quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

JOSÉ GENOÍNO PEDE AO INQUISIDOR QUE O DEIXE CUMPRIR PENA EM SÃO PAULO

Só mesmo na cabeça do INQUISIDOR - Joaquim Barbosa - é que prisão domiciliar se cumpre fora da cidade onde se reside de fato. Genoíno está "morando" na casa da filha em Brasília, e, esse é por certo um constrangimento para todos. Que ele vá cumprir sua pena em sua residência em São Paulo, é o mínimo que se espera. Se, amanhã ou depois o INQUISIDOR resolver em mais um dos acessos de fúria mandá-lo para a cadeia, que fique em um presídio em São Paulo. O motivo de transferir "QUASE" todos os  condenados na AÇÃO PENAL 470 para Brasília, era simplesmente, além de submete-los à humilhação e constrangimento, fazer o INQUISIDOR aparecer. Esses objetivos TORPES já foi plenamente alcançados.

Defesa de Genoino pede transferência de prisão domiciliar provisória para São Paulo
26/12/2013 - 17h22 - 
Justiça - 
Sabrina Craide - 
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A defesa do ex-presidente do PT e ex-deputado federal José Genoino (SP) aguarda para hoje (26) a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, sobre o pedido de transferência da prisão domiciliar provisória para São Paulo. Genoino cumpre prisão domiciliar em Brasília desde o fim de novembro, mas o advogado Luiz Fernando Pacheco pediu a transferência para que ele fique mais perto da família e também por motivos de saúde.

Segundo Pacheco, Genoino já tem exames marcados no dia 7 de janeiro, em São Paulo, que são “absolutamente necessários” para a sua saúde, além de consulta com o médico que o acompanha. “É em São Paulo que ele reside há mais de 30 anos, no mesmo local, onde mora sua companheira, dois de seus três filhos, seus dois netos”, disse Pacheco à Agência Brasil.

O advogado espera que a análise do pedido, apresentado hoje, seja feita imediatamente, porque considera que há urgência no pedido. “Toda a execução, quando está tratando do status quo do preso, é urgente”, explicou. José Genoino foi condenado a quatro anos e oito meses de prisão na Ação Penal 470, o processo do mensalão, e cumpre prisão domiciliar temporária devido ao seu estado de saúde.

A defesa de Marcos Valério também aguarda uma decisão do STF sobre o pedido de transferência do ex-publicitário para a penitenciária de segurança máxima em Contagem, Minas Gerais, protocolado no dia 23 de dezembro. O advogado Sérgio Leonardo também argumenta que o condenado deve ficar mais perto da família. “Toda a família dele reside em Minas Gerais e, de acordo com a Lei de Execução Penal, você deve priorizar que a pessoa cumpra pena próximo a seus familiares”, explicou.

Marcos Valério foi condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão, a 40 anos, quatro meses e seis dias de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção, evasão de divisas, peculato e formação de quadrilha.

Edição: Davi Oliveira

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32 comentários:

José Antônio disse...

O Grão Inquisidor já está preparando o seu "pulo do gato".

Até abril decide se será candidato a síndico; prefeito (ooops eleições municipais não estão no horizonte. Desculpem-me); deputado estadual; deputado federal; Senador e... tchan tchan tchan... Presidente (ou vice).

Boas relações com boa parte da mídia ele já possui. Embora tenha arranjado uns pontos de atrito, aqui e acolá.

Vamos ver o tamanho do ego deste "menino pobre que salvou o Brasil".

José Antônio disse...


Excelente artigo do Mauro Santayana em:

http://www.maurosantayana.com/2013/12/habemus-papam_19.html

(...)

"A ascensão irracional do anticomunismo mais obtuso e retrógrado, em todo o mundo - no Brasil, particularmente, está ficando “chic” ser de extrema direita – baseia-se em manipulação canalha, com que se tenta, por todos os meios, inverter e distorcer a história, a ponto de se estar criando uma absurda realidade paralela.

Estabelecem-se, financiados com dinheiro da direita fundamentalista, “Museus do Comunismo”; surgem por todo mundo, como nos piores tempos da Guerra Fria, redes de organizações anticomunistas, com a desculpa de se defender a democracia; atribuem-se, alucinadamente, de forma absolutamente fantasiosa, cem milhões de mortos ao comunismo.

