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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

SAÚDE NA UTI - UPAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO TEM ATENDIMENTO DEVAGAR QUASE PARANDO

É GRAVE A CRISE E QUEM PAGA A CONTA É O CIDADÃO !

O RJ/TV PRIMEIRA EDIÇÃO - ou BOM DIA RIO - como queiram, apresentou uma reportagem na manhã de hoje, que revela a situação preocupante da SAÚDE PÚBLICA no Estado do Rio de Janeiro.

No âmbito federal, o HOSPITAL do FUNDÃO está reduzindo INTERNAÇÕES E CIRURGIAS ELETIVAS.

Já no âmbito do governo do Estado, o IECAC - Instituto de Cardiologia, está praticamente PARADO, visto que os TERCEIRIZADOS não recebem seus salários, e assim, serviço de LIMPEZA e de COZINHA não estão funcionando.

O RIO-IMAGEM está quase fechado, e não marca novos exames. Os que já estão agendados são realizados a duras penas.

ATÉ as UPAS estão no meio da crise. Muitas delas na CIDADE do Rio, todas administradas por OSs ou ONGs, nesse modelo de PRIVATIZAÇÃO DISFARÇADA, mandaram os funcionários selecionar os pacientes. Só atender casos graves.

Mas este não é o perfil das UPAS. Elas existem para atender os casos de menor e média gravidade, desafogando os GRANDES HOSPITAIS / EMERGÊNCIAS. Se as UPAS não atendem o paciente HIPERTENSO, ou quem está com VÔMITOS por uma indisposição alimentar, vai atender quem ?

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

CÂNCER DE PRÓSTATA E A LEI SANCIONADA PELA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF



Conseguir marcar uma consulta com UROLOGISTA no Serviço Público não é...CONTINUE LENDO

quinta-feira, 1 de maio de 2014

CFM X DILMA ROUSSEFF - POLÊMICA QUE NÃO RESOLVE NADA

A presidente Dilma, não sei com que intenção, e ressalvado se disse mesmo o que a matéria apresenta, perdeu boa oportunidade de ficar calada, ou de dar um enfoque mais feliz à sua fala com jornalistas esportivos. E nem é que ela não tenha razão ao afirmar que os médicos cubanos tem uma forma de tratar os pacientes, muito mais atenciosa e calma. É que isso, a declaração da presidente, não contribui em nada para melhorar o canal de diálogo com os médicos, nem ajuda na resolução dos problemas da saúde pública do Brasil.

Quanto ao CFM, querer negar que o atendimento por parte dos médico brasileiros no SUS, é corrido, que os pacientes mal tem tempo de expor suas queixas, que esperam horas pelo atendimento para depois ser despachado em poucos minutos, e que passamos sim, por uma crise na relação médico-paciente, (inclusive nos que são atendidos em consultórios via plano de saúde) é tentar tapar o sol com a peneira. E que fique registrado que a presidente, pelo que a matéria apresenta, não questionou a competência dos médicos brasileiros, que estão entre os melhores do mundo.

A SAÚDE PÚBLICA vai mal, e não é de hoje que isso ocorre, visto que o DESMONTE começou bem lá atrás, em governos de SARNEY - COLLOR, aprofundado por FHC. Só que, se tem uma questão básica em que o governo Lula e o governo Dilma não conseguiram grandes resultados, é na questão da saúde, no que toca exatamente essa do ATENDIMENTO de URGÊNCIA / EMERGÊNCIA / PRONTO ATENDIMENTO e consultas ambulatoriais. Ainda que se afirme que grande parte disso tudo é competência dos governos dos Estados e Municípios, nesse aspecto, de melhorar o atendimento, a parte do governo federal não vem sendo feita de forma positiva o bastante. Melhoramos muito em certos programas específicos, vacinação, equipamentos, mas...

No Rio de Janeiro, por exemplo, está aí o Hospital do Andaraí, para comprovar o que afirmo.

Diversas vezes já escrevi aqui, que não há solução para a saúde publica enquanto não houver um grande pacto nacional, para que via concurso público, servidores da saúde sejam ESTATUTÁRIOS, com plano de carreira e salários dignos. Não há solução, sem se melhorar e muito a qualidade do ensino nos cursos de Medicina e demais profissões da área de saúde, sem aperfeiçoar a Residência Médica e o regime de INTERNATO. NÃO SAIREMOS da situação em que estamos, sem que o CORPORATIVISMO que tira toda a responsabilidade dos profissionais e tenta jogar no governo a culpa por tudo que está errado ou não funcionando de forma satisfatória, seja abolido por conselhos e entidades de classe.

É lamentável dizer, mas, muitos médicos atendem mal sim, são grosseiros, arrogantes, sem nenhuma sensibilidade e tato para tratar com a população. Faltam, chegam tarde, saem cedo, deixam de atender adequadamente, borram receitas com letras que ninguém consegue ler, acompanhadas de explicações insuficientes, pouco claras e numa linguagem inacessível para a população, e isso não tem obrigatoriamente relação com salário ou com as condições em que exercem sua atividade.

E forçoso ainda dizer que, a vinda dos médicos cubanos foi positiva, está conseguindo levar a uma expressiva fatia da nossa população o atendimento que ela não recebia, e os médicos brasileiros sabem que não estão sendo em nada prejudicados por esse PROGRAMA.

Quem sabe, já passou da hora do governo e dos médicos, além dos demais profissionais de saúde, encontrarem um caminho para dialogar, visando enfrentar os graves problemas da saúde, que não terão solução enquanto ânimos acirrados e jogo de empurra de culpas, for o tipo de conduta adotado pelas partes

Redação BONDeblog

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CFM diz que declaração de Dilma sobre cubanos é agressão a médicos brasileiros
Em jantar com jornalistas esportivos na segunda-feira, a presidente elogiou o tratamento dos profissionais cubanos, definindo-o como mais 'humano'
01 de maio de 2014


BRASÍLIA - O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou nota nesta quinta-feira, feriado

sábado, 21 de dezembro de 2013

SAÚDE PÚBLICA NO MUNICÍPIO DO RIO É UMA VERGONHA - CRIAÇÃO DA EMPRESA RIO SAÚDE É UM ESCÂNDALO


Esse moço só pensa em cimento - Não há luz no fim do túnel da saúde pública do Rio de Janeiro.

