segunda-feira, 4 de agosto de 2014

SENADORES DESMENTEM REVISTA VEJA - DENÚNCIA DE NADA SOBRE COISA NENHUMA

VEJA ARMA CIRCO SOBRE NADA E ESCONDE 2.000 METROS DE PISTAS DE POUSO EM AEROPORTOS CLANDESTINOS.


OS AEROPORTOS DE AÉCIO E SEUS POUSOS CLANDESTINOS A REVISTA NÃO DIZ ABSOLUTAMENTE UMA LINHA 

Relator nega ter participado da combinação de perguntas na CPI da Petrobras
Mariana Jungmann - Repórter da Agência Brasil - Agência Brasil - 04.08.2014

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras e líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE), divulgou nota nesta segunda-feira (4) na qual nega que tenha se reunido com depoentes da CPI para combinar perguntas e respostas. Pimentel é citado em reportagem da revistaVeja, do último fim de semana, segundo a qual investigados pela CPI combinaram com senadores da comissão as perguntas que seriam feitas em depoimento. A revista diz ter tido acesso à uma gravação que aponta a suspeita.

“As perguntas a cada depoente foram formuladas com base: a) no Plano de Trabalho aprovado; b) no denso material resultante da participação dos executivos da Petrobras em recentes audiências públicas, realizadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, dando prioridade a perguntas formuladas pela oposição nessas audiências; c) na Tomada de Contas Especial do TCU (inclusive Acórdãos) e em documentos da CGU; e d) nas denúncias publicadas pelos diversos veículos de imprensa e internet”, diz o senador, na nota.

O senador disse ainda que “protocolou dois requerimentos na Comissão Parlamentar de Inquérito. O primeiro, solicita a instalação de procedimento de apuração, visando o esclarecimento dos fatos e, se for o caso, atribuir responsabilidades. O segundo, solicita ao presidente que requeira à revista Veja a íntegra do vídeo que deu origem à matéria, sob o compromisso de preservação do sigilo. O objetivo é contribuir com o trabalho da comissão de apuração”.

Neste domingo (3), o senador Delcídio Amaral (PT-MS), que também integra a CPI da Petrobras, divulgou nota em que nega qualquer “suposição” envolvendo seu nome e os fatos relatados na reportagem. “Rejeito, com grande indignação, qualquer suposição de minha participação na articulação de depoimentos de quem quer que seja nas duas CPIs da Petrobras em andamento no Congresso Nacional”. Ele também é citado pela revista.

Segundo Delcídio, todos que o conhecem podem atestar sua imparcialidade e isenção nos trabalhos que participa no Congresso. O senador confirmou que teve contato com o presidente do escritório da Petrobras em Brasília, José Carlos Barrocas, mas alegou que isso ocorreu porque ele é o responsável por fazer a “interface” entre a empresa e os parlamentares.

“Independentemente dos fatos, até por uma questão de convicção e coerência, continuarei sendo um defensor empedernido da Petrobras e do seu competente corpo técnico composto por homens e mulheres que construíram essa grande empresa, que tive a honra de trabalhar”, concluiu Delcídio Amaral. A denúncia se baseia em uma suposta conversa em que Barrocas aparece falando da antecipação das perguntas.

Os dois senadores não participaram da sessão de hoje do Senado.

Editor Carolina Pimentel

4 comentários:

José Antônio disse...


Iiiihhh... essa história de dizer que possuem gravações....

Até hoje não mostraram o áudio do pretenso grampo efetuado, durante uma conversa anódina, entre o Ministro Do Supremo, Gilmar Dantas, e seu grande amigo, o impoluto ex-Senador da República, Demóstenes Torres.

Acho que também vou anunciar por aí que tenho umas gravações... rsrs.

José Antônio disse...

Tucanistão
05/08/2014 02h00

"Bem-vindos ao Tucanistão, a terra da plena felicidade. Vocês acabam de desembarcar no aeroporto internacional que leva o nome do fundador de nossa dinastia, governador de nossa terra há 32 anos. Desde então, nossa amada dinastia está presente no coração de nosso povo de maneira praticamente ininterrupta.

Em nossos planos, haveria um Expresso Bandeirante que ligaria o aeroporto ao centro de nossa capital por trens rápidos. Ele não saiu do papel, mas isso não importa. Isso permitirá vocês passarem de carro lentamente pelo mais novo campus de nossa grande universidade, que leva o nome de nosso Segundo grande líder. No momento, ela está falida, com um deficit de 1 bilhão de reais produzido depois da passagem de um interventor nomeado pelo nosso Quarto grande líder. O próprio campus está sem aula por ter sido construído em terreno contaminado, mas tudo isso também não importa.

Depois do campus, vocês conhecerão o caudaloso rio Tietê. Há décadas ele está sendo despoluído. Grandes especialistas internacionais garantem que seu nível de poluição está caindo, mas ainda demorará algumas décadas para que os incautos sejam capazes de enxergar tal maravilha. Por falar em água, estamos passando atualmente por um "estresse hídrico de proporções não negligenciáveis", mas não se preocupem. Como disse uma rainha francesa: quem não tem água que tome suco.

