quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

HADDAD TRATA DEPENDENTE DE CRACK COMO GENTE - ISSO A ELITE RACISTA E ESNOBE NÃO VAI PERDOAR

TORCENDO PARA DAR ERRADO


A iniciativa da Prefeitura de São Paulo, de recuperação e reintegração de dependentes de crack, via oferecimento de uma renda por serviços prestados e local para dormir, além de acompanhamento médico e social, fazendo isso sem recorrer as internações compulsórias, é a única novidade nesse campo até agora.

Da mesmice das 'batidas policiais', que não dão em nada diante da hipocrisia de governadores e prefeitos que fingem estar preocupados com a situação, mas, nunca ofereceram alternativas de acolhimento decentes e duradouras, estamos todos cheios. Se vai dar alguma resposta positiva, justificando a escolha e o investimento, é coisa que só no médio prazo saberemos. 

Mas, enquanto isso, é bom o prefeito de São Paulo se preparar. Ele será bombardeado pela direita raivosa e preconceituosa, como foi nas demais iniciativas que tomou, chegando inclusive a ser impedido pela justiça de cobrar menos IPTU dos pobres, e mais dos ricos.

Dependentes de crack começam a trabalhar em programa da prefeitura de SP
Fernanda Cruz - Agência Brasil - 16.01.2014 

São Paulo - Dependentes de crack que participam do Programa de Braços Abertos da prefeitura começaram hoje (16) o trabalho de limpeza de ruas, calçadas e praças na região central da cidade. Como parte das ações do programa, os usuários foram removidos ontem (15) da favela montada na região da Cracolândia e encaminhados para hotéis próximos. No dia seguinte à remoção, a Alameda Dino Bueno, onde estava instalada a favela, não tinha mais barracos nesta manhã. Porém, usuários ainda perambulavam pelas imediações e alguns barracos permaneciam montados em ruas próximas.

Os dependentes que aceitaram o programa se reuniram por volta das 9h de hoje (16) na tenda, na Rua Helvétia, para receber as orientações sobre o trabalho. Mais de 80 participantes formaram filas e começaram hoje o serviço de varrição das ruas.

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Rogério Araújo Nascimento era um dos mais animados. Ele acredita que vai conseguir desempenhar bem o serviço. “Eu já fazia reciclagem, já trabalhava 24 horas na rua”. Esperançoso, o dependente disse que usou crack ontem pela última vez e que até já jogou fora o seu cachimbo, pois pretende largar a droga. “Foi bom [no hotel]. Dormi ontem a tarde inteira” disse.

Essa é a segunda vez que Rogério tenta abandonar o crack, antes não deu certo porque ele “desanimou”. Ele contou que as más influências de amizades o levaram à droga. Rogério disse que o cheiro do crack na região da cracolândia atrapalha a recuperação, mas ver que todos estão juntos tentando abandonar a droga o motiva. “E trabalhar vai distrair a mente”, acrescentou.

O prefeito Fernando Haddad esteve no local e conversou com alguns dependentes. Um deles, Márcio Alan, contou a rotina ao prefeito: “Nem hoje nem ontem eu usei droga. Com dinheiro no bolso, fui descansar, dormi melhor, tomei um banho, fiz a minha higiene. E vou ganhar o meu [dinheiro] honestamente.”

O serviço de limpeza tem duração de quatro horas diárias. Cada usuário vai receber bolsa de um salário mínimo e meio, o que inclui os gastos com alimentação, hospedagem, além do pagamento de R$ 15 por dia de trabalho. O pagamento, segundo Haddad, vai ser feito semanalmente. “O trabalho é para que eles tenham uma renda mínima para comprar um sapato, uma meia, uma pasta de dente, cortar o cabelo, uma coisa mínima a que todo ser humano tem direito”, disse ele.

Haddad declarou que as ações da prefeitura já mudaram a cracolândia. “Em dois dias, nós conseguimos mudar a cara da região e integrá-los [os dependentes] numa frente de trabalho, com tratamento médico.”

Edição: Talita Cavalcante

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