Busca-se associar, até do ponto de vista iconográfico, o marxismo ao nacional-socialismo, quando, se não fossem a Batalha de Stalingrado, em que os Alemães e seus aliados perderam 850 mil homens e a Batalha de Berlim, vencidas pelas tropas do Exército Vermelho - que cercaram e ocuparam a capital alemã e obrigaram Hitler a se matar, como um rato, em seu covil - a Alemanha Nazista teria tido tempo de desenvolver sua própria bomba atômica e não teria sido derrotada.

Quem compara o socialismo ao nazismo, por uma questão de semântica, se esquece que, sem a heróica resistência, o complexo industrial-militar, e o sacrifício dos povos da União Soviética - que perdeu na Segunda Guerra Mundial 30 milhões de habitantes - boa parte dos anticomunistas de hoje, incluídos católicos não arianos e sionistas, teriam virado sabão nas câmaras de gás e nos fornos crematórios de Auschwitz, Birkenau e outros campos de extermínio.

Espalha-se, na internet – e um monte de beócios, uns por ingenuidade, outros por falta de caráter mesmo, ajudam a divulgar isso – que o Golpe Militar de 1964 - apoiado e financiado por uma nação estrangeira, os Estados Unidos – foi uma contra-revolução preventiva.
"


É só um pouco do belo artigo do Mauro Santayana.

José Antônio disse...


"O fascismo se expande hoje nas mídias sociais, forte e feioso como um espinheiro contorcido, que vai se estendendo, engrossando o tronco, ampliando os ramos, envolvendo incautos, os jovens principalmente, e sufocando os argumentos que surgem, com seu modo truculento de ser.

Para isso, utiliza-se de falsas informações, distorções de fatos, episódios, números e estatísticas, da História recente e da remota, sem o menor pudor ou comprometimento com a verdade, a não ser com seu compromisso de dar conta de um Projeto.
"


Outro belo artigo. Desta vez da autoria de Hildegard Angel. Filha da "perigosa comunista, bolchevista, castrista, guevarista, terrorista", Zuzu Angel.

http://www.hildegardangel.com.br/?p=32320

José Antônio disse...


De quem, felizmente, nos livramos:

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,serra-espero-que-todos-os-meus-desejos-se-realizem,1112555,0.htm

lucia ramos moreira disse...

Sr. José ANtônio,
Não precisa se explicar, nós já sabemos que o senhor tem um pé no fascismo e o "anônimo" foi muito hábil em identificar essa sua faceta. Trazer artigos do Mauro Santayanna em nada ajuda, mas prova que existe sim, como eu falei, associação do fascismo com o socialismo. O artigo desse jornalista esquerdista não cita o pacto Hitler/Stalin e nem o momento em que essa parceria foi desfeita, criando assim uma briga societária entre seus os seus maiores acionistas: Alemanha Nazista e Rússia Comunista. O articulista também disse uma incrível besteira ao chamar os sionistas de "anticomunistas" quando na verdade o sionismo foi unha e carne com o stalinismo, tendo rompido com ele num dado momento da história. Isso gerou o conhecido antissionismo esquerdista dos dias atuais.

lucia ramos moreira disse...

Joaquim Barbosa,
Que Deus lhe ilumine e dê forças para mudar o Brasil. Sabemos que muitas décadas serão necessárias para reparar o estado brasileiro abduzido pelo PT. Limpar o estado brasileiro aparelhado pelo PT consumirá uma energia fabulosa, e só homens com moral ilibada e coragem superior poderão cumprir a pesada tarefa. Conte com os bons brasileiros pois os maus já estão filiados ao partido do mensalão.

BONDeblog S. O. disse...

José

SANTAYANA é sem dúvida um dos jornalistas de mais visão e sensibilidade que temos aqui no Brasil. Por não ter nunca se dobrado tem pouco espaço. Mas, é sempre uma alegria ler algo escrito por ele.

BONDeblog S. O. disse...

Senhora Lucia

A história já nos mostrou que o fim de "salvadores da pátria" é muito triste.

Quem muda o país é o conjunto de seu povo.

E arbítrio, ilegalidades e ódio, só podem mudar o Brasil para pior.

