SUPREMA IGNORÂNCIA - A INQUISIÇÃO É LOGO ALI !
Lamentável a decisão do Juiz Federal Eugênio Rosa de Araújo da 17a. VARA FEDERAL do Rio de Janeiro, ao negar o pedido do Ministério Público Federal para que 15 VÍDEOS ofensivos, insultuosos e desprovidos de base e conhecimento sobre o que são de fato a UMBANDA e o Candomblé, fossem retirados de exibição.
Sua excelência não só extrapolou os limites do absurdo, e para além do desconhecimento do que seja o significado de RELIGIÃO, chancelou o direito de ofender, atacar, ridicularizar, estigmatizar, as manifestações de outra natureza de credo e crença. Pelo entendimento FRIO E IMEDIATO do que o excelentíssimo juiz SENTENCIOU, só tem direito ao DEVIDO RESPEITO, as religiões que ele entende terem um calhamaço impresso de ritos e regras, além de uma visão de DEUS único.

O mais grave, não é o juiz desconsiderar a UMBANDA e o CANDOMBLÉ como religião, visto que a opinião dele, não passa disso, é só a opinião dele, e não tem nesse sentido a menor importância, mas sim, ele admitir a ofensa e o achincalhe como coisas legítimas e toleráveis.
Fica então subentendido, que se postado na INTERNET um VÍDEO demonizando e ridicularizando as pessoas sem crença - ateus - agnósticos - sua excelência também, caso lhe caiba decidir, considerará isso, apenas a 'livre expressão do pensamento'.
CABE AQUI, mais do que nunca, a famosa MÁXIMA, que retrata bem o que é a JUSTIÇA dos HOMENS: "O JUIZ PENSA QUE É DEUS, E O DESEMBARGADOR TEM CERTEZA QUE É".
Redação BONDeblog
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Decisão da Justiça sobre cultos afro-brasileiros surpreende até frei e pastor
Comissão de Combate à Intolerância Religiosa planeja protesto contra posicionamento de juiz
Rio - A indignação de religiosos de diferentes cultos contra a decisão do juiz federal Eugênio Rosa de Araújo vai engrossar o protesto planejado pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa. Representantes católicos já estão garantidos.
O frei franciscano David Raimundo dos Santos diz que o magistrado demonstrou desconhecer as religiões afro-brasileiras. “A definição de religião que o juiz tem na cabeça revela total desconhecimento das teses teológicas”. Ele avalia que o texto justifica a mobilização dos adeptos do candomblé e umbanda. “Caso os membros das religiões afro façam protestos, terão o apoio de nós, católicos”, afirmou o frei.
Os adeptos das religiões afro-brasileiras, que lutam há tempos para garantir respeito à sua fé, sofreram duro golpe na Justiça. Uma decisão do juiz Eugênio Rosa de Araújo, da 17ª Vara Federal do Rio, considerou que a umbanda e o candomblé não são manifestações religiosas. O posicionamento gerou revolta e um protesto está sendo programado.
O texto polêmico é do dia 28 de abril, quando o juiz negou liminar de uma ação proposta pelo Ministério Público Federal que pedia a retirada da internet de 15 vídeos tidos como ofensivos às crenças de matriz africana. “As manifestações religiosas afro-brasileiras não se constituem em religiões”, escreveu. O magistrado considerou que os vídeos apenas manifestavam a livre expressão de opinião. O MPF recorreu contra a decisão.
Em outro trecho, opinou que cultos afro “não contêm os traços necessários de uma religião, a saber, um texto-base (Corão, Bíblia etc) ausência de estrutura hierárquica e de um Deus a ser venerado”. Isso revoltou os seguidores dessas crenças.
Fotos não constam da matéria original
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