A empresa RIO SAÚDE - Que já está sendo chamada de COMLURB da Saúde Pública - É só mais uma catástrofe, dentro da série de catástrofes que a SAÚDE PÚBLICA vive na administração de Eduardo Paes. Simplesmente esse senhor prefeito, em parceria com os médicos que comandam a SMS, desmontou o que ainda restava de estrutura de funcionamento. Várias absurdos foram cometidos, e, por conta deles, a carência de RH ficou ainda mais grave. Curioso é que, quando falta médico no plantão, todo mundo é responsabilizado por isso, até criminalmente, mas, quando essa falta é por exclusiva incompetência e descaso das autoridades, não acontece nada.21/12/2013 

Prefeitura volta atrás e suspende consultoria na saúde 

Eduardo Paes desiste de fazer licitação para contratar, por R$ 8,5 milhões, empresa que ajudaria a criar mais um órgão público, o Rio Saúde 
CHRISTINA NASCIMENTO 

O DIA - Rio - A prefeitura informou nesta sexta-feira que decidiu suspender a licitação de R$ 8,5 milhões para contratar consultoria técnica que criaria a empresa pública Rio Saúde. O valor gastos na montagem da estrutura e contratação de funcionários para o novo órgão é uma ‘caixa-preta’, já que não foram revelados pelo município. Nem mesmo o projeto de lei do Executivo, aprovado pela Câmara de Vereadores e que deu origem à empresa, detalha esses números. 

A suspensão momentânea atende a uma recomendação do Tribunal de Contas do Município (TCM), que questionou o modelo de pregão para fazer a licitação. A concorrência deveria ter ocorrido na quinta-feira. De acordo com a Secretaria da Casa Civil, ainda não há nova data marcada. O valor da licitação, divulgado nesta sexta-feira pelo DIA , será usado para contratar serviços de consultoria técnica para a Secretaria Municipal de Saúde, além de 13 profissionais de diferentes formações e experiências profissionais para ajudar na elaboração do escopo da empresa pública. 

O vereador Paulo Pinheiro (Psol), que foi contrário ao projeto, questionou vários itens do edital para a aquisição da consultoria para Rio Saúde. Um dos pontos controversos, segundo ele, é que o documento define que a contratada pela Prefeitura deverá realizar pesquisa ‘para entender os valores que norteiam a percepção de saúde dos usuários do sistema municipal’. “Como a prefeitura não sabe o que deseja a população que usa as unidades de saúde? Isso é um absurdo. Quer dizer que vão gastar dinheiro público para descobrir o que os usuários do sistema pensam?”, questionou o vereador. 

O Psol entrou na Justiça pedindo a anulação da lei que criou a empresa pública. O projeto do Executivo foi aprovado na Câmara por 31 votos a 12. O trabalho de consultoria deverá durar cerca de seis meses. A Secretaria Municipal da Casa Civil informou que fará um concurso público em março para formar o quadro de funcionários da nova empresa. Os aprovados serão contratado por regime de CLT (Consolidação das Leis do Trabalho. No entanto, eles não souberam dizer quantas pessoas serão selecionadas. Também não há definição sobre onde vai funcionar a Rio Saúde. 

Entre suas funções, o novo órgão terá de executar e prestar serviços de saúde, gerir as unidades de atendimento, oferecer capacitação e treinamento e celebrar contratos, convênios ou termos de parceria com vistas à realização de suas atividades. A empresa não vai acabar com o sistema de gerência por Organizações Sociais (OSs), que hoje gere centenas de unidades de saúde. 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

SAÚDE PÚBLICA É O "CALCANHAR DE AQUILES" DO PT - HOSPITAL DO ANDARAÍ EM FRANGALHOS


A SAÚDE PÚBLICA continua sendo o calcanhar de aquiles do PT na administração e comando do Brasil. Lula e Dilma conseguiram melhorar algumas partes específicas desse segmento. Ampliaram a oferta de remédios, investiram em cobertura de vacina, implantaram programas para melhor atender pacientes com câncer e doenças crônicas. O MAIS MÉDICOS foi uma atitude corajosa e necessária, para oferecer atendimento em regiões do país onde os nossos médicos nunca quiseram estar.

Entretanto, quanto ao atendimento hospitalar, a oferta de EMERGÊNCIAS e CIRURGIAS, a manutenção das UNIDADES FEDERAIS e até das que integram complexos ligados as UNIVERSIDADES, há uma decepção enorme. Falta um Plano de Carreira, falta salário e falta condição de trabalho. Leitos foram fechados e muitos profissionais experientes deixaram o serviço público. Médicos recém-formados não mostram interesse em fazer carreira no Serviço Público. 

O governo federal, no que é seguido pelos governos de estados e municípios, vem de forma continuada e prejudicial para a saúde pública, suprimindo os concursos. O que se vê, é uma política voltada para acabar com o servidor ESTATUTÁRIO. Querem implantar o regime de CLT ou de TERCEIRIZADOS, o que é grave.

Nessa direção, o PT contraria uma de suas bandeiras e cai no COLO dos que defendem a privatização da SAÚDE. A população é quem sofre as consequências.

Profissionais de saúde protestam no Hospital Federal do Andaraí
17/12/2013 -
Saúde - 
Da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Pelo menos 100 profissionais de saúde de hospitais federais da capital, entre eles médicos e enfermeiros, fizeram hoje (17) uma manifestação em frente ao Hospital Federal do Andaraí, na zona norte, por melhores condições de trabalho.

Os manifestantes estenderam uma faixa com mais de 10 metros de comprimento no prédio do hospital com a frase "SOS Andaraí". A Rua Gastão Penalva, que dá acesso ao hospital, foi interditada por policiais militares o que complicou o trânsito no entorno do bairro e atrapalhou quem tentava chegar à unidade de saúde.

