sábado, 5 de julho de 2014

DESABAMENTO DO VIADUTO DE GUARARAPES EM BELO HORIZONTE - PREFEITURA DIVIDE RESPONSABILIDADE PELA TRAGÉDIA COM CONSTRUTORA E TÉCNICOS RESPONSÁVEIS POR VISTORIAS.


O Secretário de Obras de Belo Horizonte, José Lauro Nogueira, segundo matéria publicada pelo Jornal O Estado de São Paulo, assumiu a responsabilidade da prefeitura no desabamento do Viaduto de Guararapes, ocorrido na última quinta-feira.

"BELO HORIZONTE - O secretário de Obras da Prefeitura de Belo Horizonte, José Lauro Nogueira, disse, nesta sexta-feira, 4, que a responsabilidade pela queda do viaduto, que deixou duas pessoas mortas 22 feridas, é "solidária". "A responsabilidade é da prefeitura, da construtora e dos técnicos contratados para fazer a vistoria das obras", disse Nogueira."

Segundo Nogueira houve falha na fiscalização e acompanhamento na OBRA que é de responsabilidade da SUDECAP - Prefeitura de Belo Horizonte. Ainda segundo Nogueira, não havia pressa alguma em inaugurar o Viaduto, que não era considerado como uma OBRA para a Copa do Mundo. 

AS CAUSA DO ACIDENTE

Em trinta dias deverá ser liberado um primeiro LAUDO PERICIAL apontando as causas do desabamento do Viaduto. Peritos da Prefeitura, Construtora, IBAPE e CREA, além do Ministério Público vão participar dessa etapa. A Polícia Civil de Minas Gerais já abriu inquérito para apurar responsabilidades.

NOTA DO GOVERNO FEDERAL

O governo Federal distribuiu nota, dizendo que está à disposição do governo da cidade de Belo Horizonte, e que vai apoiar a Prefeitura naquilo que for solicitado. Segundo a Ministra do Planejamento, Míriam Belchior, o governo Federal é responsável pelo financiamento e liberação dos recursos para o empreendimento, e fiscaliza apenas, através de engenheiros da CAIXA ECONÔMICA, o andamento e as medições de etapas concluídas, exclusivamente para liberação de pagamentos e das verbas complementares necessárias. Segundo ainda a ministra, cabe às prefeituras que são as executoras das obras, a tarefa de fiscalizar a segurança do empreendimento.

NOTA DO BLOG

Triste ver que existam pessoas tentando tirar proveito político-eleitoreiro dessa tragédia.


5 comentários:

João Paulo Ferreira de Assis disse...

Prezados Bond e José Antônio

Desde 1991 que eu estou com um pé atrás em relação a essa turma tucana. Tenho visto muitas tragédias acontecerem do nada, e só beneficiarem politicamente os tucanos, e por uma grande coincidência sempre quando os adversários deles estão no poder. No referido ano de 1991 a tubulação de águas servidas do terminal rodoviário de Barbacena arrebentou e jogou uma onda de porcaria nas hortas dos aposentados que moravam na rua Olga Monteiro de Araújo.
Prefeito da época: Vicente de Paulo Araújo, então do PMDB.
Líder da oposição na Câmara Municipal: Toninho Andrada, do PSDB, por sinal o atual prefeito de Barbacena. O terminal se localiza entre a Praça José Campos Júnior e a Avenida Governador Bias Fortes. Paralela a essa avenida, existe a rua Olga Monteiro de Araújo (mãe do Prefeito Vicente).
Pois bem, a mídia ao lado do vereador fez o maior escarcéu: a Rádio Correio da Serra (retransmissora da Jovem Pan) e a Rede Globo, em Juiz de Fora, e os jornais do lado dos Andradas.

Parecia tudo pronto. Em dois tempos a Rádio Correio da Serra obteve permissão para não transmitir a Voz do Brasil àquela noite. E foram transmitir o discurso do vereador, que usou e abusou das frases de efeito como esta:

''O Senhor Prefeito não cuida nem da rua que leva o nome da sua progenitora, que dirá das mais!''.

O resultado disso tudo é que o governo Vicente acabou, na metade do seu mandato. Nas eleições de 1992 Toninho ganhou a prefeitura com mais votos do que a soma de seus onze concorrentes.

Interessante é que Barbacena, com mais de 1200 ruas e população superior a 100.000 habitantes a tragédia tinha que ocorrer justo na Rua Olga Monteiro de Araújo, no Bairro Passarinho.

Não foi só essa. Sei de muitas outras ocorrências que só serviram para o PSDB e seus aliados tirarem proveito.

Depois eu conto mais.

João Paulo Ferreira de Assis disse...

Não afirmo que eles fizeram isso, pois me faltam as provas. Mas pelas consequências políticas dá para se ter uma dúvida sobre o acidente foi casual ou provocado.

