sábado, 4 de julho de 2015

A RESPOSTA DE BARACK OBAMA - SOBRE A PERGUNTA "VIRA-LATA" DE UMA "JORNALISTA BRASILEIRA"



Como diria Brizola: "Essa é Dona Sandra"

Sandra Coutinho, da GloboNews

 Segundo Coutinho, o Brasil se vê como um líder mundial, enquanto Washington encara o País como um líder regional. "Como conciliar essas duas visões?", questionou a jornalista.

Obama rechaçou o comentário. "Bom, eu na verdade vou responder em parte a questão que você acabou de fazer para a presidente [Dilma]. Nós vemos o Brasil não como uma potência regional, mas como uma potência global. Se você pensar (...) no G-20, o Brasil é um voz importante ali. As negociações que vão acontecer em Paris, sobre as mudanças climáticas, só podem ter sucesso com o Brasil como líder-chave. Os anúncios feitos hoje sobre energia renovável são indicativos da liderança do Brasil".

A resposta de Obama

Se há uma cena emblemática, que passará à história, marcando a visita da presidente Dilma Roussef aos Estados Unidos, neste ano, esta será a resposta dada pelo presidente Barrack Obama, na coletiva de imprensa dos dois líderes, na Casa Branca, à pergunta de uma jornalista “brasileira”, dirigida à presidente da República.


A entrevistadora tinha acabado de voltar a se sentar e olhava para seu alvo, depois de fazer a pergunta (quem quiser saber porque Dilma às vezes tem dificuldades de falar de improviso, que se habilite a ser interrogado, espancado e torturado ao longo de alguns meses, “travando” desesperadamente a fala e a mente para evitar passar informações das quais depende sua vida e a de terceiros), sem conseguir ocultar das câmeras a incontida e malévola expressão de quem estava pre-libando a situação em que achava que ia colocar a presidente da República.

Quando Obama, que também foi indagado - em outro explícito exercício de viralatice - sobre assuntos internos brasileiros, dizendo - o que deveria ser óbvio para qualquer um que respeite a presunção de inocência, o apreço à verdade e a responsabilidade da imprensa - que não se deve fazer manifestações sobre casos que ainda estão em julgamento, respondeu que o Brasil é, hoje, uma potência mundial, e não de ordem regional, como pretendia sugerir, antecipando descaradamente a posição dos EUA, a entrevistadora. 

Ao contrário do que muitos pensam, o presidente Barrack Obama não interveio apenas para ser gentil, embora ele tenha problemas com a sua própria oposição de direita, e até mesmo de extrema-direita, que vai dos representantes dos W.A.S.P. - os conservadores brancos na Câmara e no Senado, aos latinos anticastristas e aos malucos religiosos, anacrônicos e fundamentalistas do Tea Party, sem falar nos “falcões” republicanos no Congresso, que acham que é preciso lutar contra países como o Brasil, para tentar manter-nos “sob controle”. Contra ele, assim como ocorre com Dilma, também há charges anticomunistas de inspiração fascista na internet, embora o Presidente dos EUA possa ser, eventualmente, graficamente, até mesmo associado ao nazismo, por grupos externos que combatem a política exterior norte-americana.

Ele o fez porque tratava-se, a pergunta, de uma nação que é a quinta maior do mundo em tamanho e população, com um território maior do que a extensão continental dos EUA sem o Alasca.

Com um PIB que cresceu, segundo o Banco Mundial, de 508 bilhões de dólares em 2002 - (http://data.worldbank.org/indicator/NY.GDP.MKTP.CD?page=2) para 2.346 trilhões de dólares em 2014 (http://data.worldbank.org/indicator/NY.GDP.MKTP.CD).

Cujos nacionais dirigem organizações como a FAO ou a Organização Mundial do Comércio.

Que comanda as tropas da ONU no Haiti e no Líbano.

Que tem a mais avançada tecnologia de exploração de petróleo em alto-mar, é o segundo maior vendedor de alimentos do planeta, depois dos Estados Unidos, e o terceiro maior exportador de aviões.

Que pertence ao G-20 e ao BRICS - a única aliança capaz de fazer frente à aliança “ocidental” e anglo-saxônica estabelecida nos últimos 200 anos, que é encabeçada, justamente, pelos Estados Unidos.

Que organiza a integração continental ao sul do Rio Grande, como principal nação da CELAC, da UNASUL, do Conselho de Defesa da América do Sul.

Que é a sétima maior economia do mundo, o oitavo país em reservas internacionais, a pouco menos de quinze bilhões de dólares da sexta posição (http://radicalindian.com/2015/02/19/top-10-countries-with-largest-foreign-exchange-reserves/) e, segundo informações oficiais do tesouro norte-americano, o terceiro maior credor individual externo dos EUA, (http://www.treasury.gov/ticdata/Publish/mfh.txt).

E, finalmente, porque se ficasse calado, diante da enorme obviedade da resposta, teria sido ele, Obama, a passar ridículo - como um anfitrião que permite, entre horrorizado e constrangido, que ocorra uma monstruosa “gaffe” em sua sala - e não a autora da pergunta.

Um comentário:

Trezentos de Esparta disse...


É a nossa "Casa Grande". Sempre se sentindo superior à "Senzala", sempre se curvando e mostrando os fundilhos à "Coroa"; antigamente a de Portugal, hoje à do Império do Norte.

A pergunta da "jornalista" é típica de quem quer ser aceita em um ambiente por ela invejado e, para isso, se comporta subservientemente: "olha, eu sou como vocês; não me misturo a essa ralé".

Levou a resposta que merecia.

O sentimento que provoca em nós é apenas o de vergonha alheia.

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