sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

AMB REBATE CARTA DE ADVOGADOS DENUNCIANDO SUPRESSÃO DE DIREITOS NA OPERAÇÃO LAVA JATO

O OUTRO LADO

A edição online do jornal O Globo publicou na tarde de hoje uma entrevista com o presidente da AMB, João Ricardo Costa, sobre manifesto que teria sido assinado por 105 advogados dos réus envolvidos na Operação Lava Jato.

Em entrevista ao repórter Evando Éboli, Costa fez duras críticas ao documento e afirmou que os advogados não têm interesse na celeridade dos processos, mas no seu prolongamento máximo, até a prescrição do caso, e que a carta é interesse pessoal.

— Faltou sinceridade, idoneidade nessa carta. É assinada por profissionais que têm interesse nas causas. É lamentável esse ataque ao Judiciário. Esses advogados têm interesse pessoal na causa. É o negócio deles, que ganham seus honorários e se sustentam com esses clientes. Temos um sistema que permite vários recursos e, mesmo assim, eles não conseguem fazer valer os direitos fundamentais de seus clientes?! Ou há uma conspiração contra esses clientes?! Essa carta é uma manobra para pressionar o Judiciário e repudiamos esse tipo de procedimento — disse João Ricardo Costa ao jornal O Globo.

O presidente enalteceu a Lava-Jato e diz que a operação mexe com um instamento que jamais foi atingido pelo Poder Judiciário. “A sociedade tem que encarar esse manifesto como algo que não é de interesse público, mas de interesse privado”, completou Costa.

Na carta, os advogados acusam a Justiça Federal de violar as regras mínimas para um justo processo e que fere a presunção de inocência, o direito de defesa e o desvirtuamento do uso da prisão provisória. E classifica o processo como uma atual inquisição.

O procurador Vladimir Aras também falou ao jornal O Globo e criticou a carta dos advogados na sua rede social e disse que os autores da peça têm de explicar como a assinatura do ex-ministro do STJ Gilson Dipp “foi parar na propaganda que publicaram”. Dipp negou ser signatário do texto. “Tantos são os manifestos escritos pelos mesmos personagens que já perdi a conta. Escrevem um, depois outro e mais um. Sempre a mesma ladainha. É só esperneios e lamentos. Lamento também. Quer o ler pensará que estamos sob o jugo de uma ditadura” — afirmou Aras.

Fonte: Site da AMB - Reprodução autorizada com citação da fonte

NOTA DO BLOG - Uma pena que a AMB não tenha rebatido com argumentos consistentes e pontuais as afirmações contidas no documento publicado pelos advogados. A resposta genérica e de ataque aos advogados, sem contestar e derrubar, ou ao menos tentar derrubar a posição por eles defendida, só deu força ao que o documentou apresentou.

2 comentários:

Absalão disse...

Guarde o nome desse advogado: Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. Ele é o advogado de Edison Lobão (PMDB-MA), Roseana Sarney (PMDB-MA), Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR), Ciro Nogueira (PP-PI) e 11 políticos e empresários envolvidos na Operação Lava Jato.
Defender criminosos é o trabalho de qualquer advogado, mas ele pretende ir além desta tarefa. Ele quer desmoralizar e acabar com a operação Lava Jato. Para isto liderou um abaixo assinado contra ela: "Mais de cem medalhões da advocacia assinaram um manifesto contra a Operação Lava Jato. Compreende-se. Estavam acostumados a cobrar fortunas de seus clientes, garantindo-lhes a impunidade. O sujeito roubava R$ 300 milhões e pagava R$ 30 milhões a uma grande banca de advogados, em troca da certeza de que seus processos não andariam. Eles querem de volta as velhas regras do jogo" (Cesar Benjamin).
O Estado de São perguntou: "Seus clientes são todos inocentes? Não tenho a menor dúvida, diz. Estão todos soltos e por isso estou em Paris. Querem criminalizar a riqueza no Brasil, mas não vou deixar"...
Não se trata da criminalização da riqueza, mas das pessoas que a obtiveram de forma ilícita e ilegal. Ele sabe muito bem disto, mas prefere zombar da Justiça brasileira.

BONDeblog S. O. disse...

Senhor Absalão

A questão fundamental continua a mesma. Estão ocorrendo arbitrariedades e ilegalidades na condução da Operação Lava Jato.

A FORMA como a JUSTIÇA ?? FEDERAL do Paraná atua no caso, é totalmente diferente da forma como atua no resto do país. Casos graves de corrupção acontecem por toda a parte. Outras operações e investigações estão em andamento, e em nenhuma delas os acusados, RÉUS ou condenados em primeira instância, passam pelo que passam os envolvidos na LAVA JATO. NÃO SE ACEITA DUAS JUSTIÇAS, DOIS CÓDIGOS DE PROCESSO PENAL DIFERENTES, um para a LAVA JATO e outro para HSBC, TRENSALÃO TUCANO, MENSALÃO DO PSDB, ZELOTES...

O SR. KAKAY, pelo qual não nutro qualquer simpatia, não advoga só na LAVA JATO. Ele defende ACUSADOS E CONDENADOS em vários outros escândalos, só que, nestes outros, ESTÃO TODOS SOLTOS.

PRECISAMOS CHEGAR A UMA UNIFICAÇÃO DO MODO DE PROCEDER, em todo o país, a JUSTIÇA ?? precisa ser uma só.

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