De acordo com o presidente do corpo clínico do hospital, Cláudio Pimenta Moraes, a unidade de saúde vem sofrendo com a falta de material hospitalar, com a área de emergência saturada, pacientes atendidos nos corredores, elevadores quebrados e obras interrompidas. "Nós estamos diante de uma situação calamitosa. A emergência está funcionando de maneira precária e temporária, em uma região de ambulatório com dois anexos que foram construídos para tentar resolver o problema”, ressaltou.

O médico também informou que a paralisação de hoje afetou as cirurgias de rotina e os ambulatórios, mas o atendimento do setor de emergência funcionou normalmente. "Estamos tentando chamar a atenção da sociedade para esse crime que está sendo cometido contra a saúde da nossa cidade. Queremos movimentar os profissionais e chamar a atenção para a falta de ação da estrutura pública e isso só prejudica a população" concluiu.

O presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremerj), Sidnei Ferreira, defendeu a necessidade de novos concursos em caráter emergencial para a contratação de médicos e enfermeiros, com o objetivo de atender a demanda da população. Segundo ele, os problemas que os hospitais enfrentam são crônicos e amplamente denunciados. Ferreira disse que o fato é conhecido do Ministério da Saúde. “Somente com pessoal qualificado e obras sérias de infraestrutura reverteremos esse quadro".

Até o fechamento dessa matéria, o Ministério da Saúde e a direção do Hospital do Andaraí não haviam se pronunciado sobre o assunto.

Edição: Marcos Chagas
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir as matérias, é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil

domingo, 1 de dezembro de 2013

MAIS MÉDICOS - O JEITO HUMANO DO DR. CUBANO SER - É NISSO QUE ESTÁ O MEDO DOS MÉDICOS BRASILEIROS ?

30/11/2013 - SAÚDE PÚBLICA / POLÍTICA


OBRIGADO DOUTOR - Julio Cesar Naranjo

Tem quem pense que Medicina é Tomógrafo ou TUBO. Medicina é acima de tudo a união do conhecimento técnico/científico, com um olhar por inteiro para o paciente, aplicando os modernos recursos, ou o conhecimento antigo da ausculta, exame físico e da "escuta", em benefício de quem está com a saúde em observação ou abalada.

No Brasil, temos ótimos profissionais, mas, a parte humana da "HISTÓRIA" vem sendo relegada a um segundo plano. Chega-se ao ponto de ter médicos que não olham para o paciente, nem lhes dão tempo de falar. Convém observar o jeito dos médicos cubanos. Convém ainda registrar o modo de pensar em relação à remuneração e ao valor que dão em poder contribuir para que a maior parte do salário que recebem, ser utilizado na saúde pública do seu país de origem. Não são escravos, como alguns afirmam. Recebem aqui em nosso país, um salário muito melhor do que em seu país.

Deixemos de lado essa questão puramente preconceituosa e classista, vamos aprender com os Cubanos o que eles tem para nos ensinar. Por certo, eles tem também o que aprender com os profissionais de saúde do Brasil. Quem ganha é a população brasileira.

Cubanos trazem uma nova forma de fazer Medicina
Médicos fazem exames e surpreendem pacientes e profissionais
CHRISTINA NASCIMENTO


Rio - É quase impossível não estranhar quando se ouve de Julio Cesar Nunez Naranjo, 46 anos, o valor que recebe por mês em Cuba. “Cerca de 30 dólares (quase R$ 70). É uma boa remuneração”, diz o médico, em um compreensível ‘portunhol’, após atender uma mãe e um bebê no Centro Municipal de Saúde de Vila do Céu, em Campo Grande. Mas a relação com o dinheiro não é a única diferença na comparação com os médicos brasileiros. 


A chegada dele à unidade já provocou mudança no comportamento de outros profissionais. E a explicação está na formação acadêmica: a medicina cubana incentiva laços mais estreitos com os pacientes. “Os médicos que vêm de fora colhem material para preventivo. Alguns não faziam isso. Mandavam sempre a enfermeira. Já ouvi muitos dizendo que agora vão fazer o procedimento”, conta uma funcionária da unidade. 


A sensação térmica em Vila do Céu era de 40 graus na quinta-feira, quando Julio recebeu O DIA no consultório. Do bolso, ele tira um lenço para enxugar o suor no rosto. Apesar do ar condicionado, o calor é quase insuportável. Uma realidade que não assusta quem tem no currículo experiências no Haiti, onde o atendimento era feito em postos sem ventilação ou qualquer iluminação.

“Ficamos quase dois meses sem o médico de família. A ajuda vinha da enfermeira, que acompanhava o peso da neném. Estava preocupada com o desenvolvimento dela”, avalia Raquel. A mãe disse não se importar com a consulta auxiliada por uma enfermeira tradutora. “Quero alguém para me atender. Não importa de onde venha”. 

Dos R$ 10 mil que o governo brasileiro vai passar para a Organização Pan-Americana de Saúde, referentes ao trabalho dos cubanos, Julio e sua família vão ficar com cerca de R$ 2,3 mil. O restante é retido por Cuba, que durante os três anos que os médicos vão ficar aqui continuará depositando o salário deles. “O que vai para lá será reinvestido na área de saúde. Não é para mim. É para todo mundo”, explica Julio, sem se mostrar incomodado.

Cidade que mais avançou 

A chegada de 70 médicos estrangeiros, sendo 65 vindos de Cuba, vai elevar o Rio ao patamar de cidade que mais avançou a curto prazo em cobertura de saúde da família. A partir de amanhã, o cadastro de controle da Secretaria Municipal de Saúde passa a registrar mais 300 mil cariocas com atendimento monitorado pelo programa. Com isso, serão, no total, 2,83 milhões de pessoas monitoradas pelos postos de saúde e Clínicas da Família. Com o reforço vindo de outros países, esse percentual vai saltar dos atuais 41% para 45%. 


Até o momento, a prefeitura não tem registro de problemas com médicos estrangeiros. Pelo contrário. A aceitação tem superado as expectativas. Acostumada a atender em localidades de extrema miséria, em países como Honduras e Bolívia, Leonor Maria Pérez, 48, acha que a profissão é uma atividade humanitária. “Todo médico deveria trabalhar em regiões carentes. A gente estuda é para isso, para ajudar as pessoas”.


