sexta-feira, 4 de abril de 2014

METRÔ PARA RICO ! BAIXADA, ZONA OESTE POBRE E ZONA NORTE CONTINUAM NO SUFOCO


A notícia publicada em O Globo, de que o Estado do Rio de Janeiro planeja nova linha de metrô, indo da Gávea ao Largo da Carioca com oito novas estações e que dentro de dois meses uma licitação irá escolher a empresa responsável pela elaboração do projeto, cuja etapa inicial pode chegar a R$ 35,5 milhões, não é de toda má, visto que, investir em transporte público, em especial METRÔ é uma necessidade de nossa Cidade/Estado.

Uma nova ligação que vá do CENTRO até a ZONA SUL e chegue a BARRA, de certo vai ser muito importante. A questão, porém, é outra. O que está sendo feito de verdade para melhorar o acesso ao transporte público, do grosso da população que reside na BAIXADA FLUMINENSE - REGIÃO METROPOLITANA DE NITERÓI/SÃO GONÇALO - ZONA OESTE POBRE - ZONA NORTE/LEOPOLDINA ?

Essa massa humana, se desloca todos os dias em ônibus - barcas - trens - vans - carros próprios, em viagens de longa e penosa duração. Se vai de carro ou ônibus, os engarrafamentos são enormes, se vai de trem é um aperto e irregularidade de horário impressionante. Com as BARCAS é a mesma coisa. São seis horas por dia (ida e volta) no mínimo, dentro de um ou dois meios de transporte. TEM que acordar de madrugada, chega de volta em casa muito tarde. Essa é a realidade da maioria da população.

QUANDO será que as AUTORIDADES vão passar a pensar e depois colocar em execução um projeto de METRÔ / TRENS, utilizando a região subterrânea da LINHA FÉRREA da CENTRAL DO BRASIL, fazendo conexões com os grandes BAIRROS/ÁREAS populacionais da BAIXADA e da ZONA OESTE principalmente ?

Não resolve a vida da maioria da população que depende de transporte público, somente criar novas vias de ligação entre CENTRO/ZONA SUL. É preciso investir na CHEGADA ao CENTRO do Rio de Janeiro, de quem vem da PERIFERIA, pois é aí que está o GRANDE NÓ e o grande SUFOCO.


A MATÉRIA DE O GLOBO VOCÊ PODE LER AQUI

8 comentários:

José Antônio disse...

Bond,

Esta nova linha que supostamente deverá receber uma licitação dentro de 2 meses, faz tempo estava planejada e, há muito, aguardada pela população local.

O problema é que (dizem que foi por economia, mas...) ao fazerem a extensão até a barra, "se esqueceram" desta linha e esticaaaaaaaaram a linha 1, de maneira irresponsável.

Em nenhuma cidade do mundo existe uma linha de metrô tão comprida quanto a linha 1 quando ficar pronta, ligando a Tijuca (estação Uruguai) até a Barra (estação, sei lá qual..).

Agora, que "por motivos de economia" fizeram a cag-da, lembraram-se da boa e velha linha 4, que é esta que você descreveu.

Em resumo:

1. "Por economia" construíram uma extensão que só causará problemas enormes de congestionamento à linha 1, a qual já anda (na realidade não anda) cheia de problemas;

2. Após "a economia" irão construir aquilo que deveriam ter construído desde o início;

3. A zona norte continua esquecida em termos de transporte público de qualidade;

4. O Centro, área de integração, por natureza, de qualquer sistema de metrô, ainda hoje não vê concluída a extensão da linha 2 que deveria ir até a Praça XV, passando pela Estação Carioca. Esta última estação, uma das mais caras, pois previa a integração em 2 níveis da linha 1 e 2, até hoje está sendo subutilizada.

Em suma, Bond. dinheiro público jogado pelo ralo e prestação de serviços, à maioria da população que necessita, com nota zero.

Mas, no fundo, no fundo, Bond, não acredito nesta licitação a ser feita 4 meses antes das eleições. Está mais cheirando àquela cenoura colocada na frente de uma vara para fazer o burro andar.

Burra será a população se acreditar que esta linha sai em troca de votos.

E onde anda a linha 3 que já teve previsão de verba do governo Federal?

H.P. disse...

SEMPRE TEM MAIS QUE UM LADO. CONCORDANDO OU NÃO(ocupação), TODOS TEM QUE SER OUVIDOS - OCUPAÇÃO DA MARÉ E OUTRAS.

SINDICATO DOS JORNALISTAS PROFISSIONAIS DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO.

