terça-feira, 5 de novembro de 2013

BANCO CENTRAL SEM A LEI DE AUTONOMIA TOTAL - GRAÇAS A DEUS !

Conceder autonomia plena (Total independência) ao Banco Central, seria como dar um cheque em branco aos agiotas e avarentos que infestam os chamados "mercados" do Brasil. A pressão que os "especialistas" das empresas de consultoria (economistas com gordos interesses em que os JUROS permaneçam nas alturas) exercem sobre o BC é monstruosa. Muito bem amparados e divulgados pela MÍDIA, os "especialistas" e suas opiniões, acabam por criar um ambiente de pessimismo e alarmismo, deteriorando até cenários como inflação e crescimento. Assim, é bom que o BC continue com o nível de autonomia que possui hoje, sabendo que pode tecnicamente adotar as medidas que julga necessárias, mas, sem se transformar numa espécie de GOVERNO dentro do GOVERNO. Quando o Brasil alcançar níveis civilizados de juros e regulagem do sistema financeiro, que garanta a obstrução dos abusos que BANCOS e BANQUEIROS cometem impunemente, aí quem sabe o Brasil possa pensar nisso.

Renan Calheiros desiste de votação da autonomia do BC este ano
05/11/2013 - 
Mariana Jungmann - Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), reconsiderou hoje (4) a decisão de colocar em votação ainda este ano o projeto de lei que concede autonomia ao Banco Central. Segundo ele, o assunto não está suficientemente amadurecido para entrar em pauta.

“Os governos são contra a autonomia do Banco Central, historicamente, todos os governos. E a oposição também. Então, em outras palavras, em português claro, significa dizer que o assunto não está amadurecido para ser apreciado pelo Senado Federal”, argumentou Renan. No último dia 25, Renan defendeu a votação até o fim do ano do substitutivo do senador Francisco Dornelles (PP-RJ) ao projeto que dá autonomia ao Banco Central (BC) – PLS 102/2007. De acordo com o substitutivo, o presidente do BC e os diretores da instituição devem cumprir seis anos de mandato, podendo ser reconduzidos uma vez.

O presidente do Senado reuniu-se hoje por mais de duas horas com a presidenta Dilma Rousseff, porém disse que não tratou do projeto do Banco Central no encontro. Renan reafirmou ser a favor da proposta. “Eu sempre defendi a independência do BC. Quem não defende, quem é contra é o governo e a oposição também”, disse.

Renan Calheiros disse que conversou com presidenta sobre aliança entre PT e PMDB nos estados, que segundo o presidente, está “mais do que nunca consolidada”. “Essas tensões [entre os partidos], essas conversas são naturais, mas o que importa é que a aliança está definida, consolidada e tem muita força nos estados”, disse.

De acordo com Renan, o encontro também resultou em uma “conversa geral sobre a agenda legislativa”. “Esta semana vamos votar o Orçamento Impositivo, o voto aberto, nós vamos votar a troca do indexador das dívidas estaduais. É uma semana gorda para o Senado Federal”, disse.

Edição: Carolina Pimentel
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3 comentários:

José Antônio disse...

Que ideia de jerico, Bond.

Até o Serra era manifestamente contra essa medida.

Precisamos ficar de olho, agora, é com o que será contrabandeado dentro do "Marco Civil da Internet". Li que existe a possibilidade de liberar as teles a cobrar separadamente tanto a velocidade quanto a quantidade de tráfego.

Isso vai ser um maná para as teles e deverá prejudicar bastante o consumidor.

É bom ficarmos atentos.

BONDeblog S. O. disse...

José

Colocam dentro de MPs um pouco de tudo. Aprovam-se certas coisas que não tem nada com o principal a ser votado.

O poder econômico está atuando forte para fazer do MARCO CIVIL DA INTERNET uma porta escancarada para eles ganharem muito dinheiro e oferecerem pouco serviço.

José Antônio disse...

Bond, essa história da autonomia do Banco Central me lembrou uma entrevista, feita pela Míriam Leitão com o Serra, em 2010 em que ela perguntava qual era a opinião dele a respeito.

Na época o candidato Serra foi extremamente grosseiro com a entrevistadora.

Tenho a impressão, pelos artigos que Miriam Leitão escreveu se opondo ao código florestal que, nesta época ela já estava marinando. Acredito, e agora tudo leva a confirmar, que no primeiro turno Miriam Leitão marinou. Não sei como votou no segundo, mas talvez, do jeito como se referiu à "Direita Hidrófoba", aquela que cooptou o Serra, ela tenha até votado na Dilma.

Juntando os pontos, acho que isso pode explicar a troca de desaforos entre a Míriam Leitão e o "cândido colunista".

Lembre-se de que o colunista não só declarou apoio explícito ao Serra, como também este já apareceu sorrindo ao lado do colunista em um lançamento de livro.

Por isso acho que uma parte da direita se sente incomodada de ser vista junto ao referido colunista e, em consequência, de seu candidato, o Serra. No caso da Míriam Leitão, então, a opção Eduardo Campos/Marina lhe vem bem a calhar.

Veja só as declarações sobre política econômica que os dois andam fazendo com apoio do Banco Itaú. Bem ao gosto de Miriam Leitão e outros representantes do "mercado".

O fato é que, ao contrário de alguns anos atrás, não é mais a esquerda que segue desunida (embora isso ainda aconteça um pouco), mas sim a direita que não consegue formular um discurso capaz de agradar a todos.

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