DIGO NÃO A INQUISIÇÃO E SEU INQUISIDOR

José Antônio disse...

D. Lucia,

A tática de chamar os outros daquilo que se é não cola.

A senhora pode me chamar de fascista/comunista e outros istas.

Minha postura, independe dos nomes pelos quai a senhora tenta me classificar.

Já, ao contrário, a sua postura, seu comportamento arrogante e elitista a identifica a léguas de distância.

E para finalizar, D. Lucia, só mesmo pessoas sem a menos compreensão dos movimentos históricos e sociais, seria capaz de fazer essa "junção" que a senhora faz entre nazistas e comunistas.

Diria mais. Somente pessoas de má fé, com vontade de fazer o revisionismo da história, ousariam fazer esse tipo de associação. Tipo, um astrólogo conhecido que se auto proclama filósofo.

Neste caminho revisionista, D. Lucia, a senhora tem outre predecessores que evito nomear para não lhes dar publicidade.

Aos poucos a senhora irá se igualar a eles, igualmente, nas suas teses esdrúxulas, as quais também evito de citar, por que tenho vergonha de que alguém, ante tantas evidências, seja capaz de negar o óbvio.



José Antônio disse...


Leiam "outros" no lugar de "outre".

Desculpem-me a pressa na digitação.

José Antônio disse...

D. Lucia,

O pacto Hitler/Stalin foi apenas mais um, entre muitos, na história. Pode ser comparado ao pacto efetuado entre a Al Qaeda e os EUA para combater a União Soviética no Afeganistão.

No caso, os norte-americanos se arrependeram amargamente de terem sido os alimentadores de uma organização ainda em seu berço, mas que, quando cresceu, lhes inflingiu a maior surra da história.

Sem contar o fato de terem transformado, hoje em dia, os EUA em uma nação policial e praticante de terrorismo de estado, inclusive contra seus próprios cidadãos; em princípio suspeitos, até prova em contrário, de serem colaboradores com "os terroristas".

Outros pactos os EUA também fizeram e se arrependeram mais tarde.

Por exemplo, o apoio dado ao ditador do Panamá, Manoel Noriega. Preso anos depois, em uma, entre as múltiplas invasões norte-americanas a um país da América Latina.

Quanto ao fato de sionistas terem ligações "unha e carne" com stalinistas, desconheço qualquer referência a este fato. Seria interessante, se a senhora não estiver criando mais uma das suas invenções, que postasse as referências.

Sei, entretanto, e todos que quiserem também podem saber, das estreitas ligações, ainda durante a guerra da independência, entre sionistas e altos oficiais nazistas.

A senhora deveria saber de como esses oficiais alemães foram recebidos em território palestino, ainda sob ocupação inglesa, para serem condecorados pelos sionistas.

A ligação entre sionistas e nazistas foi uma das mais vergonhosas da história. Para os sionistas que dela participaram, as políticas de perseguição e extermínio aos judeus na Alemanha eram úteis para convencer o maior número de judeus a emigrarem para a Palestina.

É muito fácil encontrar essas referências na Internet. Há para todos os gostos: de direita, de esquerda, sionistas, antisionistas, judaicas, antissemitas, inglesas, francesas e, provavelmente russas (mas desconheço o idioma).



José Antônio disse...


Alguns links para facilitar a pesquisa de D. Lucia:

Inicialmente a página introdutória de uma série de 11 capítulos.

Esta série de 11 capítulos seguiu-se ao debate que sucedeu a uma transmissão, de uma emissora australiana, 3CR, sobre oa colaboração sionista-nazista:

http://www.lastsuperpower.net/docs/nzc1introduction/view

O Relato da viagem de um oficial nazista, Baron Leopold Itz von Mildenstein, à Palestina, então ocupada pelos britânicos, em 1933.