NOTA DO BLOG - Fica aqui registrado, o meu agradecimento e reconhecimento, também aos médicos brasileiros, que, são atenciosos e humanos, além de responsáveis e tecnicamente preparados. 

sábado, 23 de novembro de 2013

MÉDICA BRASILEIRA É QUEM ERRA AO ACUSAR COLEGA CUBANO - DISCRIMINAÇÃO SEM LIMITES

O Conselho Regional de Medicina da Bahia, deveria punir a médica que publicou na Internet uma receita / prescrição de médico cubano. apontando um erro que de fato, não existiu. Ainda que o erro tivesse existido, não podem médicos ficar postando na Internet documentos, receitas, laudos, expedidos por outros médicos, sejam eles brasileiros, cubanos ou tenham vindo de onde for.

Se a referida médica entendeu que o profissional cubano cometera um ERRO MÉDICO, deveria ter comunicado o fato ao CONSELHO, para que esse instaurasse um sindicância preliminar. Jamais poderia ter, pior que sem autorização da mãe da criança em questão que foi medicada corretamente, conforme esclarece a matéria, ter copiado e divulgado a referida receita.

Se este tipo de comportamento (exposição na internet) fosse adotado em relação aos médicos brasileiros que erram, ou aos que emitem receitas com letras ininteligíveis, deixando completamente desorientados os pacientes que saem dos consultórios, não haveria espaço nas REDES SOCIAIS. Os médicos brasileiros precisam parar de picuinha com os cubanos, e passar a lutar pelo que realmente está errado no nosso sistema de saúde, devendo começar, pela forma fria, indiferente, soberba e apressada com que tratam seus pacientes. Este tipo de comportamento inadequado não é regra, mas, acontece em número suficiente para deixar a classe 'muito mal na foto'.


Médica tenta desmoralizar colega cubano na Bahia
Prescrição correta foi parar na Internet como erro


Os médicos cubanos continuam sendo alvo de discriminação por parte de seus colegas brasileiros. Na semana passada, em Feira de Santana, interior da Bahia, um médico cubano, do Programa Mais Médicos, receitou 40 gotas diárias de dipirona para o filho de um ano da diarista Gilmara Santos. O médico explicou a ela que a dosagem não era para ser ministrada de uma só vez e sim ao longo do dia e desde que a criança sentisse dor. Diferente dos médicos brasileiros que fracionam a medicação, os cubanos adotam a prescrição da quantidade total por dia. Essa metodologia, no entanto, não confundiu Gilmara que ministrou corretamente o remédio ao filho.

Apesar do bom atendimento que seu filho teve, a diarista ao retornar ao posto para uma nova consulta foi atendida por uma médica. Gilmara explicou que estava com a receita do médico cubano e mostrou para a médica que estava lhe atendendo naquele momento. Sem permissão da diarista e aproveitando o fato da medicação ter sido prescrita de forma diferente da que os médicos brasileiros usam normalmente, a médica copiou a receita e postou na Internet como se fosse um erro de seu colega cubano.

“Acho que foi falta de ética dela”, criticou a diarista explicando que seu filho teve um excelente atendimento pelo médico cubano e ressaltou que em muitas consultas com médicos brasileiros eles sequer olham para o paciente. Gilmara afirmou que a prescrição foi explicada a ela com todos os detalhes e em nenhum momento ela deu ao filho as 40 gotas de uma só vez.

A atitude da médica ao postar a receita na Internet, criticada pela própria diarista, provocou o afastamento do médico cubano. Ela teve ainda ajuda de um vereador de Feira de Santana que, num ímpeto nacionalista, denunciou, sem razão, o médico cubano. Após os esclarecimentos sobre a forma de prescrição, o médico voltará ao trabalho na próxima segunda-feira (25/11). O caso, no entanto, representa um novo constrangimento aos profissionais cubanos.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

DIA NACIONAL DE COMBATE À DENGUE PASSOU EM BRANCO NO RIO DE JANEIRO


É uma vergonha a forma irresponsável como as autoridades (em todas as três esferas de governo) tratam a questão da DENGUE. Basta o número de óbitos cair um pouquinho para que o trabalho de prevenção e conscientização sofra um brutal relaxamento. Prova de que as autoridades nem estão aí para o problema, é que ontem, DIA NACIONAL DE COMBATE À DENGUE, não houve nenhuma mobilização, nenhuma ação e nem anúncio de alguma ação futura. Quando começaram a pipocar os casos e as mortes na virada 2013/2014, aí eles se movimentam, e instalam as "famosas e caras tendas de hidratação". 

Dia Nacional de Combate à Dengue sem ações preventivas no Rio

No Dia Nacional de Combate à Dengue, celebrado nesta terça-feira (05), seguindo o calendário do Ministério da Saúde, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) não realizou nenhuma ação de conscientização ou prevenção da doença. A postura do órgão representa o retrato da omissão do governo em garantir que este verão tenha uma incidência menor do mosquito transmissor entre a população carioca, que todo ano sofre com os surtos da doença.

Durante o resto do ano não deve ser diferente. Também questionada sobre as ações previstas no combate à dengue, a SMS não informou um cronograma de medidas preventivas nem se a rede municipal está se preparando adequadamente para atender os milhares de possíveis infectados durante os picos de dengue.

Para o médico clínico Eraldo Bulhões, que pesquisa a doença há mais de 30 anos, os investimentos são poucos, tanto no controle dos locais de proliferação do mosquito, quanto na educação da população. "No Rio, a doença já tem território garantido nas lajes e nas carcaças de automóveis. Não tem política para controlar isso, esses lugares abandonados. O ensino da doença é desencontrado, inclusive nas escolas, e não se aprofunda a questão, o trabalho realizado hoje não tem fundamento cientifico", critica.

Ainda segundo o médico, o governo tem que assumir as responsabilidades do contágio, e não culpar a população. "É uma irresponsabilidade culpar o cidadão, se não tem política [de prevenção]. O governo culpa a dona de casa, o vizinho, e não tem medidas preventivas efetivas, não tem controle nenhum, não tem estrutura, e é sempre culpa da população", completa.

