quinta-feira, 14 de novembro de 2013

JOAÕ GOULART - O BRASIL PASSA A LIMPO A SUA HISTÓRIA - MUITAS DÚVIDAS PARA SEREM EXUMADAS


JANGO FOI DEPOSTO PELO GOLPE DE 64, E, SOMENTE QUASE 50 ANOS DEPOIS, É QUE O BRASIL VAI CAMINHANDO NO SENTIDO DE PASSAR A LIMPO ESSE CAPÍTULO TENEBROSO DE SUA HISTÓRIA. SABER SE JANGO FOI OU NÃO ASSASSINADO É SÓ UMA DAS QUESTÕES QUE PRECISAM SER ABORDADAS. A UNIÃO DE MILITARES E CIVIS PARA RASGAR A CONSTITUIÇÃO E APLICAR UM GOLPE, HIPOCRITAMENTE CHAMADO DE "REVOLUÇÃO", AINDA TEM MUITO PARA SER ESCLARECIDO. UM DOS ITENS MAIS IMPORTANTES, É SABER DE QUE FORMA OCORRERAM OS ACERTOS E TROCAS DE FAVORES, PARA QUE ALGUNS VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO CRESCESSEM, E AS FAMÍLIAS PROPRIETÁRIAS DESTES MONOPÓLIOS, FICASSEM AINDA MAIS RICAS, NESTE PERÍODO, CONSEGUINDO UMA CHUVA DE CONCESSÕES DE EMISSORAS, ENQUANTO OMITIAM E ENCOBRIAM O QUE DE FATO FAZIAM OS MILITARES GOLPISTAS, NAS QUESTÕES RELATIVAS AOS ATOS ATENTATÓRIOS CONTRA  A DIGNIDADE E OS DIREITOS HUMANOS DE BRASILEIROS QUE SE OPUNHAM AO REGIME DE EXCEÇÃO. 

Restos mortais de Jango são recebidos em Brasília com honras militares
14/11/2013 - 13h00
Política - Da Agência Brasil

Os restos mortais do ex-presidente João Goulart foram recebidos nesta quinta-feira com honras militares, pela presidenta Dilma Rousseff. O corpo de Jango, como era conhecido, foi exumado ontem, em São Borja (RS), e será submetido à perícia da Polícia Federal, na capital. A exumação faz parte de uma investigação para esclarecer se a causa da morte de João Goulart foi mesmo um ataque cardíaco, conforme divulgaram na ocasião as autoridades do regime militar.

Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, José Sarney e Fernando Collor também acompanharam a cerimônia. Fernando Henrique Cardoso, que se recupera de uma diverticulite, não pôde participar da homenagem.

A presidenta Dilma Rousseff disse, em sua conta no Twitter, que a solenidade de honra ao ex-presidente João Goulart “é uma afirmação da democracia” no Brasil, que se consolida com este gesto histórico. “Hoje é um dia de encontro do Brasil com a sua história. Como chefe de Estado da República Federativa do Brasil participo da recepção aos restos mortais de João Goulart, único presidente a morrer no exílio, em circunstâncias ainda a serem esclarecidas por exames periciais. Junto comigo estarão ex-presidentes da República, o presidente do Senado e políticos de todas as vertentes. Este é um gesto do Estado brasileiro para homenagear o ex-presidente João Goulart e sua memória”.

Deposto pelo regime militar (1964-1985), Goulart morreu no exílio, no dia 6 de dezembro de 1976, na Argentina. O objetivo da exumação é descobrir se ele foi assassinado. Por imposição do regime militar brasileiro, Goulart foi sepultado em sua cidade natal, São Borja, no Rio Grande do Sul, sem passar por uma autópsia. Desde então, existe a suspeita de que a morte de Jango tenha sido articulada pelas ditaduras do Brasil, da Argentina e do Uruguai.

Após os exames, que serão feitos em Brasília e em laboratórios internacionais, os despojos voltarão para São Borja em 6 de dezembro, data de morte do ex-presidente. A perícia é coordenada pelo Instituto Nacional de Criminalística, da Polícia Federal e ocorrerá em duas etapas.

A primeira etapa é a análise antropológica, que detalhará informações sobre substâncias venenosas que eram usadas no Brasil, na Argentina e no Uruguai e podem ter causado o envenenamento do ex-presidente. Nesse momento, serão reunidos dados médicos e pessoais do ex-presidente. Além disso, será feita a análise do DNA. A segunda etapa da perícia será o exame toxicológico dos restos mortais de Goulart para confirmar se houve envenenamento.

Edição: Marcos Chagas
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