Esta página ainda apresenta a fotografia de uma moeda cunhada em homenagem a este "visitante ilustre". De um lado a suástica, do outro, a estrela de David:

http://www.britishempire.co.uk/maproom/palestine/travelpalestine.htm

Página da CNN sobre documentário de diretor israelense, Arnon Goldfinger, sobre o que descobriu sobre seus avós e a viagem de Mildenstein, à Palestina:

http://edition.cnn.com/2012/10/29/showbiz/movies/the-flat-director/index.html

Verbete da Wikipedia sobre o barão Mildenstein:

https://en.wikipedia.org/wiki/Leopold_von_Mildenstein

E, finalmente, verbete da Wikipedia sobre o "pacto" entre os nazistas e a Federação Sionista da Alemanha, Haavara Agreement, assinado em 25 de agosto de 1933:

https://en.wikipedia.org/wiki/Haavara_Agreement

Infelizmente, D. Lucia, a senhora terá que ler em inglês. Ou então pesquisar mais um pouco para ver se encontra dados em português.

Agradeceria à D. Lucia que me informasse, com a mesma riqueza de detalhes, as fontes sobre as quais ela afirma categoricamente que o sionismo foi "unha e carne" com o stalinismo.



José Antônio disse...


Os links acima podem também ser úteis ao suposto professor de história, o arrogante Altair que agora assina como anônimo.

É sempre tempo de aprender algo novo.

José Antônio disse...


O pacto Hitler-Stalin, ou melhor Ribbentrop-Molotov, foi fichinha perto desse.

Anônimo disse...

Eu quero lá saber de Hitler!!! Quero mesmo é saber se o Joaquim Caifaz atenderá o pedido do Genuino, coisa que duvido muito! Afinal, de um asqueroso daqueles se pode esperar tudo!

Anônimo disse...

Cavalheiro José Antônio,
O sr. critica o revisionismo e traz uma coletânea de artigos revisionistas para ampararem seu ponto de vista. O sionismo expressava diversas correntes de pensamento que iam do marxismo, representando por Ber Borochov, até o sionismo-nacionalista de Jabotinsky. as correntes sionistas-marxistas se uniram ao estalismo e outras correntes minoritárias do sionismo buscaram refúgio no fascismo como forma de se antagonizar às correntes marxistas, mais hegemônicas. O senhor foi beber nas fontes erradas. As fontes antissionistas revisionistas gostam de superdimensionar possíveis associações de meia dúzia de judeus, ou sionistas, com seus piores inimigos como forma de desvalorizar os movimentos de defesa judaicos. Em 1933 o nazismo ainda não iniciara a matança em escala industrial dos judeus, como forma de despertar o repúdio pelos seus atos por parte de alguns judeus. Por essa razão sempre iremos encontrar nos documentos históricos envolvimentos de judeus com os nazistas, assim como encontraremos mulheres judias casadas com soldados nazistas, sem que isso caracterize qualquer aprovação das lideranças judaicas com o que os nazistas fizeram. Aliás, me mostre documentos provando o envolvimento ou a participação de autoridades judaicas ao nazismo no auge dos campos de concentração e dos fornos crematórios!

lucia Ramos Moreira disse...

Quanta bobagem hein, Sr. José Antônio!!!!!
Embora o anônimo esteja correto na sua análise eu não vou concordar em tudo com ele. Só existiram 2 líderes sionistas na história:
THEODOR HERSZL
DAVID BEN GURION

O primeiro fundou as bases do sionismo no século 18 durante o rumoroso processo Dreifuss, na França. Nem existia nazismo ainda. O segundo foi o primeiro presidente de Israel, que criou o estado em bases socialistas. Ben Gurion foi o mais íntegro líder da história. Assim como não se curvou aos terroristas de direita da Stern e Irgun, inclusive tendo mandado atirar neles, jamais se envolveria com os nazistas. Todos os outros foram chefetes que nunca representaram o movimento sionista. O Estado de Israel foi o ÜNICO estado verdadeiramente socialista, onde os MOSHAVs e KIBUTZ ofereciam uma sociedade igualitária sem circulação monetária. O nazismo também foi uma variante do socialismo, porque era o PARTIDO NACIONAL SOCIALISTA DOS TRABALHADORES ALEMÃES (repararam no PARTIDO.......DOS........TRABALHADORES?) Coincidência?


José Antônio disse...

Anônimo Professor Altair,

Tive o cuidado ao procurar minhas fontes, de, por saber que também existem, não utilizar aquelas comprometidas com o revisionismo e com o negacionismo.

Acredito que o filme, citado pela CNN, e a própria CNN, não constituem nem uma coisa nem outra.