Eraldo também prevê um surto de epidemia no primeiro semestre do ano que vem, entre fevereiro e maio, época favorável para a proliferação do mosquito aedes aegypti. O especialista prevê mais de 200 mortes entre jovens no período, apenas na cidade do Rio.

Já o pesquisador Ricardo Lourenço, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), tem uma visão mais otimista da gestão de saúde em relação ao controle da doença, mas assume que a situação não é perfeita. "Há um certo investimento em relação ao controle da doença, existe um programa nacional de controle da dengue, e o município tem que seguir essa orientação de um comitê nacional. Existe financiamentos federais à pesquisa de estudos da doença, é lógico que poderia ser melhor, mas dentro das possibilidades do país, o quadro é bom", revela, levando em conta os incentivos federais.

Para ele, as ações do governo são essenciais, mas a população também tem que fazer a sua parte. "Trata-se de uma doença exclusivamente vetorial, com grande ligação com o ambiente da casa, em que o homem vive, e essa questão do controle também depende da ação do cidadão", defende.

Sintomas e tratamento

A dengue é uma doença viral transmitida pelo seu principal vetor, o mosquito Aedes aegypti, que se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais. O vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. A apresentação clínica da dengue pode ser dividida em dois tipos, de acordo com o Ministério da Saúde: a dengue clássica e a dengue hemorrágica. Ambas apresentam sintomas, geralmente após 3 dias de contágio, como febre alta com início súbito, forte dor de cabeça, dor atrás dos olhos, perda do paladar e apetite, manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores, náuseas e vômitos, tonturas, cansaço, dor no corpo, nos ossos e articulações.

A diferença da dengue hemorrágica consiste nos sintomas que surgem no momento que a febre cessa, como dores abdominais fortes e contínuas, vômitos persistentes, pele pálida, fria e úmida, sangramento pelo nariz, boca e gengivas, manchas vermelhas na pele, sonolência, agitação e confusão mental, sede excessiva e boca seca, pulso rápido e fraco, dificuldade respiratória e perda de consciência.

Não há tratamento específico, e a recomendação essencial é combater a desidratação, como recomenda Eraldo Bulhões. Para ele, a cura da doença está na hidratação intensiva do paciente e acredita que as políticas públicas deviam incluir a conscientização sobre a necessidade da hidratação e como fazê-la. "Para diminuir as mortes, é preciso curso intensivo e massificado do que é hidratação, nada disso é ensinado. O remédio é hidratar", finaliza.

Gabriella Azevedo

terça-feira, 5 de novembro de 2013

SUPREMO TRIBUNAL OBRIGA DUDU MALVADEZA A CUIDAR DA SAÚDE PÚBLICA NO RIO DE JANEIRO

SÓ O HOSPITAL SOUZA AGUIAR ? - O MINISTRO CELSO DE MELLO PRECISA SABER O QUE ACONTECE NO SALGADO FILHO E NO LOURENÇO JORGE.


Só mesmo a JUSTIÇA para obrigar o prefeito do Rio de Janeiro a se interessar pela saúde pública. DUDU MALVADEZA gosta muito de CIMENTO e de PAISAGEM, coisas que envolvam grandes obras, que sejam manchete nos JORNAIS e que acabem significando melhorias para a parte já muito rica da população. Eduardo Paes vem gradativamente destruindo a saúde pública, acabando com os servidores estatutários, contratando de forma precária e entregando rios de dinheiro para as ORGANIZAÇÕES SOCIAIS. A situação de RECURSOS HUMANOS nos Hospitais da Prefeitura é calamitosa. Mas atenção SENHOR MINISTRO. Não adianta mandar fazer CONCURSO PÚBLICO com o salário de fome que a PREFEITURA quer pagar. É preciso INTERPELAR O PREFEITO e fazer com que ele explique o motivo pelo qual paga salário de R$ 1.800,00 a um ESTATUTÁRIO e oferece R$ 10.000,00 para contratados (valores médios).

Ministro do STF manda Prefeitura do RJ melhorar atendimento no Souza Aguiar
Jornal do Brasil - Luiz Orlando Carneiro

Brasília - O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, em despacho divulgado nesta terça-feira (5/11), manteve a determinação de adoção de medidas para melhoria do atendimento no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Rio de Janeiro. A decisão foi proferida em recurso (agravo de instrumento) da Prefeitura do Rio de Janeiro que buscava invalidar decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro - confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça – para que fosse contratado pessoal para compor o quadro da área médica, mediante concurso público, e apressada a renovação de contratos de manutenção e compra de equipamentos, como forma de garantir o atendimento adequado no hospital.

Ao negar o recurso do Município do Rio de Janeiro, Celso de Mello afirma que a implementação de políticas públicas fundadas na Constituição Federal poderá ser excepcionalmente ordenada pelo Judiciário, caso os comandos constitucionais sejam descumpridos pelos órgãos estatais responsáveis pela omissão inconstitucional. Destacou, ainda, que não ignora a existência de limitações orçamentárias para a realização dos direitos sociais previstos constitucionalmente, mas observa que “a cláusula da ‘reserva do possível’ – ressalvada a ocorrência de justo motivo objetivamente aferível – não pode ser invocada, pelo Poder Público (inclusive pelo município), com a finalidade de exonerar-se, dolosamente, do cumprimento de suas obrigações constitucionais”.