QUINTA FEIRA - 03/04/14

"....Pelo contrário, a presença armada do Estado na Maré tem se refletido em um histórico de mortes violentas de moradores, inclusive de crianças e de adolescentes, que já levou o governo brasileiro à repreensão internacional por parte de tribunais de defesa dos direitos humanos, em instâncias como a Organização dos Estados Americanos (OEA).

Nesta mais recente operação, a cobertura do oligopólio da mídia, ao invés de servir à defesa dos direitos humanos, tem exposto a ameaças de vida e à integridade física e psicológica dos moradores, expostos tanto às pressões dos traficantes de drogas, ainda instalados nas favelas, quanto da Polícia Militar, histórica protagonista da violência local. O nosso Sindicato não compactua com a visão disseminada por essa cobertura de que a paz na Maré foi obtida como efeito imediato da ocupação militar empreendida em conjunto por Polícia Militar, Polícia Federal e Forças Armadas. Pelo contrário, denunciamos essa visão como propaganda enganosa, posta a inviabilidade da conquista da paz por meio desse fracasso histórico representado pela lógica militarizada da segurança pública, como aconteceu no Complexo do Alemão.

Não bastasse a violação dos direitos humanos por meio do conteúdo divulgado, o nosso Sindicato também verifica a omissão de informação como outro grave atentado ao nosso Código de Ética. Não temos nas edições do oligopólio da mídia acesso ao outro lado da história, o necessário e democrático contraponto à versão oficial do que tem ocorrido durante a operação militar. Para mudar essa realidade, reivindicamos a inclusão do nosso Código de Ética na Convenção Trabalhista da nossa categoria. Desse modo, teremos respaldo legal para fazer valer o respeito das empresas, em especial, à Cláusula de Consciência, que garante aos jornalistas o direito de dizer não às tarefas que firam a ética ou as suas próprias convicções(aqui concordância absoluta - nosso), sem o risco de perder o emprego...".

BONDeblog S. O. disse...

José

Muito grato pelo comentário e pelas informações relevantes trazidas.

Um abraço

BONDeblog S. O. disse...

H. Pires

Os Oligopólios de comunicação são, e serão sempre, contrários a criação de um CONSELHO para Jornalistas.

É que um CONSELHO, como ocorre com todas as profissões liberais, tem condição de exigir um mínimo de ÉTICA PROFISSIONAL, e de punir quem não respeita esse CÓDIGO.

Quando o governo de Lula propÔs esse Conselho, os OLIGOPÓLIOS apoiados pelos jornalistas ?? alguns conchavados, não o apoiaram e ainda disseram que isso é uma forma de CENSURA.

Censura é o que ocorre hoje. SÓ passa na TELINHA ou sai no Jornal, aquilo que o CHEFE quer.

Quanto a questão da ocupação, é sempre necessário uma fiscalização da sociedade. Não é possível tirar o morados da comunidade do jugo do tráfico, e colocá-lo debaixo da BOTA da repressão oficial.

Ocupação é cidadania, saúde, escola, DEMOCRACIA. Só polícia não resolve.

José Antônio disse...

Bond, Luiz Carlos Mendonça de Barros foi ex Presidente do BNDES e ex ministro das comunicações no governo FHC, durante pouco tempo até seu nome ter sido envolvido com o escândalo do grampo do BNDES.

Foi cofundador, juntamente com Reinaldo Azevedo, da Revista "Primeira Leitura" a qual não teve vida longa (e ainda falam da lojinha de 1,99 da Dilma).

Luiz Carlos é engenheiro e economista de formação e escreve quinzenalmente para a Folha.

Seu artigo de hoje, na Folha, apresenta sua perplexidade com o mercado financeiro brasileiro tendo em vista a boataria que faz subir e descer as cotações da Bolsa de Valores nos últimos anos. Há pequenas estocadas em Dilma, mas vale ler, por que é um artigo que apresentar argumentos para, no mínimo, questionar a loucura que ora vigora em nosso mercado financeiro;

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizcarlosmendonca/2014/04/1435551-o-que-esta-acontecendo-com-a-bovespa.shtml

Vou tentar colocar o artigo, na íntegra em meu próximo comentário.

(segue...)

José Antônio disse...

O que está acontecendo com a Bovespa

04/04/2014 03h00

"Vivemos há mais de cinco anos em um mundo financeiro comandado por movimentos de manada. São períodos de correções bruscas de preços de ativos, quase sempre motivados por previsões erradas ou especulações sem sentido.

