segunda-feira, 11 de agosto de 2014

TRE FECHA GRÁFICA E INVESTIGA FRAUDE ELEITORAL NO RIO DE JANEIRO - CANDIDATOS DO PMDB / PP / PSD / PTB / PSDB

IMAGINA SE FOSSE O PT ?

A prática de fraude e de uso de dinheiro proveniente de caixa DOIS nas campanhas eleitorais, continua sendo uma praga de difícil combate. O TRE do Rio de Janeiro tem se mostrado bastante atento e atuante, e em curto período de tempo descobriu dois locais, onde são fortíssimas as evidências de que candidatos encomendam uma quantidade de material de campanha muito acima do que declararam. Em uma GRÁFICA de JACAREPAGUÁ o material APREENDIDO pertencia ao candidato a senador pelo DEM - Cesar Maia - e ao seu filho - Rodrigo Maia - candidato a deputado federal pelo mesmo partido. Foram encontrados 40 MIL "santinhos", mas, só estavam numerados 10 MIL deles.

Agora, o TRE lacrou uma GRÁFICA no Méier, onde, tudo indica, o tamanho da fraude é MUITO MAIOR. Integrantes da coligação que apoia o candidato PEZÃO estão nas placas de propaganda que parecem em número muito superior ao declarado. Endereços inexistentes, CNPJ falsos e Notas Fiscais suspeitas, fazem parte do enredo. Para o tamanho do possível CRIME, a importância que a imprensa está dando ao caso é praticamente nenhuma.

Compreende-se. Não estão envolvidos integrantes do PT. O prezado leitor imagina como seriam as manchetes se estivessem ?

007REDAÇÃO BONDEBLOG

Fiscalização desmantela esquema de fraude para coligação do PMDB
Gráfica mantinha contatos com a prefeitura e governo estadual do Rio. TRE-RJ diz haver indícios de desvio de dinheiro público


Rio - A fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro lacrou, por tempo indeterminado, a empresa de comunicação visual High Level Signs, no Méier, na sexta-feira. A gráfica mantém contratos com a prefeitura do Rio e o governo estadual, com indícios de participação em esquema de desvio de dinheiro público para elaboração da propaganda de candidatos governistas da coligação PMDB, PP, PSC, PSD e PTB, em especial do ex-chefe da Casa Civil do prefeito Eduardo Paes (PMDB), o candidato a deputado federal Pedro Paulo (PMDB). Foram apreendidos R$ 28 mil em dinheiro, farto material de campanha, oito computadores e documentos.

Além disso, a empresa produzia material gráfico do candidato à reeleição ao governo estadual Luiz Fernando Pezão (PMDB), a deputado federal Pedro Paulo (PMDB), Leonardo Picciani (PMDB), Sávio Neves (PEN) e Rodrigo Bethlem (PMDB) e a deputado estadual Lucinha (PSDB), Osório (PMDB), Serginho da Pastelaria (PTdoB), André Lazaroni (PMDB) e Rafael Picciani (PMDB). O dinheiro apreendido ficará sob a custódia do TRE-RJ, que vai encaminhar fotos, gravação, documentos e material irregular de campanha ao Ministério Público Eleitoral e ao Ministério Público Estadual, responsáveis por ajuizar ações nas áreas eleitoral e criminal contra a empresa e os candidatos suspeitos de participar da fraude.

A High Level Signs aparecia também como beneficiária em pelo menos onze boletos bancários de pagamento da Secretaria de Estado da Casa Civil, com valor total de R$ 340 mil.

O TRE deu início às investigações após os candidatos a deputado federal Pedro Paulo (PMDB) e a deputado estadual Lucinha (PSDB) terem espalhado placas no bairro de Sepetiba, na Zona Oeste do Rio. Como a tiragem declarada era pequena, a responsável pela fiscalização da propaganda, juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza, determinou a verificação do endereço da gráfica, mas no local funcionava apenas um salão de beleza, levando à suspeita de que a empresa era usada como "laranja". A poucos metros funcionava a High Levels Signs, que impressionou pela quantidade, variedade e sofisticação das máquinas do parque gráfico e pelo volume de propaganda política, inclusive de placas semelhantes às de Sepetiba.

Os fiscais do TRE-RJ simularam, então, serem assessores de candidatos interessados na produção de material de campanha, desde que a gráfica concordasse em fazer constar nas placas uma tiragem inferior à efetivamente entregue. "Claro que fazemos, essa é uma prática muito comum", respondeu a recepcionista, que passou a elencar nomes de candidatos que encomendam material com tiragem adulterada, sem saber que tudo estava sendo gravado. Pela legislação eleitoral, a tiragem, o CNPJ do candidato e o da gráfica devem ser divulgados na propaganda. Os fiscais notaram ainda que o CNPJ da empresa de fachada aparecia em várias placas no depósito da High Level Signs, que agora está lacrado.

Entre os documentos apreendidos estão ordens de serviço, com tiragem de placas, banners e panfletos menor que a quantidade realmente entregue aos candidatos. Também há o email de um cliente, que pode revelar um provável esquema de maquiagem de CNPJ e lavagem de dinheiro. Dizendo seguir instruções de uma "conversa no escritório", o cliente repassa um CNPJ, que diz ser de sua empresa, para emissão das notas fiscais da campanha. Em seguida, ele escreve que receberá 10% e pagará 6,5%, "como combinamos". Nas placas e banners produzidas na High Level Signs, foram identificados pelo menos três CNPJ diferentes.

Um comentário:

José Antônio disse...


Ora, Bond,

Quanta ingenuidade?

Caixa 2 é uma realidade no Brasil, desde sempre.

Só que quando é o PT que a pratica, passa a ser chamada de "mensalão".

Evidentemente, embora muito difícil extirpá-la de nossos hábitos políticas, é importante que isso seja feito. Para TODOS os partidos, sem exceção.

Procurar tirar ganhos políticos, quando o adversário é pego com a mão na botija, não só não ajuda à nossa mudança de hábitos políticos, como também apenas favorece a hipocrisia e o cinismo daqueles para quem "as leis não pegam".

EM DESTAQUE - LEIA AGORA

JOÃO DORIA E ACMN LEVAM UMA MERECIDA CHUVA DE OVOS EM SALVADOR - EM VÍDEO

OS OVOS CHOCARAM E APODRECERAM ASSIM QUE TIVERAM CONTATO COM A CABEÇA DOS DOIS PREFEITOS LEIA A MATÉRIA AQUI

AS DEZ MAIS LIDAS NO MÊS