Direito constitucional

Na conclusão do seu despacho, o ministro escreveu: “É indiscutível a primazia constitucional reconhecida à assistência à saúde (...). A ineficiência administrativa, o descaso governamental com direitos básicos do cidadão, a incapacidade de gerir os recursos públicos, a incompetência na adequada implementação da programação orçamentária em tema de saúde pública, a falta de visão política na justa percepção, pelo administrador, do enorme significado social de que se reveste a saúde dos cidadãos, a inoperância funcional dos gestores públicos na concretização das imposições constitucionais estabelecidas em favor das pessoas carentes não podem nem devem representar obstáculos à execução, pelo Poder Público, notadamente pelo Município (CF, art. 30, VII), das normas inscritas nos arts. 196 e 197 da Constituição da República, que traduzem e impõem, ao próprio Município, um inafastável dever de cumprimento obrigacional, sob pena de a ilegitimidade dessa inaceitável omissão governamental importar em grave vulneração a um direito fundamental da cidadania e que é, no contexto que ora se examina, o direito à saúde”. “Desse modo, entendo assistir razão aos acórdãos proferidos pelo E. Superior Tribunal de Justiça e pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro”.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

BONDEVÍDEO - MÉDICA DESCONTROLADA NÃO ATENDE CRIANÇA E TENTA AGREDIR PAI - ELA NÃO É CUBANA


A cada dia fica mais difícil a relação médico-paciente. Aumentam os atritos, os casos registrados de agressão, as queixas dos usuários diante do atendimento considerado incompleto, rápido demais, ou das negativas em atender, motivadas por "triagens" que direcionam os pacientes para outras unidades. Os profissionais por sua vez reclamam das condições de trabalho e dos salários ruins. 

No presente caso, a médica se mostra completamente descontrolada, nada no vídeo indica que ocorreu alguma situação que justifique tanta irritação e agressividade. Ao gritar que não se importa que chamem a polícia e que já esteve diversas vezes na Delegacia, a médica deixa no AR a sensação de que seus atritos com pacientes e responsáveis são constantes. Uma pena. E tudo indica que a Pediatra precisa urgentemente procurar atendimento médico ou psicológico.


 O caso ocorreu na noite do dia 21 de setembro de 2013 no Hospital Geral da Vila Penteado, na zona norte de São Paulo. O vídeo foi feito pelo pai de uma das pacientes e postado no YOUTUBE. A médica não teve o nome divulgado e a secretaria de saúde de São Paulo informou que vai apurar o fato. 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

JUSTIÇA MANDA CONSELHO DE MEDICINA FORNECER REGISTRO PARA OS MÉDICOS ESTRANGEIROS

RESPEITO PELA PESSOA, RESPEITO PELO PROFISSIONAL - É O QUE SE EXIGE PARA COM OS MÉDICOS ESTRANGEIROS QUE VÃO TRABALHAR NO BRASIL


E TRABALHAR NOS LOCAIS PARA ONDE OS BRASILEIROS NÃO QUEREM IR

Luciano Nascimento - Agência Brasil
Brasília – A Justiça Federal em Minas Gerais indeferiu hoje (28) o pedido do Conselho Regional de Medicina de Minas (CRM-MG) para que fosse desobrigado de fornecer o registro provisório para médicos estrangeiros que fazem parte do Programa Mais Médicos e não têm o diploma revalidado no Brasil.

No pedido, o CRM-MG argumentou que a não exigência da revalidação do diploma beneficiaria os médicos estrangeiros. Para a entidade, a contratação, sem a revalidação de diploma, fere a lei, pois criaria uma "categoria diferenciada de profissionais". O Conselho criticou a exigência de que os profissionais não trabalhem fora do Mais Médicos.


O juiz titular da 5ª Vara Federal da Seção Judiciária de Minas Gerais, João Batista Ribeiro, considerou que a medida provisória, que criou o Mais Médicos, define que o registro será provisório e com duração de três anos, para o exercício da medicina somente nas atividades do programa, e que negar o registro aos médicos intercambistas "causaria à administração o perigo da demora inverso, sob o aspecto de deixar ao desamparo cidadãos hipossuficientes das camadas mais pobres de nossa sociedade".

O juiz considerou que a ação do governo constitui uma "política pública de saúde da maior relevância social de sorte que o bem da vida, que está sob perigo real e concreto, deve ter primazia sobre todos os demais interesses juridicamente tutelados".

Para o magistrado, o pedido do CRM de negar o registro criaria uma "batalha" visando a preservação de uma reserva de mercado aos médicos formados em instituições de educação superior brasileiras ou com diploma revalidado no País, em que as vítimas, lamentavelmente, são os doentes e usuários dos órgãos do sistema público de saúde".

Edição: Beto Coura

sábado, 24 de agosto de 2013

MAIS MÉDICOS - ELES CHEGARAM - NENHUM ERRO MÉDICO PODE SER "ACOBERTADO"



Os profissionais médicos estrangeiros que estão chegando para trabalhar no Brasil, devem ser respeitados antes de tudo como pessoas que buscam de forma honesta uma oportunidade de trabalho. Não cabe a atitude de ameaças e tentativa de coação / intimidação. Aliás, vale lembrar que, todo erro médico, deve e precisa ser apurado, não cabendo pensar em denunciar os que possam ser cometidos pelos estrangeiros, e acobertar os que são cometidos por médicos brasileiros.

Foi essa infeliz impressão que deixou o Dr. JOÃO BATISTA GOMES, presidente do CRM-MG, quando se manifestou, segundo a imprensa, dizendo que vai orientar os médicos mineiros a _"Não socorrerem erros" de seus colegas estrangeiros - Não temos que dar cobertura a erro médico não legalizado. Não vamos encobrir um atendimento ruim de um suposto médico estrangeiro não regularizado" 

Ficou muito feio para o Dr. JOÃO, se é que ele disse mesmo isso. Deixou a impressão de que o CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DE MINAS GERAIS, acoberta e socorre, ERROS MÉDICOS E ATENDIMENTOS RUINS quando cometidos por médicos brasileiros.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

MAIS MÉDICOS - POPULAÇÃO APROVA VINDA DE PROFISSIONAIS ESTRANGEIROS - EM VÍDEO



O programa Mais Médicos, lançado em julho pelo governo federal, ganhou o apoio da população, especialmente daqueles que moram em regiões carentes. O programa tem o objetivo de melhorar o atendimento no SUS, principalmente com a ampliação do número de médicos nestas áreas. A reportagem do Jornal do Brasil percorreu hospitais públicos e postos de saúde do interior do Rio, indo a Nova Iguaçu e São João de Meriti, entre outras regiões, e constatou com os moradores locais a necessidade de mais profissionais de saúde.

