seja, a criação de Deus, vamos deparar contantemente com essas catástrofes. Infelizmente acontecem em datas marcantes.
Abraços...

Anônimo disse...

A natureza é assim mesmo. A nossa incapacidade de prever, onde, quando e como tudo vai acontecer é que causa todos estes transtornos. Devem existir equipamentos capazes de monitorar estes fenômenos, com antecedência, para que as autoridades competentes possam avisar às pessoas sobre o risco iminente. Se existem detectores de terremotos e furacões, como não há detectores de tromba d'água?? O prefeito Eduardo Paes, ao invés de gastar nosso dinheiro com caciques para desviar chuvas, deveria gastá-lo em equipamentos deste tipo.

Anônimo disse...

A natureza é assim, não manda recado! Se o ser humano souber conviver com ela harmoniosamente ela também retribui da mesma forma. Atraz dessa natureza paradisíaca sempre viveram indígenas, pescadores, caiçaras e navegantes que souberam apreciá-la e respeitá-la. Mas onde há flores também há espinhos. É preciso ter bom senso para se estar seguro e saber evitá-los com inteligência.

Anônimo disse...

Concordo plenamente.É um absurdo o que o homem faz com a natureza. Aquilo que DEUS criou para nós mesmos.Depois não adianta chorar o leite derramado!!!Desculpe dizer mas o homem é hipocrita!!Temos que mudar o modo de agir e viver.

Anônimo disse...

Concordo plenamente. A falta de respeito com a natureza gera nestas tragédias,tem que haver uma mudança radical a respeito, se não vamos continuar sendo vitima de nós mesmos.