quarta-feira, 6 de junho de 2018

SUPERLOTAÇÃO CARCERÁRIA É PROBLEMA DE QUEM ESTÁ PRESO - PELO FILÓSOFO BOLSONÁRO


O capitão de patente, sargentão de conveniência, e raso de idéias, Jair Bolsonaro, disse a seguinte pérola, (MAIS UMA) durante sabatina de pré-candidatos promovida pelo jornal Correio Braziliense:

"Superlotação dos presídios brasileiros é um problema de quem cometeu o crime".

O Capitão-sargentão raso de idéias, na ânsia de reforçar sua 'imagem' de durão e de quem "não dá mole para bandidos", deixou exposta a sua ignorância sobre o tema e, por conseguinte, seu despreparo para tratar / enfrentar / resolver ou minimizar esse gravíssimo problema do Brasil, que alimenta, realimenta, aprofunda a violência e a criminalidade que a todos nós massacra e apavora.

Como o capitão-sargentão desconhece, vamos dizer a ele o SIGNIFICADO DE LOTAÇÃO

"somatório total de pessoas ou de coisas reunidas para algum fim".


"número certo de ocupantes que comporta um recinto".

Ora, se existe SUPERLOTAÇÃO CARCERÁRIA, temos um número excessivo de ocupantes do "recinto", o que por certo, prejudica que se alcance o fim a que a UNIDADE PRISIONAL, (no caso em questão), se destina.

O BRASIL tem hoje o dobro de presos que os presídios comportam, e isso é um PROBLEMA de todos nós, e não só de quem está lá dentro encarcerado. Mesmo que fizéssemos coro com essa mentalidade obtusa e esse discurso medieval do capitão-sargentão, ainda assim, tudo o que acontece hoje dentro dos presídios, não é só "problema de quem cometeu crime".

Presídios superlotados são sinônimo de rebeliões, fugas, corrupção, controle e continuidade delitiva dos grandes criminosos e das facções que eles comandam e integram, e isso tudo reflete aqui fora.

As audiências de CUSTÓDIA visam em curto espaço de tempo levar alguém que cometeu, ou é acusado de ter cometido, algum tipo de delito, com autuação em flagrante por parte da autoridade policial, e de pronto, mediante avaliação do JUIZ, decidir se o custodiado deve / precisa permanecer preso, ou se ele poderá responder pelo crime / delito de que é acusado, em liberdade. Evitam que ocorra a mistura de detentos contumazes e perigosos, com primários, de baixa periculosidade ou até mesmo inocentes. Por si só, não contribui em nada para o aumento da criminalidade e nem gera impunidade.

Por certo que precisamos rever muito daquilo que temos como arsenal para reduzir violência e criminalidade.

Dar efetividade as chamadas MEDIDAS SÓCIO-EDUCATIVAS, REESTRUTURAR E APARELHAR O FUNCIONAMENTO DOS CONSELHOS TUTELARES, ABRIR VAGAS EM PRESÍDIOS, CONTROLAR DE FATO AS UNIDADES PRISIONAIS, IMPEDINDO QUE FUNCIONEM COMO COLÔNIA DE FÉRIAS PARA GRANDES CRIMINOSOS E INFERNO PARA OS "BUCHAS", E TER UMA POLÍTICA DE RESSOCIALIZAÇÃO QUE PERMITA A QUEM QUISER SE RECUPERAR, EVITANDO QUE SAIAM DA CADEIA PIOR DO QUE ENTRARAM, são parte das providências urgentes. 

Não resta dúvida ainda, que uma revisão das PENAS aplicadas principalmente aos crimes de morte se faz necessária. REINCIDENTES não podem ser tratados como primários, sendo soltos para repetir indefinidamente os crimes cometidos.

Nada disso, porém, pode ser feito como uma POLÍTICA DE ÓDIO E TRUCULÊNCIA, burra e simplista, com o discurso OPORTUNISTA de Bolsonaro, para ganhar eleição a custa de uma população acuada pela criminalidade, que só faz crescer, mesmo o BRASIL matando e prendendo criminosos COMO NUNCA.

por / Sergio Oliveira

"Presídio cheio é problema de quem cometeu o crime", diz Bolsonaro

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