Os verbetes, por mim utilizados, da Wikipedia, embora não possam ser considerados uma referência precisa, no caso, parecem ser bastante neutros, mantendo-se fieis a diversos documentos utilizados como referência.

O senhor me acusa de ter generalizado o comportamento de "alguns" sionistas, mas eu estava falando de uma organização que pretendia falar em nome dos judeus alemães e que, em nome deles, negociou a "troca" entre os que iriam para a Palestina britânica e os que iriam para Auschwitz. Esses últimos em muito maior quantidade. Não se trata, portanto, de um ou outro desgarrado assumindo posições controversas, mas sim daqueles judeus considerados pelo Reich como "honestos" e, portanto, dignos de manterem conversações de "alto nível" com os oficiais alemães idealizadores da "solução final ao problema judaico".

Por outro lado, sua amiga generaliza escandalosamente escrevendo que "os sionistas eram unha e carne com os stalinistas", e o senhor não fala nada?

Ao contrário, quem supervaloriza essas associações, entre as correntes minoritárias, com o stalinismo parece ser o senhor e sua amiga.

"Em 1933 o nazismo ainda não iniciara a matança em escala industrial dos judeus, como forma de despertar o repúdio pelos seus atos por parte de alguns judeus."

Em 1933 muitos já sabiam das ideias antissemitas de Hitler. Tanto que, já nesta época um boicote contra a importação de produtos alemães havia sido organizado. Boicote este que estava tendo relativo sucesso, mas que foi, por sua vez, boicotado, pelas cordiais relações mantidas entre as lideranças sionistas e o governo nazista.

Concordo que havia, entre os sionistas da época, diversas correntes. Algumas até capazes de se matarem entre si. Tanto que, entre as mais "estranhas", se é que posso falar assim, havia aquelas que preferiam estabelecer uma aliança com a Alemanha Nazista contra o que consideravam ser seu maior inimigo, o Império Britânico.

Ressalto tudo isso, não para "desvalorizar movimentos e defesa judaicos", como o senhor diz, mas sim para relativizar e não super dimensionar um pacto (Ribbentrop-Molotov) que teve muito curta duração e que praticamente não teve grande repercussão nos acontecimentos posteriores de muito maior escala. E, pior, usado, agora, como pretexto para igualar, de forma sórdida e calhorda, o comunismo ao nazismo. Esta sim, me parece, outra forma de revisionismo com interesses bastante obscuros.

Na época (e parece que ainda hoje), pactos eram estabelecidos com mútua desconfiança entre os pactuadores. Ninguém tinha a certeza de que o outro lado iria respeitá-lo.

O pacto Ribbentropp-Molotov foi feito entre duas nações, às custas de uma terceira, a Polônia.

O pacto entre os oficiais do terceiro Reich e as organizações sionistas foram efetuados entre o lobo e o cordeiro, que supostamente deveria estar do lado do seu rebanho. Infelizmente, às custas da maioria do rebanho, que nele acreditou fielmente, que "as excursões em trens exclusivos, serviriam a levar o rebanho a idílicas colônias de férias, tais como a de Terzienstadt.

Cada pacto com a sua específica dose de imoralidade e Real-Politik.

E a cada um de achar, conforme a sua consciência, qual foi o mais asqueroso.



lucia Ramos Moreira disse...

E antes que eu me esqueça: é estapafúrdia a afirmação de que os "líderes sionistas" instigavam o antissemitismo na europa para estimular os judeus a emigrarem para Israel. A presença judaica na região tem 4 mil anos. Os judeus nunca esqueceram Jerusalém, de onde foram expulsos pelos Romanos e sempre rezam voltados para a cidade santa. A imigração judaica para a Palestina já existia bem antes da ascenção do nazismo, e não seria o extermínio de judeus que iria aumentar essa população em Israel.

José Antônio disse...

" O nazismo também foi uma variante do socialismo, porque era o PARTIDO NACIONAL SOCIALISTA DOS TRABALHADORES ALEMÃES (repararam no PARTIDO.......DOS........TRABALHADORES?) Coincidência?"

Coincidência, não, D. Lucia, mas trata-se do mesmo tipo de engodo utilizado pelo Partido da Social Democracia Brasileira, vulgo PSDB. Ou a senhora acredita que esté é um partido verdadeiramente social-democrata?

