segunda-feira, 14 de outubro de 2013

JOAQUIM BARBOSA QUER SER CANDIDATO AVULSO À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA - 'O SALVADOR DA PÁTRIA'

Há uma grave contradição naquilo que o Ministro Joaquim Barbosa defende em termos de Reforma Política. Ele defende que o número de Partidos seja reduzido, e, ao mesmo tempo, defende candidaturas avulsas. O enfraquecimento dos Partidos Políticos não é uma boa opção de fortalecimento da Democracia. De "salvadores da pátria" o Brasil anda cheio, e pelo visto, como diria o Romário, Barbosa ainda nem entrou no ônibus e já quer sentar na janela.

Hoje: 14/10/2013 - Atualizada às 16h16
Barbosa admite ingressar na política, mas só quando deixar o STF
Presidente do Supremo também criticou o atual sistema político partidário

Ao participar da 8ª Conferência Global de Jornalismo Investigativo, no Rio de Janeiro, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, admitiu que poderá ingressar na política, mas só quando deixar o STF. Barbosa deixou claro que, somente depois de se aposentar, irá pensar sobre seu futuro profissional.

O presidente do STF foi o palestrante do painel "Brasil – Avanços e Retrocessos Institucionais", mediado pelo professor da Universidade do Texas Rosental Alves e pelo jornalista Fernando Rodrigues.

Joaquim Barbosa também admitiu a possibilidade de deixar o Supremo Tribunal Federal antes da aposentadoria obrigatória, aos 70 anos, Atualmente, o ministro tem 59 anos.

Durante o painel, o presidente do STF criticou o atual cenário político partidário: "não me agrada nem um pouco", disse. Barbosa disse ainda que o Brasil precisa promover alterações no sistema político e partidário, pois a reforma política “tem sido sistematicamente ignorada”. "A política nacional é movida por um combustível nada limpo, que é o dinheiro de origem duvidosa”, alfinetou.

Na opinião de Barbosa, as alterações mais importantes seriam o fim do voto obrigatório, a impossibilidade de candidaturas avulsas, a falta de limites de partidos políticos, e a suposta mercantilização e coronelismo da política.


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, afirmou nesta segunda-feira (14) que poderá avaliar a possibilidade de ingressar na política após deixar a magistratura e, inclusive, de se lançar candidato à Presidência da República. 

Entre os pontos da legislação que deveriam ser modificados, na opinião de Barbosa, estão o voto obrigatório, a impossibilidade de candidaturas avulsas, a falta de limites de partidos políticos, e a suposta mercantilização e coronelismo da política.

Sobre o sistema judiciário, o ministro ponderou que ainda há “lentidão e falta de compromisso” e que o bacharelado está “decadente”. “Está alheio à realidade da vida (...), impregnado de uma cultura jurídica complacente com a impunidade”, opinou.

Barbosa também falou no congresso organizado pela Abraji sobre a atividade jornalística e disse que, na visão dele, “o desafio mais crucial hoje é a ausência de pluralismo”.

Ele criticou a suposta falta de oportunidades para negros na imprensa. “Negros e mulatos perfazem 51% da população. No entanto, eles são muito raros nas redações, salas de imprensa e no noticiário televisivo, para não falar da quase completa ausência em postos de liderança”, disse. “A consequência disso é que esse segmento se vê excluído das discussões”, ressaltou Barbosa.

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