domingo, 10 de agosto de 2014

EDUARDO PAES É DENUNCIADO POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA - REPASSE DE DINHEIRO PÚBLICO PARA MARCHA DO PASTOR SILAS MALAFAIA

MARCHA PARA JESUS PODE ACABAR EM CONDENAÇÃO DE PREFEITO DO RIO DE JANEIRO


GOVERNANTES CONTINUAM tentando tirar "casquinha" do apoio que dão a certas religiões. O ESTADO É LAICO (DEVERIA SER), mas, a Prefeitura do Rio de Janeiro já despejou mais de R$ 5 MILHÕES nas mãos do "CONSELHO DE MINISTROS DO RIO", entidade que representa um segmento dos EVANGÉLICOS, ao qual o Pastor Silas Malafaia está ligado, e promove a chamada "Marcha para Jesus". O MINISTÉRIO PÚBLICO investiga a doação da Prefeitura no ano de 2013 e já avisou que deve ampliar a investigação para 2012 e 2014.

Faz bem o MINISTÉRIO PÚBLICO em investigar, e fazem muito mal o Prefeito em "FINANCIAR" tal evento, e o pastor MALAFAIA em pedir ou aceitar o dinheiro. Com tanta coisa importante para ser feita, com tanta obra social e religiosa precisando de dinheiro para matar a fome de miseráveis, recuperar dependentes de drogas, ou cuidar de enfermos, gastar essa montanha de dinheiro público para que alguns evangélicos desfilem em carreata é um absurdo, é uma afronta aos verdadeiros valores cristãos.

Que a Prefeitura apoie o evento com ações de trânsito, que o Estado do Rio forneça segurança, que a área depois do evento seja limpa pela COMLURB, tudo bem. QUE os evangélicos que rezam pela cartilha de SILAS MALAFAIA saiam em passeata, "marchando", e que o pastor desfile em cima de TRIO ELÉTRICO, é um direito deles, desde que, o façam com o dinheiro deles, e não com DINHEIRO PÚBLICO.


Investigação sobre verba para marcha evangélica irrita pastor

MP denuncia Paes por improbidade e Silas Malafaia diz que é perseguição religiosa
ANGÉLICA FERNANDES

Rio - O pastor Silas Malafaia, presidente do Conselho de Ministros do Estado do Rio de Janeiro, que organiza o evento Marcha para Jesus, atribuiu como perseguição religiosa o processo instaurado pelo Ministério Público do Rio para investigar o repasse de R$ 1,6 milhão da Prefeitura para a organização do evento, em 2013. No fim do mês passado, a promotora Glaucia Santana, da 5ª Promotoria de Tutela Coletiva, denunciou o prefeito Eduardo Paes por improbidade administrativa pela doação da verba.

“A Marcha está no calendário oficial da cidade e não é evento da igreja evangélica. Quero saber se o Ministério Público também abre procedimento para Jornada Mundial da Juventude e para festas interreligiosas. Isso é perseguição contra os evangélicos”, criticou o pastor Silas Malafaia, que ainda foi além. “Se ela (a promotora Glaucia, responsável pelo caso) não estiver investigando os outros eventos também, eu entro com uma ação no Conselho Superior do MP contra ela”.

Em resposta, a promotora Glaucia Santana alegou que o órgão está atento a tudo. “Ele (o pastor Silas) deve estar com a memória fraca, pois uma ação do MP impediu o repasse de várias verbas públicas para a Jornada”, rebateu a promotora, que também pretende investigar os valores já cedidos pelo município para as marchas de 2012 e deste ano.

Se o prefeito for condenado por improbidade administrativa, ele terá que devolver aos cofres públicos o valor repassado ao Conselho de Ministros do Rio, de R$ 1,6 milhão. “O estado é laico, e a Prefeitura não pode dar dinheiro para evento religioso. Se condenado, o prefeito também pode perder poder político”, concluiu Glaucia Santana. Através de sua assessoria de imprensa, Paes informou que não foi notificado oficialmente do processo e só irá comentar o caso quando for informado pela Justiça.

Além do Ministério Público, o Tribunal de Contas do Município também investiga o apoio da Prefeitura na Marcha para Jesus. O processo, sob a responsabilidade do conselheiro Nestor Guimarães, ainda está em andamento. Além do contrato de 2013, o órgão também analisa o convênio firmado no ano anterior, no valor de R$ 2,4 milhões.

Apoio a atos religiosos é prática antiga 

Em três edições da Marcha para Jesus, a Prefeitura já pagou mais de R$ 5 milhões ao Conselho de Ministros do Rio para a organização do evento. O convênio mais recente foi fechado em maio deste ano, no valor de R$ 2,4 milhões.

FONTE: O DIA
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2 comentários:

José Antônio disse...


Caro Bond,

Testemunhei, à distância (pode isso, Arnaldo?) o desenrolar de uma dessas marchas em Curitiba.

Estava em um apartamento, a 5 quadras do evento.

Era um domingo, as janelas estavam fechadas e dormíamos até mais tarde.

De repente, como se em um aeroporto, um boeing parecia entrar por nossas janelas.

Tenho a certeza que, se Jesus existe, ele não é surdo.

Tenho a certeza também, que se Jesus existe, ele ficou com seus ouvidos severamente danificados naquele dia. E para sempre.

E a prefeitura permite uma coisa dessas?

José Antônio disse...


Em tempo, Bond...

Nada contra que a Prefeitura permita que, nesses eventos, sejam danificados os nossos ouvidos.

Mas os de Jesus também?

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