Nota do Blog - Não assisti ao vídeo, pode ser que ele contenha até uma tendência que seja em todo ou parte contrário ao que penso do assunto. De qualquer modo, vale ouvir o que diz quem passa pelo problema da falta de atendimento médico e de saúde.

O Programa "MAIS MÉDICOS" tem, quando nada, a importância de colocar a questão da saúde pública em FOCO. Lembraram que o SUS existe, e que ele precisa melhorar. E expôs as falhas que existem, tanto por parte dos governos, quanto por parte dos médicos e suas ASSOCIAÇÕES E ÓRGÃOS DE CLASSE, além do ensino nas Faculdades e Universidades.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

GREVE DOS MÉDICOS - ENTRE O DIREITO DE PROTESTAR E O DEVER DE ATENDER


Essa moça, e essa frase, representam a "CULTURA" dos médicos brasileiros ?

Os Conselhos e as Associações de Classe, além dos Sindicatos que representam os médicos no Brasil, precisam orientar melhor os seus profissionais. Alguém tem que dizer a boa parte deles, que certas condutas públicas e outras em ambiente fechado são atentatórias à Ética Médica e, portanto, passíveis de punição.

Nem vamos falar aqui de conduta humana e respeitosa à figura do paciente, visto que aí entraremos no terreno do foro íntimo da cada um, e, sendo "o coração, terra que ninguém anda", só se pode exigir mesmo é o cumprimento de obrigações, posturas e atos legais, consagrados e devidamente estipulados nos protocolos, resoluções e normas administrativas.

Assim, assinar o ponto e ir embora é FALTA GRAVE. Assim, se negar à anestesiar paciente para que a CIRURGIA possa ser realizada é IMPRUDÊNCIA, IMPERÍCIA E NEGLIGÊNCIA, visto que, quando o paciente tem condições cirúrgicas estáveis naquele momento, mas, por questões diversas, como IDADE, FATORES DE RISCO (DIABETES - HIPERTENSÃO), adiar sua cirurgia significa UM RISCO IMENSO de que ele não possa volta à mesa de cirurgia, É ATITUDE CRIMINOSA.

Ir para  às ruas com cartazes portando FRASES PRECONCEITUOSAS - RACISTAS - DEBOCHADAS - É UMA VERGONHA !!! O que se pode esperar de um profissional que mistura política com manifestação de escárnio por um defeito físico, fruto de uma amputação ?

Ontem, MÉDICOS ?? em Brasília, gritavam as seguintes palavras de ordem: " SOMOS CULTOS, SOMOS RICOS....o resto da frase não tem nenhuma importância, ou perdeu qualquer importância que pudesse ter, diante da pusilanimidade da inicial. Se são cultos e ricos, num país de maioria da população com baixa escolaridade e que tem como referência o salário mínimo, estão reclamando do que ? Que mensagem pretendem passar esses MÉDICOS ?? que alegam a sua superioridade cultural e financeira ? Acreditam que só por isso podem impor a sua vontade e a sua opinião ? Clamam contra à CORRUPÇÃO e o descaso com à SAÚDE PÚBLICA, mas, não existem centenas de MÉDICOS ?? envolvidos em desvios de dinheiro em hospitais ? Não são MÉDICOS ?? que dirigem HOSPITAIS e SECRETARIAS DE ESTADO, e por apego ao PODER e ao DINHEIRO DE GRATIFICAÇÕES DE CHEFIA vendem ao DIABO a própria ALMA, colocando em prática as medidas nefastas que os POLÍTICOS que governam lhe determinam ?

Como um cidadão que acordou às 5 horas da manhã, enfrentou uma estrada por 2 horas numa VAN superlotada, e veio para a sua consulta depois de esperar três meses por ela se sente, ao chegar para a consulta, com  aquela dor crônica, e ficar sabendo que não será atendido, visto que o DOUTOR está "DE GREVE". E se mais não lhe dizem, nem lhe explicam, ele que volte para casa e espere pela próxima remarcação de sua consulta. Até lá, ele que REZE, para que o pior não aconteça. 

Não estou aqui fazendo a apologia de que os MÉDICOS não podem e devem protestar, pelo contrário. Sempre achei que os médicos "por serem INSTRUÍDOS e melhor REMUNERADOS" tendo uma posição de destaque dentro da estrutura de saúde, deveriam atuar de forma mais forte para mudar essa realidade que aí temos. Mas, até para fazer paralisação, é preciso ter um mínimo de organização, um mínimo de respeito pelo paciente / cidadão, e um mínimo de compromisso com a ÉTICA. 

Existem, nesse momento, dois temas que são altamente complexos na área de MEDICINA  e Saúde Pública. O ATO MÉDICO e o PROGRAMA MAIS MÉDICOS. Imaginemos se o ATO MÉDICO passa, com as impropriedades que continha, e por conta disso as demais categorias resolvem FAZER GREVE. O Doutor vai atender, OPERAR, dar continuidade ao tratamento/ recuperação, de que forma, sem ENFERMAGEM, NUTRICIONISTA, FISIOTERAPEUTA...

Quanto ao PROGRAMA MAIS MÉDICO, ele está sendo objeto de debates, o próprio governo já sinalizou que pode aceitar mudanças e de que os ERROS nele contidos serão corrigidos.

Os dois temas podem de forma legitima e democrática, ser objeto de manifestação dos MÉDICOS, de ATOS que visem levar até à opinião pública o que os médicos defendem e pensam ser o correto e o justo, mas, de forma nenhuma podem ser utilizados para causar mais prejuízo, sofrimento e risco à população.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

MAIS MÉDICOS - SITE JÁ ACEITA INSCRIÇÃO NO PROGRAMA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE - BOLSA DE R$ 10 MIL / R$ 30 MIL

Interessados já podem se inscrever no Programa Mais Médicos
10/07/2013Nacional
Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Os médicos brasileiros e estrangeiros interessados em participar do Programa Mais Médicos, lançado pelo governo federal na última terça-feira (8), já podem se inscrever por meio de um site específico do Ministério da Saúde (http://maismedicos.saude.gov.br). Para isso, os profissionais terão que preencher um cadastro informando, entre outros dados, sua nacionalidade, o país de formação e a instituição em que concluíram a graduação.