Se vocês olharem mais à frente verão nosso maravilhoso metrô cruzando velozmente nossa marginal. Não se deixem impressionar pelo fato de ele ser menor do que o de cidades como Santiago, Buenos Aires ou Cidade do México. Nós amamos nosso metrô do jeito que ele é, mesmo que inimigos tenham espalhado a informação de que investigações na Suíça e na França descobriram esquemas milionários de desvio e superfaturamento. Todos sabem que nossa dinastia é incorruptível. Se algo aconteceu, nosso Terceiro-Quinto grande líder não sabia de nada.

Não se espantem também com o tamanho dos muros e aparatos de segurança. Nossa polícia, que mata mais do que toda a polícia norte-americana junta, um dia conseguirá dar conta de todos esses bandidos. Nosso Terceiro-Quinto grande líder está pessoalmente empenhado nisso.

Alguns podem se impressionar com o fato de tanto fracasso não abalar nosso amor por nossa dinastia. É que eles ainda acham que devemos avaliar nosso líderes por aquilo que eles são capazes de fazer, mas nós descobrimos o valor do amor incondicional. Nós os amamos porque... nós os amamos. Por isso, nossa terra é o lugar da pura felicidade. O Tucanistão é a locomotiva do progresso imaginário, alimentada por choques tortos de gestão."


Por Vladmir Safatle - Folha de S. Paulo.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/vladimirsafatle/2014/08/1495783-tucanistao.shtml

José Antônio disse...


Como é que nós aprendemos?

Com os erros nossos e com os erros dos outros.

Mexicanos perdem fé em Peña Nieto

DAMIEN CAVE
PAULINA VILLEGAS
DO "NEW YORK TIMES", EM GUADALAJARA
05/08/2014 02h00

"A emoção que encheu a praça da Libertação, em Guadalajara, há dois anos, quando Enrique Peña Nieto anunciou sua candidatura presidencial em meio a bandas de mariachi, jovens descolados e mulheres extasiadas, já se dissipou, para muitos.

Ao mesmo tempo em que Peña Nieto ganha elogios internacionais por implementar reformas na energia, educação, telecomunicações e impostos, seu índice de aprovação pública no país caiu de 54% para 37%, mais baixo que qualquer presidente mexicano na memória recente. "Num primeiro momento, pareceu que muita coisa estava mudando -'veja todas estas leis novas'", disse o engraxate Martin Moreno, 60 anos, que votou em Peña Nieto. "Mas, para quem é de classe média ou menos, a realidade é que a vida piorou."

A mudança mais ambiciosa promovida pelo governo -a abertura do setor energético ao investimento privado- ainda não foi concluída, e as autoridades afirmam que seus esforços legislativos vão acabar por beneficiar todos os mexicanos.

"O processo de reformas não visa ter impacto imediato", disse o ministro das Finanças, Luis Videgaray. "O que estamos procurando fazer é modificar a estrutura que há muitos anos vem dificultando o crescimento do país."

Mas aqui, no Estado de Jalisco, famoso pela posição central que ocupa na cultura e política mexicanas, o abismo entre a mensagem do governo e a avaliação que a população faz de sua performance já virou um cânion. A dúvida é se isso reflete um descumprimento das promessas do governo ou um sinal de maturidade da jovem democracia mexicana.

Peña Nieto pode ter se promovido como um rosto novo e fotogênico e como uma ruptura com o tempo em que seu Partido Revolucionário Institucional (o PRI), comandou o México como falsa democracia durante sete décadas. Mas, dois anos depois, a "esperança e luz" que ele prometeu em campanha ainda não se concretizaram. Os jovens, em especial, se dizem desiludidos com o modo antigo de fazer as coisas, com pouca transparência.

E, ao mesmo tempo em que o país atrai níveis recordes de investimento estrangeiro, especialmente no setor automotivo, a economia cresceu apenas 1,1% no primeiro trimestre deste ano. Enquanto isso, a pobreza cresceu, segundo relatório governamental recente, especialmente entre aqueles que não têm nível de instrução suficiente para ingressar nos setores de exportação.

Na periferia pobre de Guadalajara, Teresa Mozqueda, 33, uma dos muitos eleitores locais de Peña Nieto que hoje se arrepende de sua escolha, disse que, na carroça de legumes de seu marido, "as vendas às vezes estão mais baixas, às vezes iguais, mas nunca melhores". Ao mesmo tempo, "o que compramos está mais caro".
"

Em outubro teremos a oportunidade de escolhermos se queremos seguir o modelo brasileiro dos últimos 12 anos, ou o modelo mexicano, proposto por aqueles que sempre deixaram que o Brasil fosse uma país de terceiro mundo.

A escolha é do eleitor e não da imprensa que não foi eleita por ninguém.

Anônimo disse...
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