COMO ONZE DOUTORES ENTRARÃO PARA A HISTÓRIA ?
Como se sabe, o CIRURGIÃO atua enquanto o paciente está vivo, e o LEGISTA no cadáver.
O cirurgião BUSCA extirpar o MAL para evitar a morte, o LEGISTA emite LAUDO sobre o que causou a MORTE.
Quando o CIRURGIÃO não atua a tempo em casos comprovadamente de necessidade de procedimento invasivo, quase sempre o desfecho será, EXCETO algum improvável "MILAGRE", a morte do paciente. Se o NÃO ATUAR for por OMISSÃO, é CRIME IMPERDOÁVEL.
Quanto ao LEGISTA, ele vai dizer que houve a morte, sua causa, e pode, quando muito, constatar que a demora contribuiu para isso. Sua pronúncia servirá para processos indenizatórios ou prova de inocência / culpa. Não vai restituir a vida e nem minimizar a perda.
Não cabe CIRURGIÃO operando cadáver, nem LEGISTA dissecando "VIVOS".
Com o MAL diagnosticado, foi PEDIDA e FUNDAMENTADA uma URGENTE intervenção CIRÚRGICA, lá atrás, ainda no final do ano passado.
Durante CINCO MESES, o TUMOR só fez crescer, enquanto EXAME de PAPELADAS eram feitos, interrompidos inclusive para férias dos DOUTORES. O MAL criou METÁSTESES, e atacou o "CORAÇÃO" do ENFERMO que já vinha em ESTADO GRAVE.
ONTEM, o CIRURGIÃO resolveu extirpar o TUMOR. Reconheceu sua GRAVIDADE, poder de DESTRUIÇÃO e TAMANHO, pediu REFORÇO, e FORAM PRECISOS ONZE BISTURIS em AÇÃO.
No RELATO CIRÚRGICO, os DOUTORES admitem que ERA UM SENHOR TUMOR, e que ele teve CAMPO e TEMPO para deixar o PACIENTE em ESTADO CRÍTICO. A CIRURGIA foi quase um ATO DE MEDICINA LEGAL.
EXTIRPARAM O TUMOR QUE VINHA SUGANDO UM VIVO QUASE MORTO.
NINGUÉM ENTENDEU AINDA, o motivo de a CIRURGIA ser ADIADA / PROTELADA por TANTO TEMPO. OS DOUTORES SE DEFENDERAM, SEM CONVENCER.
AGORA, o "PACIENTE", ou a "VIDA da PACIENTE", depende de um MILAGRE. Ela AGUARDA respirando por aparelhos.
DIZEM que, os DOUTORES serão chamados À NOVA INTERVENÇÃO, capaz de impedir a MORTE, estancando a HEMORRAGIA MORAL, CONTROLANDO A FEBRE DE PODER ILEGÍTIMO, DESBIDRANDO as ADERÊNCIAS MALIGNAS e combatendo os AGENTES OPORTUNISTAS.
O TEMPO É CURTO, e parece certo que, se houver acovardamento ou indecisões, de QUARTA-FEIRA, dia 11 de maio de 2016 a paciente não PASSA.
VEJAMOS se os DOUTORES vão AGIR agora, como CIRURGIÕES ou como LEGISTAS. De um jeito ou de outro, entrarão para a HISTÓRIA.
06/05/16 07:34
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