segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

ROBERTO JEFFERSON É PRESO NO RIO


Ex-deputado Roberto Jefferson é preso
Isabela Vieira - Agência Brasil - 24.02.2014 

O ex-deputado federal Roberto Jefferson se entregou à Polícia Federal na manhã de hoje (24), em casa, no interior do estado. Na última sexta-feira (21), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, determinou a prisão de Jefferson, condenado a sete anos e 11 dias de prisão em regime semiaberto na Ação Penal 470, o processo do mensalão.

Jefferson será levado para a Superintendência da Polícia Federal no centro da cidade do Rio. A Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) informou que aguarda a documentação do preso para encaminhá-lo a uma unidade prisional do estado.

Por meio de conta na rede social Twitter, a PF confirmou que recebeu o mandado de prisão do ex-deputado. Os policiais estavam no município de Levy Gasparian, no sul fluminense, desde a última semana esperando o envio do documento pelo STF. O pedido de prisão domiciliar, solicitado pela defesa, em função de problemas de saúde, foi negado pela Justiça.

Na decisão, o presidente do STF, o ministro Joaquim Barbosa, que ouviu os responsáveis pelo sistema prisional no Rio de Janeiro, alegou que é possível oferecer ao réu tratamento médico prescrito dentro da penitenciária. Para justificar o pedido de prisão domiciliar, a defesa do ex-deputado apresentou a dieta nutricional que Jefferson deve seguir.

O ex-deputado condenado no processo do mensalão também foi avaliado por uma junta médica do Instituto Nacional do Câncer (Inca), onde já faz tratamento. Em dezembro de 2013, os médicos afirmaram que o estado de saúde do condenado não exigia cuidados em casa. Os especialistas explicaram que o ex-deputado deve tomar os remédios regulares e seguir a dieta.

A dieta prescrita para Jefferson inclui banana com canela, geleia real e pão preto. No almoço, o prato deve ser ter salada, arroz integral, carne ou salmão defumado e, no jantar, sopa de legumes.

Edição: Lílian Beraldo

2 comentários:

José Antônio disse...

O que dizer de Roberto Jefferson?

Como membro da tropa de choque de Fernando Collor, seu DNA já estava impresso na testa.

Sumiu com a verba, destinada ao seu partido em virtude dos acordos de aliança partidária. E, para disfarçar o desaparecimento do dinheiro, causou um enorme tsunami.

Tsunami este aproveitado pela oposição que se apropriou do termo, por ele inventado, para designar uma falcatrua que, infelizmente, todos os partidos cometem, como específica ao PT atribuindo-o como o autor único do "maior ato de corrupção da história do Brasil".

Seu julgamento na AP-470 sequer se deteve aos detalhes específicos das suas atividades. Esqueceu seu passado e envolveu tudo em um único pacote misturando todo o mundo.

Nem dá para saber se a pena que recebeu é ou não compatível com todo o seu histórico de atividades pregressas. Se foi justa ou injusta. Forte demais ou leve demais.

Pena. Quanto mais confusa se mostra a atuação da justiça, menos transparência gera e mais desconfiança produz na sociedade.

Desconfio que terá alguma dificuldade em mobilizar quem por ele se solidarize para ajudá-lo a pagar as multas devidas à justiça.

Talvez Fernando Collor, quem sabe?

Ou Claudio Humberto?

Mas não sei se ambos terão a intenção de salvá-lo, ou se terão bala na agulha para conseguir cobrir a multa devida por Roberto Jefferson.

É mais provável que algum beneficiário do tsunami político, causado pelas denúncias de "mensalão", se comova e tenha como ajudá-lo a pagar sua dívida com a justiça.

Certamente, Gilmar Mendes não deverá achar nada estranho caso isso ocorra.

BONDeblog S. O. disse...

José

O Ministro Gilmar Mendes, se houvesse coerência e imparcialidade nas manifestações que faz, teria que pedir ao MPF que apurasse a lisura das doações para Jefferson, mas...

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