A quantidade de vagas disponíveis só será conhecida a partir da demanda apresentada pelos municípios, que têm até o dia 22 de julho para aderir ao programa, também por meio do mesmo site disponibilizado pela pasta. As prefeituras deverão indicar a quantidade de profissionais de que precisam e apontar as unidades de saúde que têm capacidade instalada para atuação dos médicos.

Ao participar hoje (10) do Bom Dia, Ministro, programa produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a EBC Serviços, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que, para a primeira chamada, os profissionais devem preencher o cadastro até o dia 25 de julho. A expectativa do governo é que os primeiros profissionais do programa comecem a atuar a partir de setembro.

De acordo com o ministério, qualquer médico formado no Brasil pode se inscrever no programa e terá prioridade no preenchimento das vagas. No caso dos graduados no exterior, só poderão participar aqueles egressos de faculdades de medicina com tempo de formação equivalente ao brasileiro, com conhecimentos em língua portuguesa e autorização para livre exercício da medicina em seu país de origem. Além disso, devem vir de nações onde a proporção de médicos para cada grupo de mil habitantes é superior à brasileira (1,8 médico para cada mil habitantes).

Segundo o governo, esses profissionais passarão por um processo de avaliação durante três semanas em universidades brasileiras, que são as mesmas instituições com atribuição e competência definidas pela Lei de Diretrizes e Bases para conduzir o processo de revalidação de diplomas de medicina obtidos no exterior. Eles receberão registros temporários para atuar exclusivamente nas unidades de saúde pública para onde forem designados.

Os médicos contratados por meio do programa receberão bolsa paga pelo Ministério da Saúde de R$ 10 mil para atuar, sob a supervisão de instituições públicas de ensino, na atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS) em municípios do interior e em regiões metropolitanas. Também está previsto o pagamento de auxílio-deslocamento, que pode chegar a R$ 30 mil.

terça-feira, 24 de março de 2009

VIOLÊNCIA ATORMENTA PROFISSIONAIS DE SAÚDE

A violência transformou as unidades hospitalares. Ambulâncias dividem com os carros de polícia a parada obrigatória na porta das Emergências.

O Preso, sob custodia nos Hospitais Públicos, é um problema de difícil solução. No Rio de Janeiro, onde a (IN)segurança e violência têm características de guerra civil, os grandes hospitais de emergência recebem quase que diariamente, pessoas baleadas e apontadas como participantes de ações criminosas. Imediatamente após o atendimento que tire esse tipo de paciente do risco de morte, estando ele em condições de transferência para o Hospital Penitenciário, isso deveria ser feito, o que nem sempre acontece acarretando vários problemas.

Hospital Estadual Carlos Chagas em Marechal Hermes. No dia 24 de janeiro de 2008, mais de vinte criminosos armados invadiram o local e resgataram um preso que lá se encontrava internado. O pânico foi geral, pacientes, funcionários e policiais militares que faziam a guarda do preso, foram agredidos. Segundo depoimento de uma médica, foi o pior plantão de toda sua vida.

Durante sua permanência, esse custodiado, algemado a cama hospitalar e guardado por policial militar, representa uma fonte de preocupação para todos os profissionais de saúde do setor/enfermaria onde se encontra, gerando grande estresse, não só pelo medo das conhecidas operações de resgate praticadas por comparsas, bem como pelas ofensas e ameaças que proferem contra quem lhe atende.

Quando o paciente internado é um menor infrator ou ‘criança de rua’, a situação é mais dramática, pois nesses casos, só em situações muito especiais decorrentes do ato praticado, eles ficam sob guarda de autoridade policial. Como a maioria dessas internações se dá por abuso de drogas, com o menor sendo conduzido ao Hospital devido ao seu deplorável estado de saúde, geralmente caído na via pública ou envolvido em alguma ocorrência policial, onde é qualificado como vítima, nenhum acompanhamento policial é dispensado a ele.

A enfermaria dos hospitais não dispõe de estrutura para esses pacientes, não há como fazer um isolamento dos demais, e, especialmente no setor de Pediatria, o menor infrator vai ficar ao lado de outras crianças e seus responsáveis, gerando reclamações e atritos. Esses menores durante sua internação sofrem crise de abstinência, tem graves distúrbios de comportamento, não respeitam ninguém, por vezes se negam a aceitar a medicação, tentam empreender fuga, agridem, ofendem os médicos, enfermeiros, assistentes sociais, administrativos, e só com uso da força são contidos.
O abandono da infância e da juventude. Ou estão drogados ou em crise de abstinência
Ocorre que, os profissionais de saúde não estão autorizados, nem preparados para esse tipo de intervenção, e nem isso é atribuição deles, mas na prática acaba acontecendo, com todos os riscos que isso acarreta. O pedido de auxílio no campo da segurança oferecido na unidade hospitalar esbarra sempre em guardas patrimoniais despreparados e policiais de plantão insuficientes para dar resposta, e ambos se mostram reticentes em agir, temerosos de que sua abordagem acabe por causar algum dano físico ao menor. O CONSELHO TUTELAR, e as instâncias da JUSTIÇA relacionadas à questão do menor infrator ou abandonado, se mostram sem estrutura, e sua atuação é lenta e burocrática, beirando a insensibilidade, para situações por vezes gravíssimas.


Acusados de prática de crime chegam quase que diariamente aos Hospitais Públicos para serem atendidos, alguns baleados já chegam mortos. Muito estresse e situações difíceis para os profissionais de saúde.


Os profissionais de saúde, cientes de sua missão e responsabilidade, não se negam a prestar o atendimento que é devido a quem quer que seja, mas as autoridades devem oferecer segurança e respaldo para esse atendimento. Transformar hospital em presídio, ou local correcional de menor infrator, jogando mais essa obrigação para quem já está sobrecarregado é que não dá para aceitar.


CUSTÓDIA DE PRESOS E MENORES INFRATORES INTERNADOS EM HOSPITAIS PÚBLICOS, AMEAÇAM A SEGURANÇA E TORNAM A VIDA DOS DEMAIS PACIENTES E DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE UM INFERNO.
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