terça-feira, 21 de julho de 2009

O BRASIL DÁ A VOLTA POR CIMA APESAR DE TUDO

É preciso gerar empregos. Trabalho e renda dão dignidade e significam o verdadeiro indicador de que uma economia vai bem.

O Brasil está começando a sair da crise econômica/moral que vem abalando o mundo desde o último trimestre de 2008 quando ela explodiu, e veio à tona a forma irresponsável e vergonhosa com que especuladores e agiotas transformaram operações financeiras em jogo de azar e trataram economias de pessoas e empresas como se fosse dinheiro aplicado em mesas de cassino. Wall Street e tudo o que ela representa se mostraram definitivamente como um modelo a não ser seguido.

O país vinha bem, com indicadores sólidos, inflação sob controle, saldo na balança comercial devido sua boa base de exportação, dívida externa em decréscimo, superávit primário que permitiu em algumas oportunidades pagar além dos juros da dívida interna, até o montante do principal, reservas em dólar da ordem de U$ 200 bilhões e o melhor e principal indicador de uma economia, gerando muitos empregos.

A crise ainda é grave, as várias medidas tomadas por governos dos principais países interromperam apenas a queda livre em que empresas e bancos, além das finanças dos próprios governos se encontravam.


É preciso retomar o crescimento e resolver os graves problemas do país como os baixos níveis de educação, a saúde pública deficiente, a insegurança e a injustiça com os aposentados.

Curiosamente o Brasil, ao contrário de outras crises financeiras internacionais, está passando por essa de uma forma menos dramática e apresentando um quadro menos sombrio. Não houve descontrole da inflação ou de preços, as exportações embora tenham reduzido o ritmo estão se mantendo, nenhum banco, montadora de automóveis, ou empresa imobiliária precisou ser estatizada ou socorrida para não decretar falência. Parece que o sistema de regulação “tupiniquim” funcionou, enquanto que o TIO SAM, bobeou, não viu nada e quando deu pelo problema já era tarde.

Economistas do mundo todo, e alguns do Brasil, exceto os que fazem oposição sistemática e são incapazes de admitir que o governo do Presidente Lula, soube surfar na maré favorável da economia e se manter, equilibrado na prancha quando a “marolinha” virou maremoto, apontam algumas das razões para que o Brasil consiga em pouco tempo retomar o bom caminho, e continuar a tentar fazer justiça ao seu povo, melhorando as condições de vida insatisfatórias que ainda temos.

O Governo acertou em cheio quando fez com que os Bancos oficiais reduzissem os juros e aumentassem o crédito e linhas de financiamento. Banco do Brasil c Caixa Econômica continuam sólidos e dando bons lucros aos seus acionistas.

As razões são: Os programas sociais que não sofreram interrupção, pelo contrário estão em expansão e garantindo o acesso dos mais pobres ao mercado interno comprando alimentos e roupas, a autonomia do Banco Central, o colchão de liquidez das reservas cambiais, a queda dos juros cobrados pelos bancos oficiais como Caixa Econômica e Banco do Brasil, o aumento do salário mínimo e as medidas de desoneração, que incentivaram setores que tem grande peso na questão do emprego.

Os países que tinham economia totalmente aberta como Irlanda, se arrebentaram, outros em que a economia tem a presença do Estado e uma regulação mais sólida, Brasil e Canadá, estão melhores. Só poderemos, porém, comemorar alguma coisa, quando o nível de emprego (que já está melhorando) voltar ao ritmo de 2008, pois é isso que dá o combustível necessário para o país se desenvolver, com dignidade e justiça.



Os "Capitalistas Selvagens", "Banca de agiotas e especuladores", ou para ser mais educado, os "incompetentes" dos operadores do mercado internacional, fizeram um estrago enorme na economia mundial. A maioria deles porém se saiu bem, foram para casa levando polpudo Bônus, o ônus do desemprego é que foi distribuído para os trabalhadores do mundo todo.

Um comentário:

Vincent van Blogh disse...

Olá Bond,

Você tem razão quando diz que esta crise, ao contrário das anteriores, aqui se apresentou de forma bem menos dramática que alhures. E não foi por que esta crise lá fora tenha sido mais amena, não. Muito pelo contrário.

Se dessa vez sofremos menos foi por que dessa vez estávamos bem mais resistentes do que em passado não muito distante.

E dizer que infelizmente, houve, e ainda há, gente que torceu contra.

Que os que torceram contra se arrependam por toda a eternidade, Bond.

Dizem, com muita sabedoria, que a inveja é uma m...