sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

TRENSALÃO DO PSDB - SIEMENS - PGR QUER QUE STF INVESTIGUE - GOVERNO DE SÃO PAULO ATRAPALHA AS INVESTIGAÇÕES

E DEMITE DIRETOR QUE CONFIRMOU PAGAMENTO DE PROPINA

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ontem ao STF (Supremo Tribunal Federal) o inquérito do caso Siemens e pediu a continuidade das investigações.

Caberá ao ministro Marco Aurélio Mello decidir se dará prosseguimento ao processo. O inquérito investiga um cartel que atuava no Metrô e na CPTM e envolve políticos do PSDB.

O caso está no STF devido a um depoimento do ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer, que citou autoridades com foro.

Entre os citados, têm foro os deputados licenciados Edson Aparecido (PSDB), chefe da Casa Civil de Geraldo Alckmin; Rodrigo Garcia (DEM), secretário de Desenvolvimento Econômico; José Aníbal (PSDB), secretário de Energia; e o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP). Eles negam as acusações.

Alckmin nega que diretor tenha sido demitido por depor sobre propina

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), negou nesta sexta-feira (17) que a demissão de Benedito Dantas Chiaradia tenha relação com o depoimento prestado por ele à Polícia Federal em que cita pagamento de propina do cartel que fraudou licitações de trens em São Paulo de 1998 a 2008 a agentes públicos.

Em seu depoimento em novembro do ano passado, Chiaradia afirmou ter ouvido conversas sobre o pagamento de propina a agentes públicos e a funcionários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e do Metrô. No dia 20 de dezembro, Chiaradia foi demitido de um cargo de direção do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica).

"Não, não, não há nenhuma relação. Era um cargo de confiança do próprio DAEE e ele saiu. Nenhuma relação. Eu nem tinha conhecimento de que ele estava no DAEE. Não tem nenhuma razão específica", disse o governador 

Na edição desta sexta-feira, o jornal "O Estado de S. Paulo" revelou que, em um depoimento de 14 de novembro, Chiaradia –que já trabalhou na CPTM– disse à PF ter ouvido conversas indicando que o lobista Arthur Teixeira, que prestava consultoria às empresas processadas agora pelo governo paulista por formação de cartel, viabilizava o pagamento de propina ao hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Robson Marinho. Nos anos 90, Marinho foi chefe da Casa Civil do governador Mário Covas (PSDB). Marinho tem negado sistematicamente qualquer envolvimento com o cartel.

INSTITUTO ETHOS

Na quarta-feira (15), o Instituto Ethos divulgou sua saída do grupo de entidades da sociedade civil que acompanham as investigações da CGA (Corregedoria-Geral da Administração) sobre a formação de cartel em licitações de trens no Estado de São Paulo.

Segundo o vice-presidente do Ethos, Paulo Itacarambi, o instituto entende que o grupo já deu o suporte necessário e não tem mais com o que contribuir. Itacarambi avaliou que, apesar da discussão ser "muito aberta com os membros do grupo", falta empenho dos demais órgãos do governo estadual na investigação.

Um comentário:

José Antônio disse...

"O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou, em um parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal, que há "fortes indícios de existência do esquema de pagamento de propina pela multinacional alemã Siemens a agentes públicos vinculados ao Metrô de São Paulo". "

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,procurador-geral-diz-que-existe-forte-indicio-de-propina-no-caso-do-cartel-,1119896,0.htm

EM DESTAQUE - LEIA AGORA

JOÃO DORIA E ACMN LEVAM UMA MERECIDA CHUVA DE OVOS EM SALVADOR - EM VÍDEO

OS OVOS CHOCARAM E APODRECERAM ASSIM QUE TIVERAM CONTATO COM A CABEÇA DOS DOIS PREFEITOS LEIA A MATÉRIA AQUI

AS DEZ MAIS LIDAS NO MÊS