quarta-feira, 16 de outubro de 2013

BRASIL COMPRA DA RÚSSIA SISTEMA DE DEFESA ANTIAÉREA - 36 AVIÕES DE CAÇA PODEM AMPLIAR ACORDO MILITAR

OBAMA ESPIONA E VLADIMIR PUTIN VENDE

Os RUSSOS estão novamente na concorrência para a venda de 36 aviões de guerra - CAÇAS - que segundo o Ministro da Defesa do Brasil Celso Amorim, é prioridade. O acordo de cooperação e parceria estratégica inclui ainda sistemas de defesa cibernética e, sobretudo, transferência de tecnologia. Os russos já manifestaram desejo de construir aqui no Brasil uma fábrica de aviões de 5a. geração. 

Brasil e Rússia discutem parceria estratégica na área militar





Pedro Peduzzi - Agência Brasil - 16.10.2013 -


Brasília – Os ministros da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e da Rússia, Sergey Kuzhugetovich, reuniram-se hoje (16) para tratar da parceria estratégica militar acertada em dezembro entre os presidentes Dilma Rousseff e Vladimir Putin. Em pauta, a compra de sistemas de defesa antiaérea móvel (Panzir, de médio alcance) e portátil (Igla, de curto alcance). A exemplo de outras compras feitas pelo governo brasileiro, o acordo envolverá transferência da tecnologia aplicada nos equipamentos.

“Não se trata de uma visita para comprar ou vender, mas de uma visita de cooperação estratégica entre integrantes do Brics [grupo composto pelos principais países emergentes: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul]”, disse Amorim.

Os dois ministros avançaram também nas tratativas para a criação de um grupo de trabalho na área de defesa cibernética e para o intercâmbio de militares. Outro assunto abordado pelos ministros foi o Projeto FX-2, que visa à aquisição, pelo Brasil, de aviões de quarta geração.


No encontro, Amorim informou que o projeto é uma “necessidade mais imediata”, mas ressaltou que o Brasil pretende, em médio prazo, buscar também parcerias para o desenvolvimento de caças de quinta geração, com tecnologias e sistemas de armas mais avançados.

Amorim disse ao ministro russo que a aquisição dos sistemas de defesa antiaérea – estimada em US$ 1 bilhão, mas com possibilidades de redução deste valor – e dos helicópteros MI-35, ao custo unitário de US$ 25 milhões, representam uma primeira experiência que, se for bem sucedida, poderá avançar ainda mais.

O Brasil já recebeu nove dos 12 helicópteros contratados. Parte deles já está sendo usada pela Força Aérea principalmente na Amazônia. “Nossa visão em relação à Rússia não é a compra eventual de equipamentos militares. Até podemos fazê-lo, mas nossa visão é, sim, busacar parceria estratégica voltada para o desenvolvimento tecnológico conjunto. Por isso, nossas primeiras experiências com vocês são tão importantes”, disse Amorim ao ministro russo.


O projeto mais adiantado é o da artilharia antiaérea. Para assinar o contrato, faltam apenas alguns detalhamentos técnicos, principalmente relativos à transferência de tecnologia. A fim de resolvê-los, uma missão técnica brasileira deverá ir à Rússia dentro de um ou dois meses, informou o Ministério da Defesa.

Edição: Nádia Franco

4 comentários:

José Antônio disse...

Bond,

A verdade é que os EUA, pela sua arrogância, acabaram perdendo a chance de vender os seus Boeings Super Hornet.

Ao contrário do governo Lula, onde a preferência parecia estar para os caças franceses, desde o início do governo Dilma, esta preferência parecia ter mudado.

Um lobby bem feito pelo Presidente Obama, garantindo a transferência de tecnologia, peça chave para a escolha, aliado à simpatia que Dilma demonstrava ter pelos caças americanos, acabou escorrendo pelos dedos dos norte-americanos.

Dificilmente, agora, os caças da Boeing estarão entre os escolhidos pelo governo brasileiro.

Restaram poucas opções: o Grippen Sueco e o Rafalle, francês.

Portanto, a entrada, outra vez, dos aviões russos na concorrência, aumenta um pouco nossas opções.

Resta saber como nossas Forças Armadas reagirão ante essa nova possibilidade.

A eletrônica embarcada (aviônica) provavelmente é incompatível com o hardware e o software ocidental.

Isso pode ser uma desvantagem, pois implica numa necessidade de assistência dos técnicos russos de forma mais constante, mas pode ser uma vantagem, pois torna-se mais difícil a espionagem e eventual sabotagem eletrônica.

Há um precedente da Índia que está construindo, em parceria com os russos, um modelo próprio.

Temos que observar atentamente como essa parceria entre Índia e a Rússia está se processando.

De qualquer forma, o Brasil precisa, urgentemente, desenvolver sua própria tecnologia.

Qualquer fornecedor estrangeiro constitui uma vulnerabilidade quando o item a ser importado é complexo e tem aplicações militares.



BONDeblog S. O. disse...

José Antonio

Quer ser o responsável no blog para assuntos de tecnologia militar ?

Depois dessa aula a vaga é do amigo.

Eu sei é que os Estados Unidos deixaram de vender 36 caças.

José Antônio disse...

Bond,

Obrigado pelo elogio e convite, mas eu sou apenas um leigo que leu umas coisinhas aqui e outras ali e acabei formando uma opinião que tem um bocado de "achismo".

No mais, concordo com o amigo e reproduzo tuas palavras:

Eu sei é que os Estados Unidos deixaram de vender 36 caças.

José Antônio disse...

Bond, a Folha publica hoje um resumo dessa história toda.

Em se tratando da Folha, não ponho a minha mão no fogo pela veracidade de tudo o que lá está (link abaixo). Mas, me pareceu correto.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/10/1357806-brasil-compra-r-2-bi-em-armas-da-russia-e-agora-negocia-caca.shtml

EM DESTAQUE - LEIA AGORA

JOÃO DORIA E ACMN LEVAM UMA MERECIDA CHUVA DE OVOS EM SALVADOR - EM VÍDEO

OS OVOS CHOCARAM E APODRECERAM ASSIM QUE TIVERAM CONTATO COM A CABEÇA DOS DOIS PREFEITOS LEIA A MATÉRIA AQUI

AS DEZ MAIS LIDAS NO MÊS