Posso afirmar ao leitor da Folha que nos mais de 45 anos como personagem no mundo das finanças não tinha ainda vivenciado um período como este. Cresci e amadureci respeitando sempre as relações dos mercados com a macroeconomia e a política, ficando as especulações com eventos menores sempre em segundo plano. Em outras palavras, fui treinado para separar o que são só ruídos dos ventos de mudanças nas condições da economia à frente.

Meu treinamento de tantos anos foi perdendo sua eficiência na medida em que apenas ruídos, e não fatos, passaram a comandar o vaivém dos preços dos ativos financeiros de maior volatilidade. Mas não foi só comigo que isso aconteceu neste período.

Outros analistas também passaram a sofrer com as mesmas dificuldades de considerar os ruídos e sua influência decisiva na condução dos mercados em suas análises.

Alguns, dos mais importantes, optaram por uma aposentadoria precoce e passaram a dedicar sua capacidade analítica para questões mais estruturais e de prazo mais longo e, por essa razão, mais relevantes. Talvez devesse ter trilhado o mesmo caminho, mas decidi pagar para ver até quando esse jogo maluco vai prevalecer.

Essa posição tem me custado muitos dissabores, mas também tem me trazido vitórias reconfortantes. Vejamos, por exemplo, o que vem acontecendo com o índice Bovespa nos últimos 12 meses, depois de o presidente do Fed dar as primeiras indicações de que estava na hora de começar a reverter a política monetária nos EUA. Isso foi em junho de 2013 e, a partir daí, os mercados começaram a precificar o caos monetário nos emergentes e as cotações passaram a seguir movimentos senoidais ao redor de um mesmo eixo.

Segundo um grande número de analistas, com uma nova política de juros na maior economia do mundo, haveria uma migração brusca e intensa de recursos dos mercados emergentes para Wall Street. Sinal para que a manada iniciasse sua corrida maluca de retirada de dinheiro dos fundos dedicados -títulos de juros, taxas de câmbio e ações- ao mundo emergente, provocando em junho do ano passado uma primeira onda de venda na Bovespa.

O índice, que estava estabilizado nos 55 mil pontos havia algum tempo, começou a cair de forma vertiginosa, chegando aos 45 mil pontos ao final de julho. Uma queda de quase 20% em menos de 30 dias.

Já em agosto de 2013 a Bovespa começava um movimento de recuperação, voltando aos 55 mil pontos entre outubro e novembro. Uma alta de 22% em um espaço de três meses, período em que o Fed afirmava e reafirmava que a normalização dos juros deveria ocorrer apenas por volta de 2016
.

Mas essa recuperação durou muito pouco e já em dezembro a Bovespa cruzava novamente a marca dos 50 mil pontos, chegando, em meados de março, aos 45 mil pontos.

O detonador desse movimento foi a decisão do Fed de iniciar a redução do volume de compra de títulos do Tesouro americano no mercado secundário desses papéis
.

Mais uma vez especuladores e investidores ignoraram as mensagens de que o Fed manteria, ainda por muito tempo, os juros próximos de zero em suas operações de um dia com o sistema bancário. Estamos assistindo agora a uma nova senoide nos índices Bovespa, com o mercado recuperando os 52 mil pontos anteontem.
"

Nota do comentarista: neste momento o índice da Bolsa se encontra em: 51.939,16 pontos.

José Antônio disse...

Continuando...

"Esse vaivém é uma verdadeira loucura se considerarmos que o estado da economia brasileira nesse período não apresentou nenhuma mudança significativa.

Apenas o mau humor dos mercados com o governo Dilma apresentou uma deterioração da magnitude da variação da Bovespa.

Era preciso acreditar em uma catástrofe, como o Brasil caminhando na direção da Venezuela ou da Argentina, para sancionar a Bovespa nos 45 mil pontos. E, se a próxima pesquisa eleitoral Datafolha mostrar uma queda na intenção de voto da presidente, certamente o Ibovespa voltará ao nível dos 55 mil pontos
.

Pobre investidor brasileiro!
"

Nota do comentarista: Neste momento o índice da bolsa continua subindo chegando quase ao 2.000 pontos: 51.960,12.

José Antônio disse...


Para quem chegou tarde, os dois comentários acima reproduzem artigo publicado, hoje pela Folha de S. Paulo e de autoria de Luiz Carlos Mendonça de Barros.

Os índices da bolsa, indicados, como sempre são muito voláteis e representam apenas os valores instantâneos no momento em que reproduzi o artigo do economista tucano.

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