Ou, agora, do recém entrado na moda, Partido Socialista Brasileiro. A senhora acredita mesmo que este é um partido socialista?

Será que existe alguma relação entre este partido "socialista" e o "nacional socialismo"?

Ora, D. Lucia, certo tipo de "ingenuidade" denuncia má fé mesmo.

José Antônio disse...

D. Lucia deve acreditar que o Demo é um partido de democratas e deve ter tido pena da unificação da Alemanha, pois a parte que foi extinta, a Oriental, era denominada de RDA, ou República Democrática Alemã.

José Antônio disse...

"E antes que eu me esqueça: é estapafúrdia a afirmação de que os "líderes sionistas" instigavam o antissemitismo na europa para estimular os judeus a emigrarem para Israel. A presença judaica na região tem 4 mil anos."

Ninguém aqui escreveu isso que essa senhora citou. O que foi dito, e muito claramente, é que certas lideranças sionistas estavam de acordo com a política racista da Alemanha Nazista, tanto que a ela se aliaram, pois esta estimulava aquela parcela dos judeus, a maioria, que não estava interessada em sair de seus países, a, por sobrevivência, emigrar para o território palestino.

De uma certa maneira, a filosofia de pureza da raça, praticada na Alemanha, tinha defensores, entre essas correntes sionistas, que achavam muito natural que o lugar dos judeus não deveria ser na Alemanha ou outro país europeu.

Isso não sou eu quem digo. Citei as fontes e nenhuma pode ser considerada revisionista ou negacionista.

A existênciade ou não de populações judaicas na região, em maior ou menor quantidade, durante xyz mil anos não tem nada a ver com o que está sendo discutido aqui.

José Antônio disse...

"A imigração judaica para a Palestina já existia bem antes da ascenção do nazismo, e não seria o extermínio de judeus que iria aumentar essa população em Israel."

Pois foi a maior causa de emigração imediatamente após a guerra.

José Antônio disse...

"O Estado de Israel foi o ÜNICO estado verdadeiramente socialista"

Ora, se D. Lucia acha que o emprega das mesmas palavras não é coincidência, ela deve achar terrível que o Estado de Israel tenha tido, em suas origens, diversos componentes socialistas.

Para D. Lucia, "socialismo" é sinônimo de palavrão.

E o fato do Partido Nacional Socialista usar a mesma palavra também não deve ser mera coincidência.

Falta um pouco de coerência nos argumentos, como sempre falaciosos, de D. Lucia.

Um peso e múltiplas medidas, conforme as conveniências.

José Antônio disse...

"Ben Gurion foi o mais íntegro líder da história. Assim como não se curvou aos terroristas de direita da Stern e Irgun, inclusive tendo mandado atirar neles, jamais se envolveria com os nazistas. Todos os outros foram chefetes que nunca representaram o movimento sionista.

Deve depreender da afirmação acima que tendo sido Ben Gurion o único chefe sionista com legitimidade, a relação "unha e carne" entre sionistas e o stalinismo foi protagonizada pelo próprio?

José Antônio disse...

Saiu com muitos erros meu comentário acima.

Corrijo abaixo:

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"Ben Gurion foi o mais íntegro líder da história. Assim como não se curvou aos terroristas de direita da Stern e Irgun, inclusive tendo mandado atirar neles, jamais se envolveria com os nazistas. Todos os outros foram chefetes que nunca representaram o movimento sionista."

Devo depreender da afirmação acima que tendo sido Ben Gurion o único chefe sionista com legitimidade, a relação "unha e carne" entre sionistas e o stalinismo foi protagonizada pelo próprio?

Afinal, D. Lucia, quais foram os sionistas que mantiveram uma relação "unha e carne" com o stalinismo?

Anônimo disse...

Cavalheiro José Antônio,
vou responder pela Lucia.

