A "banca de agiotas" internacionais, tendo à frente o governo da Alemanha e da França, continuam encurralando o governo grego e exigindo a cada momento mais e mais sacrifício e "cortes" do povo.
Já tiraram quase tudo dos gregos. O desemprego cresceu ( está em 21%) e muitas famílias não tem mais como cuidar dos próprios filhos. Agora a exigência dos "carniceiros", que só pensam em continuar recolhendo o dinheiro de juros extorsivos que cobram, é para que o governo corte o valor de aposentadorias e pensões (300 MILHÕES DE EUROS), além de promover uma demissão em massa de mais servidores públicos (15 MIL). O salário mínimo também vai ser cortado em 30%, a Grécia não poderá investir em suas forças armadas e terá que cortar os gastos públicos em coisas básicas, como saúde e educação.
Tudo isso já se sabe, não resolverá o problema da Grécia, muito pelo contrário, vai aprofundar a crise.
Em resposta os Sindicatos de trabalhadores públicos e da iniciativa privada decretaram uma greve de 48 horas. Hoje e amanhã o povo da Grécia vai dizer não ao "nazifascismo econômico" imposto pela União Européia.

9 comentários:
Nesse momento, nossa solidariedade deve ser total com o povo grego.
Somos todos gregos!
Verdade sr. Vincent Van Blogh.
O irônico disso tudo é saber que o Brasil, como credor do FMI, está agindo junto com esses "agiotas internacionais" sufocando o povo grego.
Sra. Lucia
É possível a sra. explicar melhor o seu comentário ?
Simples Sr. Bond,
O populismo que governa esse país há 9 anos preferiu emprestar dinheiro ao FMI, uma vez que está tudo "ótimo" por aqui, com os hospitais funcionando, sistema educacional "perfeito" e uma segurança "exemplar". A receita para a Grécia é aquela defendida pelo FMI.
Logo...
Logo?
Sra. Lucia
Seu raciocínio não é simples, é simplista.
O governo brasileiro talvez empreste dinheiro ao FMI. CASO ISSO ACONTEÇA, terá mais "cotas" no Fundo e maior poder e participação.
O Brasil, com esse governo popular e avaliado como muito bom, dos últimos 9 anos, demonstrou que a receita do FMI não nos serve, e nem serve ao mundo. Aliás a nossa presidente disse de forma clara em oposição declarada a Alemanha e UE.
E pelo visto esse "poder de participação" não parece ter mudado as coisas por lá.
Foi exatamente como disse o meu "raciocínio simplista": o Brasil é contra o FMI mas apóia o FMI e suas ações.
Ps.: uma sugestão que eu faço, desde, é claro, o que sr. admita se despir dos preconceitos, é dar uma lida no blog do RA para ler a mensagem que ele direcionou à chefa desse governado avaliado como "muito bom". Ali contém elementos interessantíssimos.
Acho que o artigo abaixo ajuda a esclarecer melhor o papel do Brasil na ajuda aos países mais necessitados:
http://oglobo.globo.com/economia/brasil-no-rol-dos-paises-doadores-aos-pobres-3949673#ixzz1m8UTbGmY
RIO — O Brasil, que sempre foi um receptor de recursos humanitários, caminha a passos largos, ainda que sem alarde, para mudar de lado e entrar no rol dos países doadores. Em cinco anos, a sexta maior economia do mundo mais que dobrou os recursos aplicados em ajuda humanitária, bolsas de estudo para estrangeiros e cooperação técnica, científica e tecnológica e as contribuições para organizações internacionais. O volume de recursos pulou de US$ 158 milhões, em 2005, para US$ 362 milhões, em 2009. A previsão para 2010 é que tenha sido mantido o mesmo ritmo de crescimento dos últimos anos e a quantia tenha se aproximado dos US$ 400 milhões, valor que costuma ser doado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento ou Econômico (OCDE) ao Brasil.Nos próximos três anos, o Brasil prevê alocar US$ 125 milhões somente em cooperação técnica — uma das modalidades da cooperação internacional — contra os US$ 60 milhões que estão previstos para serem repassados ao país, segundo cálculos preliminares da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), órgão do Itamaraty.
(...)
O Brasil doa aos pobres como se aqui não tivéssemos os mesmos pobres.
A ganância por cargos na ONU opera milagres, ou maracutaias.
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