
O Símbolo da Operação Lei Seca está sendo divulgado nos meios de transporte do Rio de Janeiro
Foi indiciado por homicídio com dolo eventual o ex-deputado do Paraná Fernando Carli Filho. É o primeiro passo para que seja feita Justiça no presente caso, em que pela sua ação irresponsável, dois jovens morreram vitimados pelo carro do homicida que dirigia embriago e em velocidade muito acima da aceitável.
A prisão preventiva do Senhor Carli Filho deveria ser pedida, e isso não é um “desejo” da família, mas uma necessidade considerada a gravidade do ocorrido, a atitude do indiciado, que mostrou comportamento perigoso, pois com a carteira cassada insistiu em continuar dirigindo dando mostra da falta de respeito que tem pelas Leis, além do que, pela influência que a família e o próprio possuem, não é difícil pensar numa possível coação e ameaça as testemunhas do ocorrido.
Ao renunciar a seu mandato de Deputado, Carli Filho fugiu da cassação e conseqüente inelegibilidade por alguns anos, estando assim livre para se candidatar nas próximas eleições e voltar a ser acobertado por imunidade parlamentar. Se até lá não tiver sido julgado e certamente condenado pelas duas mortes, poderá se beneficiar da morosidade da Justiça, dos inúmeros recursos que permitem a postergação de casos assim, e ainda desenvolver intensa “Campanha para passar de algoz a vítima” tentando como já há sinais, se mostrar como alguém que está sendo pego para “cristo”.
Necessário que se cumpra uma premissa básica, a tramitação sem atrasos da apuração até se chegar ao julgamento, o que é garantia de Justiça, e preciso que os cidadãos do Paraná não se deixem iludir caso o Senhor Carli Filho se apresente novamente como postulante a qualquer cargo que dependa do voto, lhe negando essa possibilidade.
Ele já mostrou não estar à altura disso, ou a população paranaense pode considerar como seu representante alguém que se comporta com dolo, dirige embriagado, sem carteira, assume o risco de matar, e acaba matando dois jovens?
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Operação Lei Seca
Todos os dias a chamada “Operação Lei Seca” tem parado motoristas que insistem em dirigir embriagados. O número de mortos e feridos no trânsito é alarmante, no ano passado aproximadamente 2.500 pessoas morreram em conseqüência de acidentes nas ruas e estradas do Rio de Janeiro. Considerando que apenas quem morre no local ou imediatamente após entra nessa estatística, é sabido que elas não correspondem a realidade que se apresenta mais dramática.
É de se comemorar o registro que após a intensificação da Campanha Educativa e de Repressão a quem irresponsavelmente dirige sob o efeito do álcool, o número de acidentes caiu 36% no mês de maio. A aplicação das penas previstas para os infratores, na medida exata do que determina a Lei (nem mais nem menos), é fundamental para respaldar a continuidade do trabalho que tem se mostrado de muito valor.
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