No município de Senhora dos Remédios MG havia um famoso ônibus azul de estudantes, na época o mais moderno de todos os vizinhos municípios. Ele foi adquirido pelo Prefeito José Francisco Milagres Primo, do PSDB, na administração 1997-2000. O coletivo serviu ainda na de seu sucessor, Arthur Belo Tafuri, do PRP, um partido aliado ao PSDB. Nunca havia dado um problema. Eis que a política vira em 2004, e o PT ganha as eleições, com Dirceu Passos. Pouco mais de um mês da nova administração, o ônibus deu defeito justo no fatídico km 692 (hoje 694) da BR 040, e capotou e o motorista que havia tomado posse recentemente por via de concurso público, passou desta para a melhor. Vários estudantes se feriram, inclusive o filho do candidato derrotado do PSDB.

Não digo que tenha havido sabotagem, mas sempre estranhei esses acasos que só ajudam os tucanos.

José Antônio disse...


Caro João Paulo,

Esses episódios, por nunca terem sido apurados, geram naturalmente diversos tipos de especulações.

Eu. ao contrário de uma certa comentarista aqui, evito de fazer acusações e sequer ilações a fatos que não possa provar.

Lembro apenas que em 1991, o PSDB ainda não havia sido contaminado pelos métodos de FHC e, posteriormente ´pelos de José Serra e seus amigos.

Se não me falhe a memória, na época chegava-se a dizer que o PSDB e o PT poderiam fazer algum tipo de aliança, pela esquerda, que os afastasse a direita e da fisiologia.

Com a eleição de FHC, principalmente a segunda, com reforma na câmara comprada, essa aliança nunca pode ser concretizada e os caminhos de cada um se distanciaram muito.

Na minha opinião, as próximas eleições devem fazer com que os tucanos sigam os passos de seus antigos aliados, da época, o PFL, depois Demo: deve se tornar, igualmente, um partido insignificante.



José Antônio disse...

Viaduto que desabou em BH já estava na mira do Ministério Público

"BELO HORIZONTE - A obra de duplicação da avenida Pedro I, em Belo
Horizonte, na qual um viaduto desabou matando duas pessoas e ferindo 22 na
última quinta-feira, 3, já era alvo de investigação do Ministério Público Estadual
(MPE) de Minas bem antes da tragédia. Tanto o contrato com a Prefeitura de
Belo Horizonte (PBH) quanto a execução do projeto são alvos de inquérito da
Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, que ainda apura suspeita de
irregularidades em outras obras do Move, nome dado na cidade ao BRT (Bus
Rapid Transit), incluindo superfaturamento.
Segundo o promotor Eduardo Nepomuceno, um dos detalhes que "causou
estranheza" foi o fato de a licitação para a realização da obra ter sido vencida
pelo Consórcio Integração, formado pela Delta Engenharia em parceria com a
Construtora Cowan. No fim de 2012, porém, a Delta deixou o projeto após o
estouro de escândalo envolvendo o proprietário da empresa, Fernando
Cavendish, com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, apontado pela Polícia Federal
(PF) como sócio oculto da companhia.
Mas, ao invés de rescindir o contrato, a PBH fez dois aditivos substituindo o
consórcio pela Cowan para a realização das obras em dois trechos da avenida Pedro I, com saldo contratual somado de R$ 117 milhões. A justificativa alegada nos aditivos, assinados pelo secretário Municipal de Obras e Infraestrutura, José Lauro Nogueira terror, é de que a substituição foi feita em razão da "cessão integral de direitos e obrigações" da Delta à Cowan.

O que chama atenção é que na hora de participar da licitação, houve a
necessidade de formar o consórcio Delta e Cowan. E durante a execução, por
conta do escândalo que envolveu a Delta, ela sai do consórcio. E essa saída dela
não gerou nenhum desdobramento contratual", observou Nepomuceno. "A
Sudecap (Superintendência de Desenvolvimento da Capital) poderia rescindir o
contrato, aplicar multa. Foi uma saída meio consensual. Isso causou estranheza
para a gente porque na hora de se inscrever e concorrer no processo licitatório
teve a necessidade de ser via consórcio. E durante a execução, não. Diz: deixa
sair, fica só a Cowan", acrescentou o promotor.

Superfaturamento. Além da questão contratual, Nepomuceno citou também
relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que aponta indícios de
superfaturamento de até 350% em alguns itens da obra, assim como de outros
projetos do BRT na capital mineira. "A gente se deparou, na verdade, com uma
diferença em diversas tabelas. Para dirimir essa dúvida a gente pediu para o
CREA fazer a perícia. Para ver se havia mesmo sobrepreço ou apenas diferença
de planilhas", contou o promotor, referindo-se ao Conselho Regional de
Engenharia e Agronomia de Minas Gerais, que também ficou encarregado de
fazer uma perícia nas próprias obras.
"

José Antônio disse...

Link:

http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,viaduto-que-desabou-em-bh-ja-estava-na-mira-do-ministerio-publico,1524280

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