Ben Gurion, ele próprio, foi um stalinista. Ao se tornar Chefe de Estado percebeu que os estalinistas o haviam abandonado. A URSS, não acreditando na sobrevivência do jovem e fraco estado judeu, sem armamentos e cercado por 22 nações hostis fortemente armadas, passou a financiar grupos árabes de oposição à Israel, de natureza terrorista. Surgiram assim a OLP de Arafat e a Frente Popular de Libertação da Palestina do comunista libanês George Habache. Não restou a Ben Gurion outra alternativa senão pedir ajuda aos americanos que desconfiavam de sua formação socialista. Formou-se assim a polarização entre URSS e EUA na guerra não tão fria do oriente médio. O apoio comunista aos grupos que pregavam a destruição de Israel fortaleceu o sionismo de direita, capitaneado por Menachen Begin e Shamir, que viriam a ocupar o lugar de Ben Gurion décadas mais tarde. Os sionistas de direita por sua vez se uniram aos setores religiosos ortodoxos bem como abraçaram as causas dos colonos ultradireitistas. Essa dicotomia prevalece até hoje onde setores influentes da esquerda internacional pregam abertamente o fim do Estado de Israel. Ao movimento antissionista mundial juntaram-se grupos antissemitas neoclássicos cujo discurso contra os judeus agora é pela causa dos palestinos que, diga-se de passagem, eles jamais se importaram. É por essas e outras que os antissionistas são frequentemente taxados de antissemitas. Apesar disso não se pode dizer que o sionismo é anticomunista pois o sionismo ainda possui diversas correntes ideológicas, embora o grupo majoritário hoje esteja francamente à direita, por uma questão de sobrevivência. Não seria exagero afirmar que o estalismo rompeu com o sionismo, muito mais por uma questão de oportunismo do que por questões ideológicas. Sim, SIONISMO E ESTALISMO podem ter sido unha e carne um dia.

Anônimo disse...

Sobre o suposto apoio de "certas lideranças sionistas" às políticas racistas do 3o Reich como forma de estimular a emigração de judeus europeus para Israel, ainda carece das devidas comprovações históricas. E isto jamais poderemos atribuir ao movimento sionista. É comum vermos essas afirmações em sites e blogs antijudaicos.

Embora o movimento sionista fosse de caráter nacionalista ele entendia que Israel seria o lar nacional judaico para todos os judeus que se sentissem perseguidos em seus países de origem, mas apenas para aqueles que o quisessem. Não haveria espaço para 50 milhões de judeus num estado menor do que Sergipe, o que talvez tenha contribuído para um projeto expansionista da Grande Israel bíblica que, realmente existiu, mas que hoje está definitivamente sepultado. O Sionismo atual ainda mantém estreitas relações com os setores ultraortodoxos e ultranacionalistas (um erro, na minha opinião) mas sabe que o futuro do Estado judeu está na paz com os seus vizinhos. Os sionistas atuais sabem da inviabilidade de reunir todos os judeus no mundo num lugar só, até por questões de segurança pois uma bomba atômica faria em minutos o trabalho que Hitler sempre sonhou. Por esta razão, um Irã atômico será sempre uma ameaça aos judeus de Israel e não se espante se o país Persa um dia for atacado por Israel.

Anônimo disse...

Sobre a questão da "pureza da raça", supostamente defendida pelos sionistas, isto não procede. As bases da criação do Sionismo foram estritamente centradas na autodefesa da existência física dos judeus. Dá o conceito de lar nacional judaico com a criação de forças de defesa, o embrião das IDFs. Espalhadas pelos mais diversos países, as comunidades judaicas da diáspora sempre conseguiram manter suas tradições e se integrar com as as outras etnias. De tempos em tempos explodiam surtos de perseguição e matanças de judeus cujos países não conseguiam, ou não tinham interesse, em controlar. Esse foi o cenário que levou Theodor Herzl, um jornalista judeu e ateu, que viu a explosão de antissemitismo do Caso Dreifuss varrer a França, como a Lucia lembrou. Recomendo ao senhor a leitura do Caso Dreifuss, muito interessante e cujo filme já está sendo rodado pelo Roman Polanski.

José Antônio disse...

Caro Anônimo Professor Altair,

Como disse anteriormente, sempre é tempo de aprender alguma coisa.

Aprendo agora que Ben Gurion foi um estalinista: "unha e carne", como diz a D. Lucia. (Embora agradecesse se o senhor pudesse fornecer alguma referência de credibilidade)

Entretanto, tendo em vista que nem sempre a D. Lucia tem concordado com o senhor, aguardo dela as suas (dela) devidas explicações.

