sábado, 27 de dezembro de 2014

MIRIAM LEITÃO DÁ UMA DENTRO E CRITICA NOTA DO SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR SOBRE A COMISSÃO DA VERDADE.

A jornalista Miriam Leitão com sua coluna de hoje (27/12/2014) em O Globo, deve ter "salvo uma dúzia de almas do purgatório". 

Miriam Leitão abordando o assunto ECONOMIA é um desastre, mas, por ter sido uma das vítimas do GOLPE/regime militar de 1964, quando escreve sobre o tema DITADURA, costuma ter posições corretas e corajosas.

VALE CONFERIR

O STM disse que há “equívocos e inverdades” no relatório da Comissão Nacional da Verdade. O documento aponta que a Justiça Militar “teve papel fundamental na execução das perseguições e punições políticas” e chamou de “anomalia” os civis serem julgados pela Justiça Militar. Nada mais fez a CNV do que dizer o óbvio. Mas até hoje, 30 anos depois, o óbvio ofende os ouvidos dos militares e dos seus auxiliares.

Na longa nota, a presidente do STM defende a Justiça Militar citando elogios de advogados conhecidos como prova de que tudo estava correto juridicamente. Heleno Fragoso, Sobral Pinto, Evaristo de Moraes e Técio Lins e Silva, e outros, usaram as técnicas possíveis para livrar aqueles que defendiam. Mas as vidas e as declarações desses juristas deixaram claro o quanto condenaram o regime que tinha por base leis de exceção, e a suspensão de direitos e garantias individuais.

Ora, juíza Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, presidente do STM, de que garantias a senhora está falando?

Um comentário:

José Antônio disse...


Deve se destacar que, apesar de seu habitual pessimismo quando se trata de assuntos econômicos, Míriam Leitão tem sido uma das raras jornalistas capaz de apresentar com elogiável coragem seus artigos através dos quais cobra uma manifestação inequívoca das Forças Armadas de que elas, hoje, não são mais coniventes com os atos de selvageria cometidas em nome do governo e delas próprias durante os anos da ditadura.

Ainda, hoje, nos encontramos sob um regime no qual dependemos da boa vontade das FFAA para que os atos de desrespeito aos direitos humanos não venham a ocorrer novamente pelo simples fato de pensarmos diferentemente do general/delegado/torturador/ que comanda uma unidade com, carta branca para a prática do sadismo com quem o estado tem obrigação moral de proteger, uma vez que se encontra sob a tutela de ente estatal.

Podemos divergir em muitas coisas com Míriam Leitão, mas é necessário aplaudi-la quando demonstra que os crimes da ditadura ainda não foram esquecidos pela sociedade.

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