Mantenho, entretanto a minha dúvida: se como diz a D. Lucia, Nazismo e Comunismo constituem uma mesma coisa, o que deve se dizer do único líder sionista representativo (excluindo Theodor Herzl que viveu no século XIX, segundo palavras de D. Lucia) ter sido adepto de Stalin, lider totalitário, renegado pelos próprios comunistas após a sua morte?

Seria Ben Gurion (o único líder representativo do sionismo) um "comunista" adepto de um ditador renegado, desde 1956, pelos comunistas, os quais, segundo D. Lucia, não se diferenciavam do Nazismo, igualmente um nazista?

O raciocínio tortuoso de D. Lucia leva a interpretações bastante esquisitas e incoerentes, não acha?

Tenho a impressão que toda essa confusão, causada por D. Lucia, é proposital. Serve bastante apenas para levantar poeira e causar (falsas) polêmicas.

Anônimo disse...

Cavalheiro José Antônio,

Sobre Ben Gurion, seu estalinismo era uma espécie de "gratidão" ao exército vermelho que libertou os judeus dos campos de concentração. Uma grande bobagem, aliás. Se não fosse o exército vermelho seriam os aliados pois o nazismo já estava acabado. Era uma espécie de moda na época todos serem estalinistas, especialmente depois da revelação das atrocidades nazistas, exatamente como já foi moda ser de esquerda no Brasil, onde ricos e bem nascidos comemoravam a vanguarda do socialismo entre goles de uísque importado e caviar. era a famosa esquerda festiva, ou radical chic.

Mas cuidado: nazismo e comunismo têm muitos pontos em comum. Na verdade ambas as ideologias convergem mais do que divergem. Ambas estabelecem ditaduras, aniquilam a democracia e opositores, estabelecem a obediência a um líder único, criam um estado grande e centralizador e produzem pilhas de cadáveres além de muitas outras semelhanças perturbadoras. A banca internacional de historiadores é francamente de esquerda e ainda não tem coragem de reexaminar essa proximidade entre ambos. Talvez as próximas gerações de historiadores tenham essa iniciativa e um dia venham a proclamar nazismo e comunismo como galhos de uma mesma árvore.

Outra coisa, os comunistas não renegaram o estalinismo. Ele continua vivo e presente junto aos velhos comunistas. Quem tentou renegá-lo, sem sucesso, foi Nikita Kruchev e de lá pra cá nada mais foi feito.

Para a sua decepção, a Lucia pode não estar errada.

José Antônio disse...

Anônimo Altair,

"Outra coisa, os comunistas não renegaram o estalinismo. Ele continua vivo e presente junto aos velhos comunistas. Quem tentou renegá-lo, sem sucesso, foi Nikita Kruchev e de lá pra cá nada mais foi feito."

Creio que a leitura de material mais recente deveria fazer bem a um professor de história atualizado. Não apenas livros, mas textos e debates atuais dos antigos e atuais partidos comunistas, ainda que, hoje, com nomes diferentes.

Não é de estranhar, portanto, sua confrontação com aquilo que o sr. denomina de "banca internacional de historiadores".

"A banca internacional de historiadores é francamente de esquerda e ainda não tem coragem de reexaminar essa proximidade entre ambos.

Devo depreender de seu comentário que esta "banca internacional de historiadores" se encontra errada e que o único certo é o Anônimo Professor Altair. Quem sabe, tenha sido por isso, que o ilustre professor acabou sendo "injustamente" afastado das atividades acadêmicas por esta "banca Internacional"?

Continuo aguardando, seja da sua parte, seja da parte de D. Lucia, referências, com credibilidade, sobre o estalinismo de Ben Gurion. Eu hoje fui apresentado a uma coisa que desconhecia, mas preciso ter a certeza de que os fatos que me foram apresentados possuem consistência.

Daquilo que me propus argumentar, busquei o máximo de referências para não dar a impressão de que tudo não passava de mero "achismo" da minha parte. Procurei, inclusive, evitar o uso de referências de duvidosa respeitabilidade. Aguardo, com ansiedade, o mesmo procedimento.

O Sr. sabe como é. Isso faz parte da formação de quem já conviveu, com seriedade, dentro da área acadêmica.

Grato.


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